sexta-feira, 1 de agosto de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
O TESTEMUNHO DE UMA MÃE QUE PERDEU O SEU FILHO
MÃE NA PRIMEIRA PESSOA
Chamava-se Humberto Carlos, tinha 5 anos e meio. Dois dias
antes da sua morte olhou para mim com os seus lindos e inocentes olhos e disse:
- Mãe…preciso de pedir…
- Diz filho, fala por favor!
- Mãe …nunca deixe de orar …promete? Quero um dia estar com a
mãe e o pai na Nova Terra.
Respondi: Está bem, meu filho.
Ele insiste …preciso ainda de pedir que o pai aceite a
Jesus como Salvador…amo tanto o meu pai…eu quero que ele saiba sobre o amor de
Jesus…ouviu mãe!
Fiquei muito emocionada e senti a presença do Espírito Santo
e as lágrimas lavaram o meu rosto.
Não resisti e sentei-me na cama e peguei-o ao colo…sentia
uma imensa necessidade de beijar o meu meigo e amado filho…que evidentemente ia
perdendo a vida e lutava para viver!
E eu pensava …como é que um menino com pouco mais de 5 anos
pode ter estes anseios e manifestá-los com tanta lucidez?
Percebendo ele que eu chorava pediu:
- Não chore…a nossa esperança é Jesus! Confie mãe e confie
sempre!
Surpreendeu-me com o pedido para lhe cantar um hino e foi
ele que o escolheu…eu não estava em condições de cantar… insistiu no hino 272 – Hinário Adventista
Depois do hino…levei o meu filhinho para o Hospital
central de Coimbra.
O Pr. Da Igreja Adventista de Coimbra…era também pastor da
igreja da Figueira da Foz e do grupo que se reunia em minha casa em Santana…ao
saber que o menino amava este hino a esposa foi buscar a sua harpa a casa (ela
era uma exímia harpista) e naquele hospital…a música do Céu derramou-se pelos
corredores e em especial no meu coração de mãe como óleo do céu!
Fiquei de joelhos com o sentimento que só as mães podem ter…tinha
chegado a hora do meu filho adormecer …fui chamada da oração por ele a pedir
um beijo…beijei e disse: “até logo amado!”
Entretanto o meu marido chegou…contei-lhe o que o nosso
filho tinha dito e ele chorou e o coração do meu marido quebrou-se sobre a
Rocha dos séculos a partir desse instante o Senhor Jesus tem sido a nossa força
e o nosso Caminho…sim Deus dá forças na aflição e estas não são mais que a
fornalha da purificação e santificação…vivo a esperança e a promessa: “Não
quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que
não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.” 1ª
Tessalonicenses 4:13
Louvado seja o Senhor “…não somos como os demais, que não
têm esperança.”
Porque não aceita agora esta bendita e maravilhosa
ESPERANÇA?
Alice de Santana
Nota: daquele pequenino Grupo de crentes nasceu a Igreja
Adventista de Santana – uma altar que tem testemunhado com firmeza a Mensagem
dos Três Anjos…e o fará até que o Senhor volte em Glória para fazer todas as
coisas novas…"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá
mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são
passadas.” (Apocalipse 21 : 4)
segunda-feira, 7 de julho de 2014
A EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO
Texto Áureo
“[...] e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em
toda Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8).
– O texto áureo mostra uma estratégia de evangelismo que
seria seguida por todo livro de Atos. O testemunho de Jerusalém (cap. 2)
apresenta, em miniatura, o ministério mundial de Deus: os ‘judeus... de todas
as nações’ (2.5) que ouviram e creram carregaram a mensagem para bem longe. No
resto de Atos, o evangelho se espalha à Jerusalém, à Judeia e Samaria, à
Antioquia da Síria e aos confins da terra[1].
Verdade Prática
Não fomos chamados apenas para usufruir dos benefícios da
salvação, mas também para testemunhar do Salvador a um mundo que jaz no
malígno.
Leitura Bíblica: Mateus 5.13-16; Romanos 12.1,2
Objetivos
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
- Saber que o cristão é o 'sal' da terra;
- Compreender que o crente é como luz no mundo, e
- Conscientizar-se da importância do testemunho cristão.
Palavra-chave
TESTEMUNHO
Demonstração da veracidade de um fato.
Comentário
(I. Introdução)
Em cinco referências do Novo Testamento, Jesus incumbe
diretamente seus discípulos a ir e pregar o evangelho a todo o mundo (Mt
28.18-20; Mc 16.15-18; Lc 24.45-48; Jo 20.21-23, e At 1.8). Certamente, a
Igreja e o mundo são comunidades distintas. O mundo é tenebroso, sem luz. O
mundo (humanidade não regenerada em Cristo), manifesta uma tendência à
podridão, à imundícia, em função do domínio do pecado. A Igreja, apesar de
distinta, permanece no mundo com duplo papel: como sal para interromper, ou
pelo menos retardar, o processo da corrupção social; e, como luz, para desfazer
as trevas. Nas bem aventuranças, Jesus ensinou aos seus discípulos acerca do
caráter cristão que deve marcar suas vidas. Na última bem aventurança, Jesus
chamou a atenção dos seus discípulos para a perseguição que eles haveriam de
sofrer por evidenciarem em suas vidas o caráter do Reino. Essa perseguição é a
reação de ódio do mundo contra os discípulos fiéis de Jesus Cristo. Assim o
mundo reage em relação aos discípulos de Cristo. Como então, o cristão deve
reagir em relação ao mundo em que vive? Será que os cristãos podem influenciar
o mundo? Cristo nos ensina que sim. Logo depois de ensinar as bem aventuranças
ele chama seus discípulos de “sal da terra” e “luz do mundo”. Boa Aula!
(II. Desenvolvimento)
I. O CRISTÃO COMO SAL DA TERRA
1. A função de preservar. Cristo identifica seus discípulos
como o ‘sal da terra’. Precisamos saber qual é a função do cristão como sal da
terra. Para isso é importante atentarmos para o valor e a função do sal. O
termo sal vem do grego hals, halos, que tanto significam sal como mar. O valor
primário do sal não estava
A Ponte - Vai Valer a Pena - Ministério Livres Para Adorar
O Vídeo que tem inspirado milhares de vídeos comparando o Sacrifício de Jesus na cruz com a história de um pai que decidiu entregar a vida de seu filho para salvar outras
vidas.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu
Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas
tenha a via eterna. Porque
Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o
mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é condenado mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do
Unigénito Filho de Deus." (João cap 3 ver 16 ao 18 )
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Cristo, a Lei e as Alianças
Texto principal:
"Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova
aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna,
visto que Ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira
aliança" (Hb 9:15).
A eterna decisão divina de salvar a humanidade foi revelada
ao longo dos séculos por meio das alianças. Embora a Bíblia fale de alianças no
plural (Rm 9:4; Gl 4:24; Ef 2:12), na realidade, só existe a aliança da graça,
na qual a salvação é dada aos pecadores, com base não em seus méritos, mas nos
méritos de Jesus, oferecidos a todos os que clamam esses méritos pela fé. O
plural, alianças, significa simplesmente que Deus antecipou Seus propósitos de
salvação ao reafirmar a aliança de várias formas, a fim de atender às
necessidades de Seu povo em diferentes épocas e contextos. No entanto, é sempre
a mesma aliança, a eterna aliança da graça salvadora de Deus.
A essência dessa aliança é o constante e fiel amor do Senhor
(Dt 7:9; 1Rs 8:23; Dn 9:4). Como parte dessa aliança, Deus chama Seu povo a
obedecer Sua lei, não como meio de salvação, mas como fruto dela. A lei e a
graça unidas sempre foram centrais para a aliança eterna de Deus.
Hoje é um dia especial. Sábado alegre e festivo. Momento de
sair às ruas para compartilhar sua fé.
Sinais da aliança (Gn
9:12-17)
Uma aliança pode ser simplesmente definida como um acordo
entre duas partes com base em promessas feitas por uma, ou por ambas as partes.
Existem dois métodos básicos pelos quais uma aliança pode funcionar. No
primeiro, as partes envolvidas na aliança concordam com os termos do
relacionamento e fazem promessas mútuas. Esse seria o caso em um casamento,
fusão de empresas e até mesmo na compra de imóveis. No segundo método, uma
parte inicia a aliança, estipulando tanto as promessas quanto as condições
inegociáveis, e a outra parte é convidada a participar. Exemplos disso incluem
o pagamento de impostos ou de mensalidades em uma instituição educacional. Nos
dois casos, cada uma das partes é livre para se retirar da aliança, mas
geralmente há uma consequência. Por exemplo, uma pessoa que não paga a
prestação de seu imóvel, pode perdê-lo, e um cidadão que se recusa a pagar os
impostos será processado.
Normalmente, uma aliança é estabelecida com pelo menos um
símbolo. Por exemplo, uma pessoa que compra um imóvel financiado coloca várias
assinaturas em um contrato de empréstimo imobiliário junto a uma instituição de
crédito, a qual mantém o título de propriedade do imóvel em garantia, até que o
valor total seja pago. Para as pessoas casadas, o cartório emite uma certidão
de casamento. O documento não é a aliança, mas um indicador de que a pessoa
está comprometida com uma aliança.
1. Leia Génesis 9:12-17 e 17:2-12. Qual é a diferença entre
o símbolo e a aliança nessas passagens? Além disso, quais são as diferenças entre
essas duas alianças?
Em Génesis 9:9, Deus fez uma aliança com a criação,
estabelecendo que Ele jamais destruiria a Terra novamente com água. Sempre que
um arco-íris aparece no Céu, todos devem se lembrar da promessa de Deus. O
mesmo se pode dizer da marca da circuncisão, que devia fazer todo judeu lembrar
do papel de Seu povo em abençoar as nações. A primeira aliança foi feita com
toda a humanidade, a outra especificamente com a nação de Israel. Além disso,
na aliança feita com a humanidade depois do Dilúvio, as
sábado, 26 de abril de 2014
O Pequeno Grupo e o Discipulado
Precisa ficar claro que Deus não tem uma missão para Sua
igreja, mas uma igreja para Sua missão. E esta é a missão de Deus, que foi
comissionada em João 20:21: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja
convosco! Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio. ”O fato é que a
igreja não tem uma missão em si. Mas, devido à entrada do pecado e ao processo
degenerativo que esse trouxe ao mundo, Deus concedeu ao ser humano o privilégio
de participar e se envolver em Sua missão. Jorge Henrique Barros, professor de
Teologia Bíblica da Missão, acha que “missão é manifestar o amor do reino de
Deus [...] através de palavras e obras, com vistas à transformação”. Essa
transformação pode ser chamada de discipulado e faz parte do processo de
crescimento em Cristo. Como as pessoas crescem espiritualmente? Como crescem no
processo do discipulado? Ao falar do homem justo, o salmo 1 ilustra muito bem
esse processo. O verso 3 diz: “Ele é como árvore plantada junto a corrente de
águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo
quanto ele faz será bem-sucedido. “O texto mostra que o “justo” (o cristão em
crescimento) está em conexão com a fonte da vida – ele tem íntima comunhão com
Deus. Todavia, o texto vai além e declara que o justo dá fruto, suas obras são
manifestas, sua vida não é vazia nem isolada, ele está envolvido na missão,
sendo um canal de bênçãos. Os frutos são produzidos para beneficiar outras
pessoas e para a honra e glória de Deus. É impossível ser frutífero vivendo
isoladamente; precisa haver vida em comunidade. O amor que vem de Deus, de um
constante crescimento e íntima comunhão com o Senhor, se manifesta nos círculos
de relacionamentos humanos. Por fim, o texto afirma que o justo é bem-sucedido
em todas as suas obras. A vida de comunhão e em comunidade conduz o justo ao
seu comissionamento, as obras são automáticas e ele é bem-sucedido. Pode-se
resumir dizendo que comunhão + comunidade = missão. Não se pode, nem deve
separar uma coisa da outra, e para haver crescimento sadio no discipulado, as
três partes devem estar conectadas. Ellen G. White esclarece isso ao dizer que
“todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que
bebe da água viva, faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça
de Cristo no coração é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de
todos, e tornando os que estão prestes a perecer, ansiosos de beber da água da
vida” (O Desejado de Todas as Nações, p. 195).A comunhão (que envolve estudo da
Bíblia e oração) precisa ser diária, assim como o comissionamento; já o
encontro regular com a comunidade pode ser repetido uma vez por semana por meio
dos pequenos grupos. Está ficando cada vez mais comum ver igrejas cheias de
membros relativamente autónomos e distantes, que mais parecem estar cumprindo
um compromisso obrigatório de marcar a presença na igreja do que em buscar uma
experiência genuína de adoração e comunhão colectivas a igreja deseja alcançar
sucesso, ela precisa seguir os passos de Jesus. No Seu ministério, Cristo
manteve o foco num grupo pequeno, que pode ser visto como um protótipo do
discipulado. Jesus dedicou grande parte do
Seu ministério a esse grupo, cujos
membros alcançaram os confins da Terra. Manter o foco numa equipa contribui
bastante para o sucesso no cumprimento da missão. Segundo David A. White, essa
abordagem (1) produz mais frutos, (2) reúne uma variedade de dons e recursos,
(3) gera mais ideias, (4) provê responsabilidades, (5) oferece encorajamento e
suporte, e (6) treina futuros líderes (Your Church Can Multiply, p. 49-75).Qual
foi o resultado do método de Cristo? A vida em comunhão e em comunidade, que os
discípulos manifestaram no cenáculo, conduziu-os naturalmente ao
comissionamento que resultou depois do Pentecostes. A estratégia usada por
Jesus para conduzir as pessoas ao crescimento no discipulado pode ser dividida
em quatro passos (orar, chamar, estar juntos e enviar) e é resumida em Marcos 3:13-14:
“Depois, [Jesus] subiu ao monte e chamou os que Ele mesmo quis, e vieram para
junto d´Ele. Então, designou doze para estarem com Ele e para os enviar a
pregar.” Orar. A passagem paralela de Lucas 6:12-16 diz que Jesus
esteve no monte em oração durante toda a noite. Eis o primeiro passo da
estratégia de Jesus: antes de chamar os doze, Ele passou a noite a orar. Antes
de formar o Seu grupo, Ele clamou a Deus o Pai. O mesmo precisa acontecer hoje:
a intercessão (oração) é fundamental em todo processo. O líder deve ter uma
vida de comunhão diária. Chamar. O pastor ou
ancião que pretende copiar o modelo criado por Jesus precisa, após muita
oração, chamar aqueles que formarão o grupo protótipo, que passam a fazer parte
de seu relacionamento mais próximo. O líder pode chamar entre três e dez
pessoas com capacidade para aprender, que se dêem bem entre si, responsáveis,
maduras na fé e com estilo de vida coerente e saudável (Ibid., p. 60-96). Essas
pessoas serão futuros líderes de pequenos grupos. Portanto, é preciso escolher
líderes em potencial, de ambos os sexos, de todas as idades, novos e antigos na
igreja. É bom incluir no grupo uma pessoa de oração. Não que os demais não o
sejam, mas alguém conhecido pelo dom da oração. “Jesus escolheu homens [...]
dotados de natural capacidade, humildes e dóceis – homens a quem podia educar
para Sua obra. Há, nas ocupações comuns da vida, muitos homens que seguem a
rotina dos labores diários, inconscientes de possuírem faculdades que,
exercitadas, os ergueriam à altura dos mais honrados homens do mundo. Requer-se
o toque de uma hábil mão para despertar essas faculdades adormecidas” (O
Desejado de Todas as Nações, p. 250).Estar juntos. O verso 14 relata que os
chamados “vieram para junto dEle”, Jesus estava com eles. “A mais elevada obra
da educação não é comunicar conhecimentos, meramente, mas aquela vitalizante
energia recebida mediante o contato de mente com mente, de coração com coração.
Somente vida gera vida. Que privilégio, pois, foi o deles, por três anos em
contato com aquela divina vida de onde tem provindo todo impulso doador de vida
que tem abençoado o mundo!” (Ibid.).Recordando: comunhão + comunidade = missão.
O líder ensina ao seu protótipo, por meio do exemplo e ensino, (1) a ter uma
vida diária de estudo da Bíblia e oração; (2) a ter, entre eles, ao menos um
encontro semanal para oração, estudo e planeamento (seu pequeno grupo); (3) a
ter um modelo prático de cuidado e acompanhamento, de modo que eles possam
copiar e praticar no futuro em seus respectivos pequenos grupos; (4) a
ministrar a cada pessoa no grupo. Um detalhe: quanto mais próximos de Jesus os
crentes estiverem, mais próximos estarão uns dos outros. Portanto, planeiem um
retiro espiritual em um fim-de-semana. Depois, aguardem a atuação do Espírito Santo. Enviar. Chega o momento em que o líder
deve encaminhar os membros do grupo a liderar seus próprios pequenos grupos,
para que o modelo de crescimento seja reproduzido. Cada dupla do protótipo
forma um novo pequeno grupo. O pequeno grupo (ou mais de um pequeno grupo) pode
formar uma nova igreja. Eis uma visão geral do processo do protótipo:Comunhão: (1) orar; (2) chamar; Comunidade: (4)
estar juntos; Missão: (5) enviar. Como afirma
Ellen G. White, “a obra feita totalmente por uma pessoa é extensiva a muitas”
(Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 255). Concentrar-se em poucos é mais
eficaz – além de ser um processo multiplicador – do que concentrar-se numa
multidão. Entretanto, Jesus não abandonou o trabalho com as multidões, assim
como o líder de hoje não deve abandoná-las quando se concentrar em poucas
pessoas. Conduzir um grupo no discipulado é multiplicar seu próprio ministério
e o alcance do mesmo. Finalmente, o líder precisa ter cuidado para que o
protótipo e a reunião do pequeno grupo sejam conduzidos dentro do mesmo
processo de crescimento apresentado pela Palavra de Deus: comunhão, comunidade
e missão. Numa reunião, deve-se começar com a comunidade (conversar sobre a
semana, desafios, etc.), depois é que se passa para a comunhão, fazendo a
transição com uma oração, que pode mencionar algo que foi compartilhado na
primeira parte. Em seguida, prossegue-se com o estudo da Bíblia, de forma
dinâmica e participativa. A última parte é a condução das pessoas para a
missão, desafiando-as a alcançar outras pessoas e a desenvolver novos pequenos
grupos. Lembre-se de que a bênção alcançada deve ser reproduzida. O discipulado
precisa ser levado adiante e não existe uma única forma pela qual ele deva ser
conduzido, todavia os pequenos grupos e o protótipo formam um ambiente natural
para seu progresso e estão em plena harmonia com o que foi desenvolvido por
Jesus como exemplo de discipulado para a igreja em todas as épocas.
Aguinaldo L. Guimarães
domingo, 13 de abril de 2014
Cristo e a lei de Moisés
Texto principal:
"Se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em
Mim; porquanto ele escreveu a Meu respeito" (Jo 5:46).
Muitos cristãos conheceram histórias sobre a relação
supostamente negativa de Jesus para com a religião judaica, um equívoco
lamentável que só ajudou a alimentar o antissemitismo (aversão aos judeus) ao
longo dos séculos. Jesus falou contra os abusos da religião, isso é verdade,
mas não contra a própria religião. Afinal, Ele foi o fundador dela.
De fato, os relatos dos evangelhos sobre Sua vida e
ministério mostram que Jesus era um judeu fiel, totalmente imerso na cultura
judaica, desde o momento de Seu nascimento até a última semana de Sua vida na
Terra.
Como todo judeu fiel no primeiro século, Jesus estava
sujeito à lei mosaica. Criado em um lar de pais judeus fiéis, Ele apreciava
plenamente Sua rica herança terrena, enraizada na providência divina. Ele sabia
que Deus havia inspirado Moisés a escrever essas leis, com o objetivo de criar
uma sociedade que refletisse Sua vontade e servisse como farol para as nações.
Ele cumpriu fielmente a letra da lei. Na circuncisão, na Sua visita ao templo
para as festas e na Sua atitude sobre os impostos, Jesus permaneceu fiel a um
sistema que seria cumprido por Sua morte na cruz e ministério celestial. Mesmo
sabendo como tudo seria cumprido, Ele foi fiel.
Nesta semana, examinaremos mais algumas leis que o próprio
Jesus cumpriu.
Circuncisão e
dedicação (Lc 2:21-24)
Deus estabeleceu Sua aliança com Abraão, dizendo que ele
seria o pai de muitas nações (Gn 17:4). Quando Deus fez essa aliança, Abraão
estava com 99 anos de idade, tendo gerado Ismael poucos anos antes, e ainda não
tinha visto o nascimento de seu filho prometido, Isaque. No entanto, ele foi
instruído a circuncidar-se, assim como todos os homens de sua casa, e foi
orientado a garantir que cada filho nascido em sua casa, a partir daquele dia,
fosse circuncidado ao oitavo dia (Gn 17:9-12). Esse sinal era tão importante
que a circuncisão ocorria mesmo que o oitavo dia caísse em um sábado (Lv 12:3;
Jo 7:22).
Essa verdade nos dá uma compreensão melhor dos primeiros
dias da vida de Jesus. Os evangelhos mostram que José e Maria foram escolhidos
para ser os pais terrenos de Jesus, pelo menos em parte, por causa da sua
piedade. José é descrito como um "homem justo" (Mt 1:19, NVI), e o
anjo disse a Maria: "Achaste graça diante de Deus" (Lc 1:30). Quando
Jesus tinha oito dias de vida, Seus pais realizaram a cerimônia da circuncisão
e Lhe deram o nome, da mesma forma que havia ocorrido com um número incontável
de meninos hebreus em tempos passados.
Imagine, o imaculado Filho de Deus, agora em forma humana,
passando pelo mesmo ritual que Ele havia instituído muitos séculos antes!
1. Leia Lucas 2:21-24 à luz de Êxodo 13:2, 12 e Levítico
12:1-8. O que esses textos nos dizem sobre José e Maria? O que podemos aprender
com o exemplo deles?
A Bíblia é clara ao dizer que Maria era virgem quando foi
escolhida para ser a mãe de Jesus (Lc 1:27). Então, Jesus foi o primeiro filho
que "abriu seu ventre". De acordo com Êxodo 13, todo primogênito
entre os filhos de Israel (de animal ou humano) devia ser dedicado ao Senhor. A
lei também determinava em Levítico 12:2-5 que, após o nascimento de um menino,
a mulher ficava impura por 40 dias
(80 dias se fosse menina). No fim desse período, ela devia
se apresentar ao sacerdote e oferecer um sacrifício. Como judeus piedosos,
Maria e José cumpriram meticulosamente as obrigações da lei mosaica e
garantiram que o Filho de Deus levasse as marcas da aliança.
Festas judaicas (João
5:1)
"Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e
Jesus subiu para Jerusalém" (Jo 5:1).
O primeiro grande período festivo no ano civil judaico eram
os sete dias dos pães asmos, que começavam com a Páscoa. O festival comemorava
a libertação dos israelitas da escravidão do Egito, quando o anjo da morte
passou por cima (a palavra Páscoa significa passar por cima) das casas dos que
colocaram o sangue nas ombreiras das portas.
2. Quantas vezes Jesus celebrou a Páscoa? Lc 2:41-43; Jo
2:13-23; Mt 26:17-20
Cinquenta dias após a Páscoa ocorria a festa de Shavuot,
muitas vezes referida pelo seu nome grego, Pentecostes. Embora as Escrituras
não apresentem uma razão para o Pentecostes, os rabinos acreditavam que o
festival comemorava a entrega da lei a Moisés. Não há registro nos evangelhos
de que Jesus tivesse celebrado o Pentecostes. No entanto, antes de Sua ascensão
Ele aconselhou Seus discípulos a esperar em Jerusalém pelo batismo do Espírito
Santo (At 1:4, 5). Esse evento realmente ocorreu no Dia de Pentecostes (At
2:1-4).
O último período de festas do ano civil judaico era a Festa
dos Tabernáculos (Festa das Cabanas) e o Dia da Expiação (Yom Kippur). O Dia da
Expiação representa o dia em que o pecado era purificado do acampamento e o
povo estava em harmonia com Deus. A Festa das Cabanas comemorava o tempo em que
Israel teve que viver em tendas no deserto.
Além das festas das leis de Moisés, os judeus têm outros
dois festivais que comemoram a intervenção
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