segunda-feira, 7 de julho de 2014

A Ponte - Vai Valer a Pena - Ministério Livres Para Adorar

O Vídeo que tem inspirado milhares de vídeos comparando o Sacrifício de Jesus na cruz com a história de um pai que decidiu entregar a vida de seu filho para salvar outras vidas.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha  a via eterna. Porque Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é condenado mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do
Unigénito Filho de Deus." (João cap 3 ver 16 ao 18 )  

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Cristo, a Lei e as Alianças

 Texto principal:
"Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que Ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança" (Hb 9:15).

A eterna decisão divina de salvar a humanidade foi revelada ao longo dos séculos por meio das alianças. Embora a Bíblia fale de alianças no plural (Rm 9:4; Gl 4:24; Ef 2:12), na realidade, só existe a aliança da graça, na qual a salvação é dada aos pecadores, com base não em seus méritos, mas nos méritos de Jesus, oferecidos a todos os que clamam esses méritos pela fé. O plural, alianças, significa simplesmente que Deus antecipou Seus propósitos de salvação ao reafirmar a aliança de várias formas, a fim de atender às necessidades de Seu povo em diferentes épocas e contextos. No entanto, é sempre a mesma aliança, a eterna aliança da graça salvadora de Deus.

A essência dessa aliança é o constante e fiel amor do Senhor (Dt 7:9; 1Rs 8:23; Dn 9:4). Como parte dessa aliança, Deus chama Seu povo a obedecer Sua lei, não como meio de salvação, mas como fruto dela. A lei e a graça unidas sempre foram centrais para a aliança eterna de Deus.

Hoje é um dia especial. Sábado alegre e festivo. Momento de sair às ruas para compartilhar sua fé.

Sinais da aliança (Gn 9:12-17)
Uma aliança pode ser simplesmente definida como um acordo entre duas partes com base em promessas feitas por uma, ou por ambas as partes. Existem dois métodos básicos pelos quais uma aliança pode funcionar. No primeiro, as partes envolvidas na aliança concordam com os termos do relacionamento e fazem promessas mútuas. Esse seria o caso em um casamento, fusão de empresas e até mesmo na compra de imóveis. No segundo método, uma parte inicia a aliança, estipulando tanto as promessas quanto as condições inegociáveis, e a outra parte é convidada a participar. Exemplos disso incluem o pagamento de impostos ou de mensalidades em uma instituição educacional. Nos dois casos, cada uma das partes é livre para se retirar da aliança, mas geralmente há uma consequência. Por exemplo, uma pessoa que não paga a prestação de seu imóvel, pode perdê-lo, e um cidadão que se recusa a pagar os impostos será processado.
Normalmente, uma aliança é estabelecida com pelo menos um símbolo. Por exemplo, uma pessoa que compra um imóvel financiado coloca várias assinaturas em um contrato de empréstimo imobiliário junto a uma instituição de crédito, a qual mantém o título de propriedade do imóvel em garantia, até que o valor total seja pago. Para as pessoas casadas, o cartório emite uma certidão de casamento. O documento não é a aliança, mas um indicador de que a pessoa está comprometida com uma aliança.

1. Leia Génesis 9:12-17 e 17:2-12. Qual é a diferença entre o símbolo e a aliança nessas passagens? Além disso, quais são as diferenças entre essas duas alianças?

Em Génesis 9:9, Deus fez uma aliança com a criação, estabelecendo que Ele jamais destruiria a Terra novamente com água. Sempre que um arco-íris aparece no Céu, todos devem se lembrar da promessa de Deus. O mesmo se pode dizer da marca da circuncisão, que devia fazer todo judeu lembrar do papel de Seu povo em abençoar as nações. A primeira aliança foi feita com toda a humanidade, a outra especificamente com a nação de Israel. Além disso, na aliança feita com a humanidade depois do Dilúvio, as

sábado, 26 de abril de 2014

O Pequeno Grupo e o Discipulado

Precisa ficar claro que Deus não tem uma missão para Sua igreja, mas uma igreja para Sua missão. E esta é a missão de Deus, que foi comissionada em João 20:21: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio. ”O fato é que a igreja não tem uma missão em si. Mas, devido à entrada do pecado e ao processo degenerativo que esse trouxe ao mundo, Deus concedeu ao ser humano o privilégio de participar e se envolver em Sua missão. Jorge Henrique Barros, professor de Teologia Bíblica da Missão, acha que “missão é manifestar o amor do reino de Deus [...] através de palavras e obras, com vistas à transformação”. Essa transformação pode ser chamada de discipulado e faz parte do processo de crescimento em Cristo. Como as pessoas crescem espiritualmente? Como crescem no processo do discipulado? Ao falar do homem justo, o salmo 1 ilustra muito bem esse processo. O verso 3 diz: “Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. “O texto mostra que o “justo” (o cristão em crescimento) está em conexão com a fonte da vida – ele tem íntima comunhão com Deus. Todavia, o texto vai além e declara que o justo dá fruto, suas obras são manifestas, sua vida não é vazia nem isolada, ele está envolvido na missão, sendo um canal de bênçãos. Os frutos são produzidos para beneficiar outras pessoas e para a honra e glória de Deus. É impossível ser frutífero vivendo isoladamente; precisa haver vida em comunidade. O amor que vem de Deus, de um constante crescimento e íntima comunhão com o Senhor, se manifesta nos círculos de relacionamentos humanos. Por fim, o texto afirma que o justo é bem-sucedido em todas as suas obras. A vida de comunhão e em comunidade conduz o justo ao seu comissionamento, as obras são automáticas e ele é bem-sucedido. Pode-se resumir dizendo que comunhão + comunidade = missão. Não se pode, nem deve separar uma coisa da outra, e para haver crescimento sadio no discipulado, as três partes devem estar conectadas. Ellen G. White esclarece isso ao dizer que “todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como missionário. Aquele que bebe da água viva, faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça de Cristo no coração é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos, e tornando os que estão prestes a perecer, ansiosos de beber da água da vida” (O Desejado de Todas as Nações, p. 195).A comunhão (que envolve estudo da Bíblia e oração) precisa ser diária, assim como o comissionamento; já o encontro regular com a comunidade pode ser repetido uma vez por semana por meio dos pequenos grupos. Está ficando cada vez mais comum ver igrejas cheias de membros relativamente autónomos e distantes, que mais parecem estar cumprindo um compromisso obrigatório de marcar a presença na igreja do que em buscar uma experiência genuína de adoração e comunhão colectivas a igreja deseja alcançar sucesso, ela precisa seguir os passos de Jesus. No Seu ministério, Cristo manteve o foco num grupo pequeno, que pode ser visto como um protótipo do discipulado. Jesus dedicou grande parte do 
Seu ministério a esse grupo, cujos membros alcançaram os confins da Terra. Manter o foco numa equipa contribui bastante para o sucesso no cumprimento da missão. Segundo David A. White, essa abordagem (1) produz mais frutos, (2) reúne uma variedade de dons e recursos, (3) gera mais ideias, (4) provê responsabilidades, (5) oferece encorajamento e suporte, e (6) treina futuros líderes (Your Church Can Multiply, p. 49-75).Qual foi o resultado do método de Cristo? A vida em comunhão e em comunidade, que os discípulos manifestaram no cenáculo, conduziu-os naturalmente ao comissionamento que resultou depois do Pentecostes. A estratégia usada por Jesus para conduzir as pessoas ao crescimento no discipulado pode ser dividida em quatro passos (orar, chamar, estar juntos e enviar) e é resumida em Marcos 3:13-14: “Depois, [Jesus] subiu ao monte e chamou os que Ele mesmo quis, e vieram para junto d´Ele. Então, designou doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar.” Orar. A passagem paralela de Lucas 6:12-16 diz que Jesus esteve no monte em oração durante toda a noite. Eis o primeiro passo da estratégia de Jesus: antes de chamar os doze, Ele passou a noite a orar. Antes de formar o Seu grupo, Ele clamou a Deus o Pai. O mesmo precisa acontecer hoje: a intercessão (oração) é fundamental em todo processo. O líder deve ter uma vida de comunhão diária. Chamar. O pastor ou ancião que pretende copiar o modelo criado por Jesus precisa, após muita oração, chamar aqueles que formarão o grupo protótipo, que passam a fazer parte de seu relacionamento mais próximo. O líder pode chamar entre três e dez pessoas com capacidade para aprender, que se dêem bem entre si, responsáveis, maduras na fé e com estilo de vida coerente e saudável (Ibid., p. 60-96). Essas pessoas serão futuros líderes de pequenos grupos. Portanto, é preciso escolher líderes em potencial, de ambos os sexos, de todas as idades, novos e antigos na igreja. É bom incluir no grupo uma pessoa de oração. Não que os demais não o sejam, mas alguém conhecido pelo dom da oração. “Jesus escolheu homens [...] dotados de natural capacidade, humildes e dóceis – homens a quem podia educar para Sua obra. Há, nas ocupações comuns da vida, muitos homens que seguem a rotina dos labores diários, inconscientes de possuírem faculdades que, exercitadas, os ergueriam à altura dos mais honrados homens do mundo. Requer-se o toque de uma hábil mão para despertar essas faculdades adormecidas” (O Desejado de Todas as Nações, p. 250).Estar juntos. O verso 14 relata que os chamados “vieram para junto dEle”, Jesus estava com eles. “A mais elevada obra da educação não é comunicar conhecimentos, meramente, mas aquela vitalizante energia recebida mediante o contato de mente com mente, de coração com coração. Somente vida gera vida. Que privilégio, pois, foi o deles, por três anos em contato com aquela divina vida de onde tem provindo todo impulso doador de vida que tem abençoado o mundo!” (Ibid.).Recordando: comunhão + comunidade = missão. O líder ensina ao seu protótipo, por meio do exemplo e ensino, (1) a ter uma vida diária de estudo da Bíblia e oração; (2) a ter, entre eles, ao menos um encontro semanal para oração, estudo e planeamento (seu pequeno grupo); (3) a ter um modelo prático de cuidado e acompanhamento, de modo que eles possam copiar e praticar no futuro em seus respectivos pequenos grupos; (4) a ministrar a cada pessoa no grupo. Um detalhe: quanto mais próximos de Jesus os crentes estiverem, mais próximos estarão uns dos outros. Portanto, planeiem um retiro espiritual em um fim-de-semana. Depois, aguardem a atuação do Espírito Santo. Enviar. Chega o momento em que o líder deve encaminhar os membros do grupo a liderar seus próprios pequenos grupos, para que o modelo de crescimento seja reproduzido. Cada dupla do protótipo forma um novo pequeno grupo. O pequeno grupo (ou mais de um pequeno grupo) pode formar uma nova igreja. Eis uma visão geral do processo do protótipo:Comunhão: (1) orar; (2) chamar; Comunidade: (4) estar juntos; Missão: (5) enviar. Como afirma Ellen G. White, “a obra feita totalmente por uma pessoa é extensiva a muitas” (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 255). Concentrar-se em poucos é mais eficaz – além de ser um processo multiplicador – do que concentrar-se numa multidão. Entretanto, Jesus não abandonou o trabalho com as multidões, assim como o líder de hoje não deve abandoná-las quando se concentrar em poucas pessoas. Conduzir um grupo no discipulado é multiplicar seu próprio ministério e o alcance do mesmo. Finalmente, o líder precisa ter cuidado para que o protótipo e a reunião do pequeno grupo sejam conduzidos dentro do mesmo processo de crescimento apresentado pela Palavra de Deus: comunhão, comunidade e missão. Numa reunião, deve-se começar com a comunidade (conversar sobre a semana, desafios, etc.), depois é que se passa para a comunhão, fazendo a transição com uma oração, que pode mencionar algo que foi compartilhado na primeira parte. Em seguida, prossegue-se com o estudo da Bíblia, de forma dinâmica e participativa. A última parte é a condução das pessoas para a missão, desafiando-as a alcançar outras pessoas e a desenvolver novos pequenos grupos. Lembre-se de que a bênção alcançada deve ser reproduzida. O discipulado precisa ser levado adiante e não existe uma única forma pela qual ele deva ser conduzido, todavia os pequenos grupos e o protótipo formam um ambiente natural para seu progresso e estão em plena harmonia com o que foi desenvolvido por Jesus como exemplo de discipulado para a igreja em todas as épocas.

Aguinaldo L. Guimarães

domingo, 13 de abril de 2014

Cristo e a lei de Moisés

Texto principal:
"Se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em Mim; porquanto ele escreveu a Meu respeito" (Jo 5:46).

Muitos cristãos conheceram histórias sobre a relação supostamente negativa de Jesus para com a religião judaica, um equívoco lamentável que só ajudou a alimentar o antissemitismo (aversão aos judeus) ao longo dos séculos. Jesus falou contra os abusos da religião, isso é verdade, mas não contra a própria religião. Afinal, Ele foi o fundador dela.

De fato, os relatos dos evangelhos sobre Sua vida e ministério mostram que Jesus era um judeu fiel, totalmente imerso na cultura judaica, desde o momento de Seu nascimento até a última semana de Sua vida na Terra.

Como todo judeu fiel no primeiro século, Jesus estava sujeito à lei mosaica. Criado em um lar de pais judeus fiéis, Ele apreciava plenamente Sua rica herança terrena, enraizada na providência divina. Ele sabia que Deus havia inspirado Moisés a escrever essas leis, com o objetivo de criar uma sociedade que refletisse Sua vontade e servisse como farol para as nações. Ele cumpriu fielmente a letra da lei. Na circuncisão, na Sua visita ao templo para as festas e na Sua atitude sobre os impostos, Jesus permaneceu fiel a um sistema que seria cumprido por Sua morte na cruz e ministério celestial. Mesmo sabendo como tudo seria cumprido, Ele foi fiel.

Nesta semana, examinaremos mais algumas leis que o próprio Jesus cumpriu.

Circuncisão e dedicação (Lc 2:21-24)
Deus estabeleceu Sua aliança com Abraão, dizendo que ele seria o pai de muitas nações (Gn 17:4). Quando Deus fez essa aliança, Abraão estava com 99 anos de idade, tendo gerado Ismael poucos anos antes, e ainda não tinha visto o nascimento de seu filho prometido, Isaque. No entanto, ele foi instruído a circuncidar-se, assim como todos os homens de sua casa, e foi orientado a garantir que cada filho nascido em sua casa, a partir daquele dia, fosse circuncidado ao oitavo dia (Gn 17:9-12). Esse sinal era tão importante que a circuncisão ocorria mesmo que o oitavo dia caísse em um sábado (Lv 12:3; Jo 7:22).

Essa verdade nos dá uma compreensão melhor dos primeiros dias da vida de Jesus. Os evangelhos mostram que José e Maria foram escolhidos para ser os pais terrenos de Jesus, pelo menos em parte, por causa da sua piedade. José é descrito como um "homem justo" (Mt 1:19, NVI), e o anjo disse a Maria: "Achaste graça diante de Deus" (Lc 1:30). Quando Jesus tinha oito dias de vida, Seus pais realizaram a cerimônia da circuncisão e Lhe deram o nome, da mesma forma que havia ocorrido com um número incontável de meninos hebreus em tempos passados.

Imagine, o imaculado Filho de Deus, agora em forma humana, passando pelo mesmo ritual que Ele havia instituído muitos séculos antes!

1. Leia Lucas 2:21-24 à luz de Êxodo 13:2, 12 e Levítico 12:1-8. O que esses textos nos dizem sobre José e Maria? O que podemos aprender com o exemplo deles?

A Bíblia é clara ao dizer que Maria era virgem quando foi escolhida para ser a mãe de Jesus (Lc 1:27). Então, Jesus foi o primeiro filho que "abriu seu ventre". De acordo com Êxodo 13, todo primogênito entre os filhos de Israel (de animal ou humano) devia ser dedicado ao Senhor. A lei também determinava em Levítico 12:2-5 que, após o nascimento de um menino, a mulher ficava impura por 40 dias
(80 dias se fosse menina). No fim desse período, ela devia se apresentar ao sacerdote e oferecer um sacrifício. Como judeus piedosos, Maria e José cumpriram meticulosamente as obrigações da lei mosaica e garantiram que o Filho de Deus levasse as marcas da aliança.

Festas judaicas (João 5:1)
"Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém" (Jo 5:1).

O primeiro grande período festivo no ano civil judaico eram os sete dias dos pães asmos, que começavam com a Páscoa. O festival comemorava a libertação dos israelitas da escravidão do Egito, quando o anjo da morte passou por cima (a palavra Páscoa significa passar por cima) das casas dos que colocaram o sangue nas ombreiras das portas.

2. Quantas vezes Jesus celebrou a Páscoa? Lc 2:41-43; Jo 2:13-23; Mt 26:17-20

Cinquenta dias após a Páscoa ocorria a festa de Shavuot, muitas vezes referida pelo seu nome grego, Pentecostes. Embora as Escrituras não apresentem uma razão para o Pentecostes, os rabinos acreditavam que o festival comemorava a entrega da lei a Moisés. Não há registro nos evangelhos de que Jesus tivesse celebrado o Pentecostes. No entanto, antes de Sua ascensão Ele aconselhou Seus discípulos a esperar em Jerusalém pelo batismo do Espírito Santo (At 1:4, 5). Esse evento realmente ocorreu no Dia de Pentecostes (At 2:1-4).

O último período de festas do ano civil judaico era a Festa dos Tabernáculos (Festa das Cabanas) e o Dia da Expiação (Yom Kippur). O Dia da Expiação representa o dia em que o pecado era purificado do acampamento e o povo estava em harmonia com Deus. A Festa das Cabanas comemorava o tempo em que Israel teve que viver em tendas no deserto.

Além das festas das leis de Moisés, os judeus têm outros dois festivais que comemoram a intervenção

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A Maior Necessidade: Viver como Cristo

Por mais que se enfatize a necessidade de reavivamento espiritual, nunca é demais. Assim, como o pastor Ted Wilson diz, este é o tempo para os líderes chamarem a igreja a orar pelo reavivamento.

O que é o Reavivamento?
Qual o seu Significado?

1. O reavivamento para ser real deve ser fundamentado na conversão. O reavivamento requer de nós em primeiro lugar uma genuína, certamente, experimentada quando se aceita Jesus como Único Salvador da nossa vida e provocou uma mudança na nossa mente. Ela é necessária, hoje e repetidamente, pelo simples facto que os nossos sentidos espirituais têm tendência a adormecer. Antes da nossa conversão, estávamos mortos nos nossos pecados (Ef 2:1), mas Deus através de Cristo perdoou os nossos pecados e nos tornou pessoas vivas (2:5; Cl 2:13). Como resultado, fomos conduzidos a uma vida nova a uma união com Cristo (Rom 6:4; João 15:1-10). Essa nova vida nos alcançou por meio do Espírito e relaciona-se directamente com as palavras de Jesus, que são Espírito e vida (João 6:63; 2ª Cor 3:6). A união dos crentes com Cristo é tão profunda que o amor de Deus é derramado nos seus corações. Cristo vive neles (Gal 2:20), eles vivem no e para o serviço em favor dos outros (1Jo 3:14; 2Co 13:4) e a eles é assegurado que as suas orações serão atendidas (João 15:7, 16, 23; 1ª João 5:14).

2. Reavivamento como retorno. Na nossa jornada como crentes, perdemos o relacionamento e por essa razão deixamos de viver como Cristo para viver uma vida “cristã” desencorajada e sem um vínculo forte com Cristo. A isto a Bíblia chama a perda do primeiro amor (Apoc 2:4). A mudança é necessária. Devemos conhecer as nossas necessidades e retornar ao lar como o filho pródigo (Luc 15:17-19). Quando o pai viu o filho, exclamou: “Este meu filho estava morto e reviveu” (15:24). Somente o amor de Deus revelado em Jesus, por meio do Espírito, pode mover-nos a restabelecer a união com o Senhor. Alcançamos o nosso verdadeiro destino quando, movidos por Ele, abrimos a porta (Apoc 3:14-22). Então, somos reavivados!

3. Reavivamento como estilo de vida. Reavivamento é a percepção de que perdemos  a nossa união vital com Cristo, que a influência do Espírito na nossa vida tem diminuído e que necessitamos fortalecer a nossa vida espiritual através do estudo da Palavra e de uma vida de oração e serviço em favor dos outros. Isso é como a vida cristã sempre deveria ser. Se não é assim, então necessitamos de reavivamento. À medida que nos aproximarmos do Senhor, o Espírito nos capacitará a compreender as Escrituras e a caminhar em santidade, mobilizando-nos a aplicar tempo de qualidade em comunhão com o Senhor e a pedir em oração pelo derramamento do Espírito. A manifestação do poder do Espírito na nossa vida está directamente relacionada com o nosso interesse no crescimento espiritual e no nosso engajamento na missão da igreja. O Espírito é dinâmico e, portanto, o Seu poder não é concedido aos que são indiferentes à missão de Deus. À medida que nos aproximarmos do fim do conflito, o Espírito virá com poder sem precedentes (a chuva serôdia) em preparação para a divina colheita. Devemos orar por esse evento e pedir que o Espírito nos use hoje, à medida que compartilhamos a mensagem.

4. Reavivamento não é só um estado emocional nem milagres, mas uma vida totalmente comprometida com o Senhor e nutrida por Ele por meio do estudo das Escrituras, da oração, receptividade ao poder e à presença do Espírito, e do ato de testemunhar. Se no nosso testemunho um milagre for necessário, o Espírito o realizará, e os milagres acontecerão em conexão com a chuva serôdia. Vamos todos juntos orar pelo reavivamento da primitiva bondade entre nós!


editor,

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Crescimento da Igreja

 “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” Efésios 5.27

Introdução: A Igreja primitiva crescia naturalmente. Se formos fazer uma estatística do seu crescimento veremos que o número de seguidores cristãos aumentava a cada instante chegando a um acréscimo de mais de mil por cento. Qual seria o segredo do crescimento desta igreja? Não há segredo, a Bíblia mostra que a Igreja crescia naturalmente.
Veja alguns dados do crescimento da Igreja Primitiva:
12 discípulos (Mateus 10.1-4 / Lucas 9.1)
70 discípulos (Lucas 10.1)
120 discípulos (Atos 1.15)
3.000 batizados (Atos 2.41)
5.000 convertidos (Atos 4.4)
O número continua crescendo ao ponto de perder a conta (Atos 5.14)
Mais crescimento inclusive conversão de sacerdotes (Atos 6.1 e 7)
Cristãos se espalham devido à perseguição (Atos 8.1 e 4)
Muitas Igrejas fundadas (Atos 9.31)
Aldeias inteiras tornam-se cristãs (Atos 9.35)
Gentios se convertem a Cristo (Atos 13.48,49)
Igrejas erguidas na Ásia menor e Turquia (Atos 14.1-28)
Igrejas fundadas na Europa (Atos 16.5 e 11,12; 17.4)
Milhares de judeus tornam-se cristãos (Atos 21.20).
Além do crescimento numérico, podemos observar a expansão territorial do cristianismo, devido à dispersão dos cristãos perseguidos. Também se percebe que a qualidade e o comprometimento dos cristãos dispostos a morrer por sua fé foi uma força para este movimento que crescia cada vez mais, diante das dificuldades.
Hoje se fala muito em estratégias para o crescimento da Igreja, mas as propostas são tantas que ficamos sem saber o que fazer. Existem igrejas que pregam o legalismo e crescem, outras o liberalismo e também crescem. Ainda há grupos que propõem sacrifícios e o povo obedece sempre crescendo, já outros não exigem nada e não conseguem crescer.
Qual é o segredo para o crescimento da Igreja?
Vamos refletir nas palavras de Efésios 5.27 e aprender sobre a importância da Santificação para o crescimento da Igreja:

1- Igreja GLORIOSA:
A Igreja Primitiva era gloriosa apesar de toda pobreza e simplicidade. Sua glória era a própria Glória de Deus que se manifestava no meio deles.
Hoje vemos muitas igrejas que se mostram ‘gloriosas’ com templos luxuosos e equipadas com todas as técnicas modernas, contudo a glória da Igreja não pode estar em outra coisa senão no poder de Deus que realiza maravilhas no meio do seu povo.
Muitas igrejas não têm crescido por causa do orgulho e outras cresceram muito porque tiveram humildade no começo do seu ministério e Deus manifestou a sua glória, mas com o tempo começam a envaidecer-se e caem porque “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4.6).
A Sua igreja tem sido gloriosa no sentido humano ou espiritual?
Deus quer uma Igreja cheia da sua Glória!
                             
2- Igreja Sem MÁCULA:
A Igreja primitiva era sem mácula, confusão ou pecado. Mas e o caso de Ananias e Safira em Atos 5? Sim eles pecaram, mas a Igreja não aceitou o pecado e Deus os castigou.
Algumas igrejas não crescem porque aceitam o pecado, tem receio de exortar o povo e não se prega santidade. Não existe força que possa vencer uma igreja, nem perseguição ou demónios, mas o pecado

quinta-feira, 27 de março de 2014

O Custo do Discipulado

Texto principal
"A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação" (2Co 1:7).

Ao longo da História, milhões de cristãos anónimos sacrificaram a vida por Cristo. Eles foram presos, torturados e mesmo executados. Milhões preferiram abrir mão de seus empregos, sofrer ridículo, suportar o abandono da família e perseverar sob perseguição religiosa, a abandonar Cristo. Só Deus sabe a plena extensão do sofrimento que Seus fiéis têm sofrido.

De fato, Paulo advertiu: "Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2Tm 3:12). E Pedro disse: "Para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos" (1Pe 2:21).

Apesar das promessas dos assim chamados pregadores da "prosperidade", automóveis luxuosos e ganhos financeiros não são oferecidos automaticamente aos cristãos apenas para satisfazer seus desejos e ambições pessoais. Embora Deus derrame muitas bênçãos no caminho dos fiéis, às vezes, o discipulado envolve perdas.

No fim, podemos ter certeza de que, seja qual for o custo do discipulado, considerando a recompensa eterna, esse custo é muito baixo.

Calculando o custo: a mais alta prioridade
1. Leia Lucas 12:49-53; 14:25, 26; Mateus 10:37. Qual é o preço do discipulado? O que deve estar acima dos relacionamentos humanos?

Os modernos apresentadores da televisão teriam feito um escândalo a partir dessas palavras: "Hoje, o famoso líder religioso Jesus de Nazaré defendeu o ódio familiar durante Sua palestra da tarde. Os analistas estão comparando esses pronunciamentos com as declarações feitas anteriormente, que promoviam relacionamentos afetuosos com vizinhos e inimigos. Os comentaristas querem saber se isso indica mudanças políticas recentes. Outras citações não confirmadas sugerem vender tudo e transferir os recursos para o movimento de Jesus. Fique atento para mais informações a qualquer momento."

Um estudo mais profundo da Bíblia e do modo pelo qual a palavra "ódio" é usada, ajuda a esclarecer o que Jesus quiz dizer. Deuteronômio 21:15 contém a legislação sobre homens com várias esposas. A Bíblia na versão King James, seguindo o sentido natural, traduz assim: "uma amada e outra odiada", com respeito às esposas. A mensagem de Moisés foi que, se o marido preferisse uma mulher acima de outra, ele não podia tirar o direito de primogenitura do filho da menos favorecida.

A New Revised Standard Version [Nova Versão Revisada Padrão] e a Modern Language Bible [Bíblia na Linguagem Moderna] mudaram a terminologia, traduzindo querida, como amada, e odiada, como desprezada. O Tanakh (Bíblia Judaica) e a New American Standard Bible (Nova Bíblia Americana Padrão; protestante) optaram pelas expressões amada e não amada. Evidentemente a intenção do texto era falar de "afeição relativa". O ódio, nesse contexto, pode indicar "amar menos". Mateus 10:37, a passagem paralela, certamente dá credibilidade a essa sugestão.

A Ceifa e os Ceifeiros

Texto principal
"Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos" (Jo 15:8)

Em muitos aspectos o estudo desta semana é a continuação da lição anterior. Cristo estabeleceu líderes espirituais com a finalidade específica de proclamar o reino de Deus. Os princípios e a metodologia que Jesus empregou devem permanecer como base espiritual para a preparação dos cristãos modernos.

Em outras palavras, as modernas teorias de liderança nunca devem substituir o fundamento que Cristo estabeleceu. Sempre que a publicidade e a propaganda tiverem precedência sobre o crescimento espiritual, os resultados serão superficialidade e esterilidade espirituais. Sempre que o proselitismo toma o lugar do arrependimento, da conversão e da transformação espiritual, a missão fracassa. Treinar líderes para conduzir projetos evangelísticos, campanhas de média e atividades de relações públicas, em lugar de prepará-los para o conflito espiritual, é procurar o desastre. O verdadeiro evangelismo e a formação de discípulos focalizam quatro aspectos: (1)Reconhecimento de nossa condição pecaminosa; (2) contrição sincera; (3) entrega espiritual sem reservas; (4) incontrolável compulsão para difundir a mensagem divina.

O pão dos mendigos
Aproximando-se o tempo de Sua partida, a preocupação de Cristo concentrou-se em Seus discípulos, aos quais serviu abnegadamente e amou profundamente. Eles não seriam abandonados. Embora Jesus tivesse que voltar para o Céu, o Espírito Santo foi comissionado a suprir a intimidade espiritual que os discípulos haviam desfrutado em Sua presença. A instrução de Cristo sobre a obra do Espírito era tão valiosa que João dedicou vários capítulos à sua preservação. Um elemento característico seria o testemunho do Espírito Santo a respeito de Cristo, embora o Espírito não tivesse que testemunhar sozinho. Acompanhados pelo Espírito, os discípulos também testemunhariam sobre o ministério de Jesus. Deus poderia ter designado anjos para disseminar, sem nosso auxílio, o evangelho. Em vez disso, Ele preferiu contar com seres humanos pecaminosos, errantes e imprevisíveis para esse sagrado chamado.

1. Leia João 1:40-46; 4:28-30; 15:26, 27; 19:35, 36. De que forma o humano e o divino trabalham juntos na conquista de pessoas?

Evangelismo tem sido informalmente definido como "mendigos dizendo a outros mendigos onde encontrar pão". André certamente se destacou nesse aspecto. Os escritos de seu irmão Pedro posteriormente foram incluídos na Bíblia. O ministério de Pedro foi narrado em Atos e Cristo incluiu esse apóstolo entre Seus três colaboradores mais próximos. Essas honras nunca foram concedidas a André. No entanto, ele recebeu reconhecimento especial por seguir a simples instrução de Cristo ao levar pessoas ao Salvador.

Quantos dos vasos escolhidos por Deus – pessoas eficientes no evangelismo, na administração e na liderança – foram apresentados a Cristo por discípulos fiéis cujas identidades, humanamente falando, foram há muito tempo esquecidas? Embora essas pessoas não tenham recebido distinção, a obra de Deus poderia ter sido enfraquecida se elas não tivessem testemunhado fielmente de Jesus. Cristo preparou Seus discípulos para tarefas maiores dando-lhes, primeiramente, atribuições simples, que estavam ao seu alcance. A mulher samaritana, Filipe e André demonstraram o poder do testemunho simples e dos convites sinceros. Todos somos chamados a fazer o mesmo.

Quando Jesus recomendou paciência
2. Leia Lucas 24:47-53; Atos 1:6-8; 16:6-10. Por que era necessário esperar pelo Espírito? Que lições referentes à paciência e à espera pelo tempo de Deus são sugeridas nessas passagens? Que encorajamento podemos receber da experiência de Paulo ao enfrentar frustração?

Mediante a pregação e exemplo, Jesus ensinou aos discípulos a paciência. Embora enfrentasse fanatismo, ignorância, incompreensão e total conspiração, Cristo perseverou pacientemente. Essa perseverança estava ancorada na completa dependência dEle em relação ao Espírito de Deus. Jesus compreendia que, a menos que os discípulos experimentassem a mesma dependência, o avanço do reino ficaria seriamente

Preparando Líderes Espirituais

Verso principal:
"Naqueles dias, retirou-Se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E, quando amanheceu, chamou a Si os Seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos" (Lc 6:12, 13).

Embora Jesus fosse sempre ativo em fazer discípulos, Ele reconheceu que Sua permanência na Terra seria breve. Portanto, dedicou-Se à formação de discípulos para que continuassem o trabalho depois que Ele partisse. Ele era o Mestre deles, tanto professor como treinador. Ainda que o ensino e o treinamento estejam obviamente relacionados, o ensino geralmente sugere transmissão de conhecimento, enquanto que o treinamento envolve a formação ou qualificação por meio da prática e disciplina.

A preparação dos discípulos para a liderança certamente envolveu o recebimento de conhecimento, mas o crescimento espiritual era ainda mais importante. Eles precisavam de experiência nas coisas de Deus, de fé, provações, santificação e abnegação, juntamente com a compreensão intelectual da doutrina e da teologia. O conhecimento, por si só, seria uma preparação insuficiente para enfrentar os difíceis desafios futuros. Jesus proveu ambos.

Escolha e preparação de líderes
A jornada terrena de Cristo foi relativamente breve. Portanto, o treinamento dos formadores de discípulos era imprescindível. Quem devia ser selecionado? Quantos deviam ser escolhidos? Sem dúvida, havia centenas de discípulos de Jesus. Deviam todos eles ser submetidos à educação em massa? Cristo entendia que a liderança era efetivamente cultivada em pequenos grupos, e não produzida em massa por meio de palestras. Um número limitado seria escolhido por Cristo para o curso de formação inicial.

1. Leia Lucas 6:12-16. O que Jesus fez antes de escolher Seus discípulos? Por que isso era tão importante?

Fazer escolhas eficazes exigia grande sabedoria. Jesus Se aproximou de Seu Pai celestial pela oração para

quarta-feira, 19 de março de 2014

Jesus e os Excluídos Sociais

Texto principal
"Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo e vede um Homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?!" (João 4:28, 29).

A jovem, com antecedentes tristes (teve dois filhos fora do casamento no tempo em que estava com quinze anos de idade), agora estava presa, aguardando julgamento. Seu crime foi ter assassinado uma assistente social que devia levar seu bebê, a única pessoa a quem ela amava.

Sem mãe, pai, marido, qualquer parente ou amigo, ela enfrentava sozinha um futuro ameaçador. Mediante as visitas de um pastor, no entanto, essa jovem aprendeu que, apesar de todos os seus erros, da situação desesperadora e de seu futuro incerto, Cristo a amava e perdoava. Independentemente de como a sociedade a visse, ela conhecia por si mesma o eterno amor de Deus. Essa excluída social descobriu significado e propósito em seu Senhor, cujo amor e aceitação transcendiam todas as normas e até mesmo os melhores costumes sociais.

Os adventistas em todo o mundo estarão unidos em um grande movimento de oração! Aproveite essa grande oportunidade.

Pessoas "inferiores"
As sociedades estabelecem hierarquias. Pessoas ricas ou cultas costumam conseguir as mais altas posições.

Com os Ricos e Famosos

Texto principal
"O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos." (1Tm 6:10, NVI).

Dizem que "as pessoas gastam dinheiro que não têm em coisas de que não necessitam, a fim de impressionar as pessoas de quem não gostam".

Que importante verdade tem essa declaração, ela apresenta  algo discutível. O que não se discute, entretanto, é que o dinheiro pode ter uma poderosa influência sobre todos nós. Uma vez que os hábitos financeiros de uma pessoa representam de forma abrangente os valores que ela adota, o dinheiro é realmente uma questão espiritual. Sem dúvida, é por isso que a Bíblia gasta muito tempo falando sobre esse assunto.

Além disso, a fama normalmente acompanha a riqueza. Estrelas de cinema, atletas de destaque e políticos frequentemente possuem ambas. As celebridades exercem influência, uma forma de poder. Jesus, todavia, não Se impressionou com a riqueza ou o poder de ninguém. Ele simplesmente procurava alcançá-los pela mesma razão que O levava a alcançar todos os demais: Ele queria que tivessem a riqueza que o dinheiro não pode comprar.

Busque a Deus hoje para experimentar o arrependimento dos pecados e o refrigério pela presença do Espírito Santo.

Ricamente abençoado
Como seres humanos decaídos, estamos sujeitos à inveja, especialmente em relação aos que têm mais dinheiro do que nós (não importando quanto dinheiro podemos ter). A Bíblia, porém, não despreza totalmente nem a riqueza nem os ricos. À semelhança do que acontece com tantas outras coisas na vida, os problemas não surgem das coisas em si, mas da forma como nos relacionamos com elas.

1. Quais conselhos a Bíblia dá acerca da riqueza? Dt 8:17, 18; Gn 13:5, 6; 41:41-43; Jó 1:1-3; Dn 4:28-31. Por que era tão importante que Israel não se esquecesse de onde provinham as bênçãos que recebia?

Não há dúvida de que pessoas como Abraão, José, Mardoqueu, Ester, Ezequias, Josias e Josafá eram ricos e espiritualmente dedicados. O exemplo de Nabucodonosor, no entanto, mostra o perigo de tornar a riqueza um ídolo, algo que é tão fácil acontecer com qualquer pessoa. Por outro lado, o reconhecimento da

Fazer dos Ricos Discipulos

Texto principal
"Assim, a palavra de Deus se espalhava. Crescia rapidamente o número de discípulos em Jerusalém; também um grande número de sacerdotes obedecia à fé" (At 6:7, NVI)

"Os discípulos não foram revestidos da coragem e fortaleza dos mártires, senão quando essa graça se tornou necessária. Então se cumpriu a promessa do Salvador. Quando Pedro e João testificaram perante o conselho do Sinédrio, os homens 'admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus' (At 4:13). Acerca de Estêvão, acha-se escrito que 'todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo'. Os homens 'não podiam resistir à sabedoria, e ao espírito com que falava'

(At 6:15, 10, RC). E Paulo, escrevendo a respeito de seu próprio julgamento na corte dos césares, disse: 'Ninguém me assistiu na minha primeira defesa; antes, todos me desampararam [...] Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão'" (2Tm 4:16, 17; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 354, 355).

Respeito às autoridades
Ao longo dos séculos, as pessoas têm se esforçado para entender o papel e a função do governo, e como os cidadãos deveriam se relacionar com ele. O que dá aos governantes o direito de governar? Qual é a melhor forma de governo? Deveriam as pessoas sempre obedecer às autoridades? Por quê? Esses são apenas alguns exemplos de uma série de questões com as quais ainda lutamos.

1. Leia Romanos 13:1-7. Que importantes princípios encontramos ali? Que exemplos temos de abuso desses princípios? O que podemos aprender com esses erros, tanto em nossa história quanto na história da igreja cristã em geral?

A opressão e a brutalidade caracterizavam o Império Romano na época de Cristo. As legiões romanas aterrorizavam e subjugavam as nações civilizadas, forçando-as à submissão ao império. Centenas de milhares foram despojados, presos e assassinados. Governos fantoches permitidos por Roma foram, provavelmente, piores do que a própria Roma. No entanto, é interessante que Jesus nunca defendeu qualquer tipo de rebelião contra esse governo nem a sonegação de impostos (Lc 20:25). O ato singular de desobediência civil por parte de Jesus – derrubar as mesas dos cambistas – demonstrou a repulsa que Ele sentia com referência aos abusos sacerdotais. Esse ato não foi contra os romanos.

"O povo de Deus deve reconhecer o governo humano como algo ordenado por disposição divina, de modo que ensinará obediência a ele como sendo um sagrado dever, em sua legítima esfera. Entretanto, quando as suas pretensões entram em conflito com os reclamos de Deus, a Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda e qualquer legislação humana. O 'Assim diz o Senhor' não pode ser posto de lado, ou trocado por um 'Assim diz a Igreja ou o Estado'. A coroa de Cristo deve ser erguida acima dos diademas de potestades terrestres" (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 402).

"Vocês não leram...?"
Infelizmente, algumas das pessoas mais poderosas e influentes com quem Jesus lidou foram os líderes religiosos de Seu tempo, muitos dos quais eram abertamente hostis a Ele.

No entanto, em Seus encontros com eles, Jesus sempre procurou resgatá-los. Ele não estava à procura de discussões, estava buscando a salvação de todos, mesmo daqueles poderosos que acabariam por condená-Lo à morte.

2. Leia Marcos 2:23-28; 3:1-6; Mateus 12:1-16. Como podemos ver que Jesus, apesar da hostilidade aberta contra Ele, estava tentando alcançar aqueles homens? O que Ele disse e fez que deveria ter tocado o coração deles?

É interessante que, ao lidar com essas pessoas, Jesus recorreu às Escrituras e à história sagrada, fontes que deveriam ter tocado os líderes religiosos. Jesus apelou àquilo que deveria ter sido um ponto em comum entre eles. Por exemplo, Ele citou a Bíblia quando falou sobre a importância da misericórdia acima dos rituais. Ao fazer isso, Ele procurou levar os líderes a um significado mais profundo da lei que eles alegavam valorizar e defender com tanto fervor e devoção.

Em Seu discurso sobre retirar um animal de uma cova no dia de sábado, Jesus apelou para as noções mais básicas de decência e bondade, algo com que aqueles homens deveriam ter se identificado. Porém, o problema era que a amargura e o ódio deles contra Jesus obscureceram esses princípios comuns.

Finalmente, os próprios milagres deveriam ter falado em voz alta a esses influentes líderes acerca do Homem extraordinário que estava entre eles.

Hoje, é fácil olhar para trás e ficar espantado com a cegueira e dureza desses homens. Porém, como podemos ter certeza de que ao buscarmos proteger algo que não queremos abandonar, não nos fechamos para uma luz maior procedente de Deus? Por que isso é muito fácil de acontecer?

O centurião

terça-feira, 18 de março de 2014

Fazendo Discípulos de Todas as Nações

Texto principal:
"A Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos" (Is 56:7).

A mensagem de Cristo, desde o seu início, destinava-se a todas as pessoas, em todos os lugares. Desde cedo, o evangelho foi disseminado em todo o mundo, porque ele tem aplicação universal. Sem dúvida, esse conceito desafiou o pensamento dos discípulos. Por exemplo, a reação inicial deles à conversa de Cristo com a mulher samaritana ilustra esse desafio. Eles pensavam que Jesus como Messias era apenas o cumprimento das profecias e esperanças judaicas. De alguma forma, eles haviam ignorado ou interpretado erroneamente os escritos dos profetas, especialmente Isaías, cuja mensagem abrangia todos os povos. Jesus, O Desejado das Nações, não devia ficar limitado a um único grupo. A salvação podia vir dos judeus, mas era para todos. Os seguidores de Cristo transcenderiam fronteiras nacionais, conflitos internacionais, diferenças de linguagem e outras dificuldades, porque Ele mesmo havia estabelecido o padrão de evangelismo transcultural.

Como Adventistas do Sétimo Dia, vemos esse chamado especialmente em Apocalipse 14:6: "Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo".

Os profetas predisseram
Os antigos profetas predisseram a conversão dos povos não judeus (gentios) para uma fé alicerçada nas Escrituras. Divindades pagãs, culto pagão e estilos de vida destrutivos seriam derrubados pela submissão inflexível e fé em Jeová. Os inimigos de Israel afluiriam a Jerusalém suplicando para ser aceitos, sedentos de conhecimento espiritual. A missão de Israel era transmitir o convite universal de Deus às nações vizinhas.

Infelizmente, a paixão missionária de Israel foi prejudicada pelas preocupações terrenas. A grande visão foi sepultada sob a complacência. A vinda de Cristo ressuscitou aquela visão, pelo menos para alguns.

1. Leia Isaías 56:6-8; Miqueias 4:1, 2; Jonas 3:7-10; 4:1. O que esses versos ensinam sobre o alcance universal da missão e sobre quão limitados eram alguns em Israel com relação à compreensão dela?

Israel devia ser a luz das nações. Vendo as vantagens maravilhosas que tinham os israelitas, as nações pagãs perguntariam sobre a fé monoteísta dos israelitas, e assim muitas delas seriam convertidas ao Deus verdadeiro.

Infelizmente, não foi assim que as coisas aconteceram, porque Israel se tornou tão concentrado em si mesmo que perdeu de vista seu propósito maior e, muitas vezes, deixou de olhar para o Deus que tanto lhes tinha oferecido.

Os cristãos modernos enfrentam um desafio similar. Será que eles investirão com sacrifício na promoção do evangelho, ou se tornarão centralizados em si mesmos, esquecendo-se do propósito maior? É mais fácil cair nessa armadilha do que podemos imaginar.

"Em nome do Senhor, levantemos a voz em louvor e ações de graças pelos resultados da obra no exterior.

"Diz-nos ainda nosso General, que jamais erra: 'Avancem, alcancem novos territórios. Ergam o estandarte em todas as terras.' 'Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti' (Is 60:1)

"Nosso lema é: Avante, sempre avante. Adiante de nós irão os anjos de Deus para preparar o caminho. A nossa responsabilidade pelas 'terras de além' nunca cessará até que a Terra inteira seja iluminada com a glória do Senhor" (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 28, 29).

Ai de ti!
2. Leia Mateus 11:20-24; Lucas 4:25-30; 17:11-19; João 10:16. Qual é a mensagem fundamental desses textos? Como podemos aplicá-la à nossa vida? Que princípio neles é revelado, com o qual devemos ter muito cuidado?

Cristo queria que Seu povo despertasse para sua verdadeira vocação e propósito. Ele queria que o povo percebesse que a salvação, mesmo para a nação escolhida, não é algo inato. Ela não é transmitida através de genes ou por direito de nascimento. É algo que você precisa escolher de modo consciente, uma escolha que os não israelitas podiam fazer, e muitos fizeram.

Às vezes, técnicos de desporto desafiam os seus atletas, comparando-os com atletas de equipas adversárias. "Se vocês treinassem de maneira tão fiel, enérgica e intensa como eles fazem, vocês teriam sucesso." A motivação óbvia do técnico é inspirar, produzir desejo, e não diminuí-lo.

Da mesma forma, Jesus queria que Seu povo compartilhasse a plenitude da salvação, como alguns povos

segunda-feira, 17 de março de 2014

Ambiente de Refúgio

“As pessoas precisam de um lugar onde possam ser amadas e cuidadas, onde possam ser abertas e vulneráveis”

Poucos meses atrás, visitei um pequeno grupo frequentado por servidores da Divisão Sul-Americana. No momento dedicado ao testemunho, ouvi um dos membros daquele grupo dizer, a propósito do aniversário que ele comemorava naquele dia: “Normalmente, o pessoal do meu coral sai para comemorar os aniversários e alguns me telefonaram para combinar a saída. Porém, eu disse a eles que já tinha compromisso com meu pequeno grupo. Quando eu mais precisei, vocês me sustentaram com suas orações e amizade. Agora, em um momento de alegria e bênçãos, fiz questão de vir aqui para comemorarmos juntos.”

Percebi que aquele pequeno grupo realmente estava cumprindo seu papel de acolher com carinho e amizade, e isso tinha feito diferença.

“Os seres humanos são basicamente sociáveis”, diz Russel Burrill, acrescentando que “não fomos feitos para viver sozinhos, mas em comunidade. Essa necessidade de viver em comunidade foi criada por Deus e é inerente ao nosso ser.” 1 Na criação, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). E Jesus Cristo ressaltou: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35).

Interação indispensável
A expressão “uns aos outros” é bastante utilizada por Paulo e é repetida 75 vezes na Bíblia, 2 servindo para descrever a forma de relacionamento que Deus espera ser desenvolvido por Sua igreja. Por exemplo, os irmãos devem ser bondosos e compassivos uns para com os outros (Ef 4:32), encorajar os outros (Hb 3:13), ser benignos e aconselhar uns aos outros (Rm 15:14), orar uns pelos outros (Tg 5:16), levar as cargas uns dos outros (Gl 6:2), amar uns aos outros (Jo 13:35), não falar mal uns dos outros (Tg 4:11).

Novamente citando Burril, “neste sentido, é impossível ser cristão e viver em isolamento… não há cristianismo fora da comunidade. Envolvimento na comunidade significa viver em mútua dependência de outros cristãos”3

Geralmente, não gostamos de ser dependentes; aliás, vivemos em uma sociedade egoísta, em que cada um deseja viver a vida a seu próprio modo. Contudo, ninguém é feliz vivendo dessa maneira. “Deus colocou no coração humano o desejo de conhecer e ser conhecido, amar e ser amado. A humanidade precisa desesperadamente de comunidade hoje. As pessoas precisam de um lugar onde possam ser amadas e cuidadas, onde possam ser abertas e vulneráveis, sem ser julgadas”.4

O ambiente mais propício para se viver satisfatoriamente esse tipo de relacionamento é o pequeno grupo. Embora as várias reuniões programadas pela igreja sejam essenciais para o crescimento cristão, elas não podem substituir a reunião de pequeno grupo.

Reuniões sociais
Por sua informalidade e natureza, o encontro do pequeno grupo provê condições adequadas para desenvolver amizade, cuidado mútuo e prestação de contas. João Wesley, o pai do metodismo, chegou a essa mesma conclusão. Ele descobriu que a melhor forma de cuidar e consolidar a fé das pessoas que eram atraídas às suas reuniões evangelísticas era através das chamadas classes, uma espécie de pequeno grupo que ele passou a desenvolver. Wesley levava tão a sério a importância da participação de seus conversos nessas classes, que não aceitava no metodismo quem recusasse tal prática.5

O adventismo primitivo também se desenvolveu colocando as chamadas “reuniões sociais”, pequenos grupos da época, no centro de suas atividades.6 Nossos pioneiros “viam que o adventismo não devia se preocupar apenas com o desenvolvimento mental do crente, mas também com a natureza emocional, ou social… Eles consideravam o desenvolvimento harmonioso das faculdades físicas, mentais, sociais e espirituais como a essência da verdadeira educação.”7 Portanto, por meio das reuniões sociais, eles cuidavam do desenvolvimento relacional dos membros, e procuravam mantê-los espiritualmente responsáveis. Ali, as pessoas compartilhavam a vida cristã. Era o lugar em que os membros mais amadurecidos e os neófitos recebiam apoio e discipulado.

Descrevendo o conteúdo dessas reuniões, Ellen G. White escreveu: “Reunimo-nos para mutuamente nos edificarmos com o intercâmbio de ideias e sentimentos; para adquirirmos poder, luz e ânimo ao nos familiarizarmos com as esperanças e desejos uns dos outros; e ao orarmos com fé, sinceridade e fervor receberemos refrigério e vigor da Fonte de poder. Essas reuniões devem, pois, ser ocasiões sumamente preciosas e tornar-se atraentes a todos os que apreciem as coisas religiosas.”8

“Para os pioneiros do adventismo, as reuniões sociais eram consideradas parte regular da vida da igreja.”9 “Frequentá-las assiduamente era considerado dever para os crentes.”10 “Elas eram realizadas em nível de igreja local, nas reuniões campais e mesmo nas sessões da Associação Geral, como parte da agenda regular devocional e de negócios.”11 Ellen White chegou a dizer que o cristão é alguém ativo nas reuniões sociais: “O cristão é uma pessoa semelhante a Cristo, ativa nos serviços de Deus e presente nas reuniões sociais e cuja presença animará também a outros.”12 Ela ainda aconselhou que os pastores novos deviam ser ensinados a conduzir reuniões sociais.13

Treino necessário
Diante disso, não podemos deixar em segundo plano o movimento de pequenos grupos entre nós, hoje. Temos diante de Deus a responsabilidade de fortalecê-los e multiplicá-los, a fim de possibilitarmos aos membros de nossas igrejas o ambiente de amizade e acolhimento de que necessitam. Assim como os primeiros adventistas, devemos manter equilíbrio entre o racional (cognitivo) e o relacional.

Todavia, não podemos nos esquecer de que o simples fato de reunirmos as pessoas em pequenos grupos não é suficiente para ter o ambiente pronto para desenvolver a amizade conforme necessitamos. Precisamos treinar líderes e investir na criação de grupos com essa ênfase.

Para que um pequeno grupo atenda as necessidades de amizade e companheirismo, são necessárias quatro coisas, conforme enumeramos em seguida:

1. Disposição para aceitar as pessoas como são, sem julgamento nem condenação. As pessoas só irão se abrir, quando se sentirem seguras e aceitas.

2. Os membros precisam ser confidentes. O que for falado no grupo não pode sair dali.

3. O estudo da Bíblia deve ser aplicativo. O objetivo é atender as necessidades das pessoas com a mensagem bíblica. Discussão doutrinária é feita nas classes bíblicas, nos sermões, estudos bíblicos e lição da Escola Sabatina.

4. Ação intencional de cuidado mútuo entre os membros do grupo. É a prática do princípio “uns aos outros”, visitação, oração intercessora, comemoração de datas especiais e atendimentos das necessidades dos membros.

Oramos para que cada pequeno seja, de fato, um lugar de refúgio, um ambiente em que cada pessoa se sinta amada e acolhida. O lugar por excelência, em que se cultiva a verdadeira amizade cristã. Burrill foi ao ponto, ao falar sobre os resultados desse trabalho: “Raramente perdemos uma pessoa que se une a um pequeno grupo, por causa das pontes relacionais que são construídas”.14

Referências:
1 Russell Burrill, Como Reavivar a Igreja do Século 21, p. 25.
2 Heron Santana, Pequens Grupos, Teoria e Prática, p. 161.
3 Russell Burrill, Op. Cit., p. 30.
4 Ibid., p. 43.
5 Ibid., p. 108.
6 Russell Burrill, Revolução na Igreja, p. 126-129.
7 ___________, Como Reavivar a Igreja no Século 21, p. 126.
8 Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v.2, p. 578.
9 Russell Burrill, Como Reavivar a Igreja no Século 21, p. 118.
10 Ibid., p. 123.
11 Ibid., p. 127, 131.
12 Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 7, p. 935.
13 ___________, Signs of the Times, 17/05/1883.
14 Russell Burrill, Revolução na Igreja, p. 129.


Jolivê Chaves – Diretor de Ministério Pessoal da Divisão Sul-Americana. Publicado na Revista Ministério Jan/Fev-2011.

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Os discípulos e as Escrituras

Texto principal:
"Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim" (Jo 5:39).

Usando um detector de metais comprado em um bazar, o inglês Terry Herbert descobriu, enterrados no campo de um fazendeiro, artefatos de prata e armamento anglo-saxão banhado a ouro. O valor monetário estimado da descoberta ultrapassou 5 milhões de dólares.

Como alguém que procura um tesouro em um campo de terra, pedras e lixo, devemos ter cuidado para não deixar que as coisas da Terra nos impeçam de alcançar o verdadeiro tesouro no alto: Jesus Cristo. Buscando riquezas eternas, fariseus e saduceus "escavaram" os antigos escritos sagrados. Ironicamente, seu mapa do tesouro, as Escrituras, tinha sido tão radicalmente mal interpretado que eles erraram completamente o alvo: Jesus.

Explícita e implicitamente, Jesus incorporou as Escrituras em Sua metodologia de discipulado. A suprema busca ao tesouro estava enraizada nos escritos proféticos, que apontavam para Ele. Assim, não encontrar Jesus significa errar o alvo. Tudo isso significa que, em última análise, todos os nossos esforços para fazer discípulos devem enfatizar Jesus e o que Ele fez por nós.

Jesus e a Bíblia
Uma vez que Jesus é o exemplo para todos os cristãos, Seu nível de comprometimento com as Escrituras se torna mais do que uma questão de interesse passageiro.

1. Leia Lucas 4:1-12 e 16-21. O que essas passagens sugerem sobre a atitude de Cristo para com a Bíblia?

A narrativa das tentações de Cristo no deserto mostra que, citando as Escrituras, Jesus repeliu todas as

sexta-feira, 7 de março de 2014

A Compaixão de Cristo

Para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. Mateus 8:17. Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigável servo das necessidades do homem. “Tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mateus 8:17), a fim de poder ajudar a todas as necessidades humanas. Veio para remover o fardo de doenças, misérias e pecados. Era a sua missão restaurar inteiramente os homens.

Várias eram as circunstâncias e necessidades dos que Lhe suplicavam o auxílio, e nenhum dos que a Ele se chegavam saía desatendido. D´Ele procedia uma corrente de poder restaurador, ficando os homens física, mental e moralmente sãos.
A obra do Salvador não estava restrita a qualquer tempo ou lugar. A Sua compaixão desconhecia limites. Em tão larga escala realizara a Sua obra de curar e ensinar; que não havia na Palestina edifício vasto bastante para comportar as multidões que se Lhe aglomeravam em torno. Nas verdes encostas da Galileia, nas estradas, à beira-mar, nas sinagogas e em todo lugar a que os doentes Lhe podiam ser levados, aí se encontrava Seu hospital. Em cada cidade, cada vila por que passava, punha as mãos sobre os doentes, e os curava. Onde quer que houvesse corações prontos a receber-Lhe a mensagem, Ele os confortava com a certeza do amor de Seu Pai celestial. Todo o dia ajudava os que a Ele vinham; à tardinha atendia aos que tinham que labutar durante o dia pelo sustento da família.
Jesus carregava o terrível peso de responsabilidade da salvação dos homens. Sabia que, a menos que houvesse da parte da raça humana, decidida mudança de princípios e desígnios, tudo estaria perdido. Esse era o fardo de Sua alma, e ninguém podia avaliar o peso que sobre Ele repousava. Através da infância, juventude e varonilidade, andou sozinho.

Dia a dia enfrentava provas e tentações; dia a dia era posto em contato com o mal, e testemunhava o poder do mesmo sobre aqueles a quem buscava abençoar e salvar. Não obstante, não vacilava nem ficava desanimado.

Era sempre paciente e bem-humorado, e os aflitos O saudavam como a um mensageiro de vida e paz. Via as necessidades de homens e mulheres, crianças e jovens, e a todos dirigia o convite: “Vinde a Mim.” Mateus 11:28.

Ao passar por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria.


Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 11.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Discipulado por meio de Metáforas

Texto principal:
"Todas estas coisas disse Jesus às multidões por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia; para que se cumprisse o que foi dito por intermédio do profeta: Abrirei em parábolas a Minha boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo" (Mt 13:34, 35).

O cristianismo é razoável e tem lógica. O intelecto deve ser cultivado. No entanto, o intelecto sozinho expressa de modo insuficiente toda a personalidade humana. Ao contrário dos robôs, que são programados para processar a razão e a lógica, os seres humanos são capazes de amar, sentir, sofrer, chorar, preocupar-­se, rir e imaginar. Por isso, Jesus ajustou as verdades eternas de uma forma que ia além do mero intelecto. Ele falou por intermédio de figuras concretas extraídas da vida cotidiana, a fim de alcançar as pessoas onde elas estavam. Crianças e adultos podiam entender verdades profundas transmitidas por meio de parábolas envoltas em imagens e metáforas.

Enquanto isso, conceitos complexos como justificação, justiça e santificação eram facilmente compreendidos mediante a arte do Mestre contador de histórias. Em outras palavras, conceitos que muitas vezes são difíceis de entender na linguagem comum podem ser ensinados com o auxílio de símbolos e metáforas.

Exemplos do Antigo Testamento
1. Leia 2 Samuel 12:1-7; Isaías 28:24-28; Jeremias 13:12-14 e Ezequiel 15:1-7. Como essas parábolas e alegorias ampliam nossa compreensão do relacionamento entre Deus e a humanidade? Quais objetos ou cenários utilizados por esses profetas aparecem depois nas parábolas de Cristo?

Natã contou uma parábola a fim de disfarçar o verdadeiro propósito de sua visita. Ao condenar o homem rico da parábola, Davi implicou a si mesmo na transgressão, pronunciando assim a própria sentença. Usando um artifício literário (uma parábola), Natã alcançou algo que de outra forma poderia ter produzido confronto e, talvez, até mesmo sua execução!

A história poética de Isaías provém do ambiente agrícola familiar aos seus ouvintes. Séculos mais tarde, Jesus empregaria esses mesmos cenários. A parábola de Isaías ensina sobre a misericórdia ilimitada de Deus nos tempos de punição. O capítulo 12 de Hebreus também apresenta o castigo de Deus como instrumento para a correção e não como arma para vingança. Castigos divinos refletiam Seus propósitos redentores. Eles eram suficientes para encorajar o arrependimento, reavivamento e reforma. No entanto, quando ocorria teimosia e rebelião mais amplas, havia punições maiores.

A parábola de Jeremias é uma terrível ilustração do julgamento. Sempre que os seres humanos frustram o propósito redentor de Deus, Ele finalmente os entrega às consequências de suas escolhas. Cristo também compartilhou com Seus ouvintes parábolas sobre o julgamento. Ezequiel usou um símbolo diferente para transmitir uma mensagem similar.

Por que contar histórias é uma forma tão poderosa de expressar a verdade? Quais são suas histórias favoritas, e por que você gosta delas? Comente com a classe.

Sabedoria arquitectónica
2. Leia Mateus 7:24-27. Qual é a contribuição desses versos para nossa compreensão do discipulado cristão? Por que Jesus usou esse exemplo da natureza para ensinar uma verdade tão importante?

As modernas sociedades alfabetizadas consideram a alfabetização algo garantido. No entanto, ainda hoje, existem muitas sociedades não alfabetizadas. Ao longo da história antiga, a alfabetização foi exceção e não

quarta-feira, 5 de março de 2014

Discipulado e Oração

Texto principal
"Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste" (Jo 17:20, 21).

Não importa o que fizermos para salvar pessoas, sejam quais forem os programas evangelísticos que criarmos, devemos orar fervorosamente por aqueles que procuramos alcançar. Isso está no centro da vida do cristão, e de modo especial na vida do cristão que deseja formar novos discípulos. Que mudanças poderosas poderiam ocorrer se a oração constante e fervorosa estivesse no centro da nossa metodologia ao buscarmos fazer e manter discípulos!

"Apeguem-se os obreiros às promessas de Deus, dizendo: 'Tu prometeste: 'Pedi e recebereis' (Jo 16:24). Eu preciso que esta pessoa se converta a Jesus Cristo.' Solicitem orações em favor das pessoas por quem vocês trabalham; apresentem-nas perante a igreja como objetos de súplica. [...]

"Escolham alguém, e alguém mais, buscando diariamente a orientação de Deus, em Suas mãos depondo tudo em fervorosa oração, e trabalhando na sabedoria divina" (Ellen G. White, Medicina e Salvação, p. 244, 245).

Compaixão provada pelo tempo
Frequentemente, a oração assume uma postura egocêntrica. Os cristãos apresentam suas listas de desejos diante de Deus, na esperança de obter o que pedem. Ainda que tenhamos sido orientados a colocar nossas petições diante de Deus, às vezes, nossos motivos não são puros. Afinal, nosso coração não é corrupto, perverso e enganoso? Nossas orações não poderiam, às vezes, simplesmente refletir o pecado que está dentro de nós?

No entanto, a oração de intercessão se concentra nas necessidades de outra pessoa, eliminando assim a possibilidade de motivação egoísta. Ao longo da história, as orações de intercessão representaram as mais