Texto principal
"Assim, a palavra de Deus se espalhava. Crescia
rapidamente o número de discípulos em Jerusalém; também um grande número de
sacerdotes obedecia à fé" (At 6:7, NVI)
"Os discípulos não foram revestidos da coragem e
fortaleza dos mártires, senão quando essa graça se tornou necessária. Então se
cumpriu a promessa do Salvador. Quando Pedro e João testificaram perante o
conselho do Sinédrio, os homens 'admiraram-se; e reconheceram que haviam eles
estado com Jesus' (At 4:13). Acerca de Estêvão, acha-se escrito que 'todos os
que estavam assentados no conselho, fixando os olhos nele, viram o seu rosto
como o rosto de um anjo'. Os homens 'não podiam resistir à sabedoria, e ao espírito
com que falava'
(At 6:15, 10, RC). E Paulo, escrevendo a respeito de seu
próprio julgamento na corte dos césares, disse: 'Ninguém me assistiu na minha
primeira defesa; antes, todos me desampararam [...] Mas o Senhor assistiu-me e
fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios
a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão'" (2Tm 4:16, 17; Ellen G.
White, O Desejado de Todas as Nações, p. 354, 355).
Respeito às
autoridades
Ao longo dos séculos, as pessoas têm se esforçado para
entender o papel e a função do governo, e como os cidadãos deveriam se
relacionar com ele. O que dá aos governantes o direito de governar? Qual é a
melhor forma de governo? Deveriam as pessoas sempre obedecer às autoridades?
Por quê? Esses são apenas alguns exemplos de uma série de questões com as quais
ainda lutamos.
1. Leia Romanos 13:1-7. Que importantes princípios
encontramos ali? Que exemplos temos de abuso desses princípios? O que podemos
aprender com esses erros, tanto em nossa história quanto na história da igreja
cristã em geral?
A opressão e a brutalidade caracterizavam o Império Romano
na época de Cristo. As legiões romanas aterrorizavam e subjugavam as nações
civilizadas, forçando-as à submissão ao império. Centenas de milhares foram
despojados, presos e assassinados. Governos fantoches permitidos por Roma
foram, provavelmente, piores do que a própria Roma. No entanto, é interessante
que Jesus nunca defendeu qualquer tipo de rebelião contra esse governo nem a
sonegação de impostos (Lc 20:25). O ato singular de desobediência civil por
parte de Jesus – derrubar as mesas dos cambistas – demonstrou a repulsa que Ele
sentia com referência aos abusos sacerdotais. Esse ato não foi contra os
romanos.
"O povo de Deus deve reconhecer o governo humano como
algo ordenado por disposição divina, de modo que ensinará obediência a ele como
sendo um sagrado dever, em sua legítima esfera. Entretanto, quando as suas
pretensões entram em conflito com os reclamos de Deus, a Palavra de Deus
precisa ser reconhecida como estando acima de toda e qualquer legislação
humana. O 'Assim diz o Senhor' não pode ser posto de lado, ou trocado por um
'Assim diz a Igreja ou o Estado'. A coroa de Cristo deve ser erguida acima dos
diademas de potestades terrestres" (Ellen G. White, Testemunhos Para a
Igreja, v. 6, p. 402).
"Vocês não
leram...?"
Infelizmente, algumas das pessoas mais poderosas e
influentes com quem Jesus lidou foram os líderes religiosos de Seu tempo,
muitos dos quais eram abertamente hostis a Ele.
No entanto, em Seus encontros com eles, Jesus sempre
procurou resgatá-los. Ele não estava à procura de discussões, estava buscando a
salvação de todos, mesmo daqueles poderosos que acabariam por condená-Lo à
morte.
2. Leia Marcos 2:23-28; 3:1-6; Mateus 12:1-16. Como podemos
ver que Jesus, apesar da hostilidade aberta contra Ele, estava tentando
alcançar aqueles homens? O que Ele disse e fez que deveria ter tocado o coração
deles?
É interessante que, ao lidar com essas pessoas, Jesus
recorreu às Escrituras e à história sagrada, fontes que deveriam ter tocado os
líderes religiosos. Jesus apelou àquilo que deveria ter sido um ponto em comum
entre eles. Por exemplo, Ele citou a Bíblia quando falou sobre a importância da
misericórdia acima dos rituais. Ao fazer isso, Ele procurou levar os líderes a
um significado mais profundo da lei que eles alegavam valorizar e defender com
tanto fervor e devoção.
Em Seu discurso sobre retirar um animal de uma cova no dia
de sábado, Jesus apelou para as noções mais básicas de decência e bondade, algo
com que aqueles homens deveriam ter se identificado. Porém, o problema era que
a amargura e o ódio deles contra Jesus obscureceram esses princípios comuns.
Finalmente, os próprios milagres deveriam ter falado em voz
alta a esses influentes líderes acerca do Homem extraordinário que estava entre
eles.
Hoje, é fácil olhar para trás e ficar espantado com a
cegueira e dureza desses homens. Porém, como podemos ter certeza de que ao
buscarmos proteger algo que não queremos abandonar, não nos fechamos para uma
luz maior procedente de Deus? Por que isso é muito fácil de acontecer?
O centurião






