domingo, 8 de dezembro de 2013

9º Dia: A Prática da Meditação II

Hoje vamos fazer uma demonstração prática do que aprendemos sobre Meditação nas últimas jornadas. Vai ser uma benção para você.

Vamos começar com a seguinte orientação:

“No estudo diário o método de estudar versículo por versículo é muitas vezes o mais eficaz. Tome um versículo, concentre o espírito em descobrir o pensamento que Deus ali pôs para ele, e então se demore nesse pesnsamento até que se torne seu também. Uma passagem estudada assim até que sua significação esteja clara, é de muito mais valor do que o manuseio de muitos capítulos sem nenhum propósito definido em vista, e sem nenhuma instrução positiva obtida…Leitura apressada e superficial, e a mente perde a sua capacidade para um pensamento contínuo e vigoroso.” – Educação, pág.188.

Vamos praticar escolhendo um capítulo e lendo-o completamente para que possamos nos inteirar do seu conteúdo. Depois vamos selecionar dele dois ou três versículos e meditar sobre eles.
Vamos escolher II Crônicas 20. Leia todo o capítulo para se inteirar do seu conteúdo. Caso queira fazer um exame mais aprofundado, comece pelo capítulo 17. Perceba que Josafá se preparou para a guerra em tempo de paz, organizou um exército, restaurou o sacerdócio, estabeleceu um bom sistema de comunicação, nomeou juízes e recomendou que julgassem segundo a vontade de Deus. Em suma, construiui a sua base em tempo de bonança e , quando a crise bateu à sua porta, ele a administrou dentro da visão do Senhor.
Lembre-se:
Crise vai e crise vem para se ver quem é quem.
Bem, vamos então selecionar três versos para a meditação. Versos 6, 9 e 12.
“E disse: Ah! Senhor, Deus de nossos pais, porventura, não és Tu Deus nos céus? Não és Tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na Tua mão está força e o poder, e não há quem possa resistir.” (II Crôn. 20:6)
Qual é o desafio? Aprendemos que devemos tomar um versículo, concentrar o pensamento, ou seja, meditar a fim de descobrir o pensamento que Deus colocou ali, e então nos demorar meditando nele até que se torne a mensagem de Deus para nós.
Uma boa maneira de começar é fazer perguntas ao texto. Então, perguntamos a II Crônicas 20:6: Quem é o Senhor dos Céus e da Terra? Quem é o grande dominador universal? Na mão de quem está toda força e poder? Agindo Ele, alguém poderá impedir?
Concentre todos os seus sentimentos e energia para descobrir a vontade de Deus. Elimine todas as impressões que vêm de você mesmo, de outras pessoas ou de qualquer outra origem, e submeta-se à total direção do Espírito Santo para entender o programa de Deus para a sua vida hoje, transmitido por meio de II Crônicas 20:6.
Lembre-se
“Um verdadeiro conhecimento da Bíblia só se pode obter pelo auxílio daquele Espírito pelo qual a Palavra foi dada.” Educação, pág. 188.
Você aprendeu no Seminário de Enriquecimento Espiritual que a oração e o estudo da Bíblia andam juntos. Deus me fala pela Bíblia e eu reajo ao que Ele me fala por meio da oração. Vamos continuar meditando e buscando a vos de Deus na Sua Palavra. Faça agora o mesmo processo com os versículos 9 e 12.
Verso 9: “Se algum mal nos sobrevir, espada porcastigo, peste ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de Ti, pois o Teu nome está nesta casa; clamaremos a Ti na nossa angústia, e Tu nos ouvirás e livrarás.”
Vamos interagir com o verso. Que perguntas devemos fazer para descobrir o que Deus quer nos dizer? Quando estou angustiado, a quem devo clamar? Será que Ele vai me ouvir? Que certeza tenho que Ele vai me livrar? Faça agora outras perguntas ao verso, repetindo o mesmo processo do verso 6. Permita que Deus lhê dê as respostas. Procure ouvir a voz do Senhor.
Verso 12: “Ah, Nosso Deus, acaso, não executarás Tu o Teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em Ti.”
Agora, faça você mesmo as perguntas e comece a interagir. Ouça a resposta de Deus para você pessoalmente.
Percebeu como o estudo da Bíblia ficou mais pessoal, atraente e poderoso? Viu como é fácil ouvir a voz de Deus claramente revelada a você? Coloque estes princípios em prática diariamente.

10º Dia: Você é uma Pessoa de Sucesso

As pessoas bem sucedidas em suas áreas de atuação, geralmente são abordadas com uma pergunta:Qual é o segredo do seu sucesso?

Ganhar dinheiro e ter bens é sinónimo de êxito, ou ilusão temporária de estabilidade? Sem Deus na primeira hora de cada dia, todo sucesso será apenas ilusão.
Em nossa jornada de hoje, vamos descobrir a causa principal do verdadeiro sucesso na vida, Aprenderemos como alguns venceram espiritualmente e glorificaram a Deus com seu estilo de vida.. Aprenderemos com o testemunho que nos deixaram.
A meditação na Palavra de Deus é uma ferramenta indispensável para o crescimento espiritual diário do crente. Ao estudarmos a vida de alguns gigantes espirituais, desejamos que o Espírito Santo o estimule a ser um vencedor espiritual buscando a vitória em Deus todos os dias de sua existência.

Davi

Este é o primeiro personagem da galeria dos vitoriosos espirituais. Falando sobre ele, a Bíblia diz: “Achei em Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade” (Atos 13:22).
Qual é o segredo para uma pessoa atingir um nível tão alto de espiritualidade? 0 próprio Davi revelou o segredo: “Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação todo o dia” (Salmo 119:97).
Começar e terminar o dia em meditação na presença de Deus, foi o grande segredo de Davi, e deve ser o seu também.
Na maioria dos salmos que escreveu, Davi deixou evidente a sua paixão por meditar na Palavra de Deus.
Quando Davi fala da Lei, ele se refere ao conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco, que foi escrito por Moisés. Imagine se Davi vivesse em nossos dias! E se deparasse com tantas Bíblias, com os mais diferentes formatos e traduções! Com tantos livros baseados na Palavra de Deus! Seguramente, ele diria que somos privilegiados por termos à nossa disposição tanto alimento espiritual.
O crente deve estudar e buscar crescer intelectualmente, mas primeiro deve buscar o crescimento espiritual.
Quando meditamos na Palavra, a mente é posta em contato com a mente do Infinito e, assim, o poder da Bíblia se torna o maior de todos os poderes no desenvolvimento da natureza espiritual.
Foi vivendo dentro dessa realidade de comunhão e busca, que Davi abriu o coração a Deus e experimentou um nível tão alto de espiritualidade. A Bíblia se refere a ele como um homem bem-sucedido em tudo o que fez. Davi era um “homem que foi exaltado, ungido do Deus de Jacó, o mavioso salmista de Israel”.
“Este achou graça diante de Deus e Lhe suplicou a faculdade de prover morada para o Deus de Jacó” “Homem segundo o Meu coração, que fará toda a Minha vontade”. ”Davi, teu servo”. II Sam. 23:1; Atos 7:46; 13:22; 4:25. Ele foi vitorioso como pastor, como soldado, como rei e compositor de hinos. Ele viveu, na prática, aquilo que escreveu no Salmo 1 a respeito da pessoa que leva a sério sua comunhão ao meditar na Palavra: “Tudo quanto ele faz será bem-sucedido.”
A proposta do Seminário de Enriquecimento Espiritual não é esta? Sim, queremos que você desenvolva o hábito de buscar a Deus em primeiro lugar diariamente. Daqui a 31 dias, você terminará a sua jornada. Que tal começar uma próxima jornada lendo os primeiros 41 salmos de Davi, meditando neles todos os dias, um por dia?

Lembre-se:

Deus tem uma programação diária para a sua vida no Livro Sagrado. Vá à presença de Deus do jeito que se levantar. O maior desejo de sua alma, ao despertar, deve ser o de buscar conhecer esse programa. Como Davi, você vai experimentar o poder do Espírito Santo operando milagrosamente em sua vida cada dia.
“A energia criadora que trouxe à existência os mundos, está na Palavra de Deus. Esta palavra comunica poder, gera vida. Cada mando é uma promessa; aceito voluntariamente, recebido na alma, traz consigo a vida do Ser infinito. Transforma a natureza, cria de novo a alma à imagem de Deus.” – Educação, pág.126.

Josué

Josué é outro líder que aprendeu a buscar poder e coragem na meditação diária na Palavra. Recebeu a missão de liderar o povo num momento difícil e substituiu um dos maiores líderes que o mundo já conheceu.
Gigantes e cidades muradas estavam à frente para serem conquistados, o momento da batalha estava próximo. Tudo devia ser tratado com estratégia, sabedoria, conhecimento e discernimento. Humanamente falando, seria uma missão impossível.
Josué sabia que, sem Deus, não iria a lugar algum, e ele buscou ao Senhor, pois sabia que somente Deus poderia levá-lo à vitória. A Bíblia diz que o Senhor foi ao encontro de Josué e disse: “Sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que Meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste livro da lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo a tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” Jos. 1:7 e 8.
Meditar dia e noite na Palavra – Essa foi a determinação divina para Josué.
Assim como Josué obedeceu a Deus e foi bem sucedido ao conduzir o povo à terra prometida, da mesma forma Ele quer guiar você a cada passo de sua vida.
No livro “A Sós com Deus na Meditação da Palavra”, Campbell McAlpine cita o exemplo de muitas pessoas que aprenderam a vencer as suas crises, depois que passaram a meditar na Palavra todos os dias. Apresentamos, a seguir, um resumo de três desses relatos do livro.

Testemunho de Jorge Muller

“Nos primeiros anos da década de 1830, Jorge Muller se sentiu mortificado diante da falta de fé de seus contemporâneos, e desejou poder mostrar-lhes, como diz ele, ‘uma prova tangível’ de que Deus, nosso Pai, ainda é o mesmo Deus fiel que sempre foi; e que Ele ainda está disposto a provar que é o Deus vivo, fiel para com todos os que nEle confiam e vivem de acordo com Seus divinos princípios.
“E o Senhor concedeu-lhe o que desejava, levando-o a iniciar um projeto de criar abrigos para órfãos na cidade de Bristol, na Inglaterra. Muller buscou de Deus todas as provisões necessárias. Não esperou dos homens; só de Deus. E a história de como ele fundou e sustentou seus orfanatos, sua vida, obra e ministério ainda são fonte de inspiração e bênção para milhares de pessoas. Ele deixou um testemunho sobre o grande valor da meditação para seu coração, numa mensagem escrita intitulada Soul Food (Alimento da Alma). Diz ele: ‘Deus Se dignou ensinar-me uma verdade de cujos benefícios tenho gozado há catorze anos. Entendi, de uma forma muito clara, que o primeiro cuidado que devo ter a
cada dia é alegrar minha alma em Deus. Então minha primeira preocupação não era procurar ver quantas tarefas deveria realizar na obra de Deus, mas o que teria de fazer para edificar minha alma no Senhor, e como iria alimentar meu homem interior. Poderia estudar a verdade da Palavra de Deus para apresentá-la aos perdidos, para ajudar os crentes, confortar os aflitos e aprender a me conduzir de maneira mais condizente como um filho de Deus. Contudo, se não me alegrasse no Senhor, se não me fortalecesse interiormente todos os dias, não teria realizado nenhuma dessas coisas com a atitude certa.’
“Anteriormente, eu tinha o hábito de me dedicar à oração assim que me levantava pela manhã. Mas depois entendi que a atividade mais importante era entregar-me à leitura e meditação da Palavra. Desse modo, iria sentir-me confortado, inspirado e instruído. Deus me exortaria e corrigiria, e assim por meio de Sua Palavra, teria uma comunhão real com o Senhor.
“Então comecei a meditar sobre o Novo Testamento, todos os dias pela manhã. Fazia uma breve oração pedindo a bênção dEle para a Sua Palavra, e logo me punha a meditar nela, analisando detalhadamente cada versículo, procurando retirar dele uma bênção…não para benefício de meu ministério público, não para pregar, mas para alimentar ‘minha alma’.
“E todos os dias acontecia invariavelmente a mesma coisa. Após alguns minutos, sentia-me compelido a confessar algum pecado, ou a interceder, ou dar graças, ou suplicar alguma bênção. O fato é que logo me sentia inclinado a orar. Depois de alguns instantes de oração, passava às palavras seguintes, transformando-as em oração por mim mesmo ou pelos outros, de acordo com aquela mensagem bíblica. Mas sempre mantinha em mente que o objetivo principal da meditação era buscar alimento espiritual para ‘minha alma’.
“Assim, a diferença entre a prática de agora e a anterior é a seguinte. Antes, eu começava a orar assim que me levantava, e às vezes ficava em oração até a hora do desjejum. De qualquer modo, sempre começava orando primeiro, a não ser nos dias em que sentia a alma um tanto árida; nesse caso lia um texto das Escrituras. E o que acontecia? Muitas vezes passava quinze minutos, meia hora e até uma hora de joelhos, sem ter consciência de haver obtido conforto, ensinamento ou quebrantamento de alma. E em certas ocasiões ficava até meia hora com o pensamento a vaguear, e só então começava a orar de fato.
“Hoje em dia quase não tenho mais esse problema, pois já estou em comunhão real com Deus, converso com Ele sobre as mensagens que acabei de receber dEle em Sua preciosa Palavra. Muitas vezes fico espantado de não haver me conscientizado disso antes.”
Jorge Múller aprendeu que a meditação bíblica é uma prática devocional que revoluciona nossa vida.

Uma Dona de Casa

“Eu frequentava assiduamente minha igreja e participava de todos os trabalhos, mas sentia-me interiormente vazia, pois sabia que não gozava de uma comunhão íntima com Deus. Certa ocasião, por acaso (ou pelo menos foi o que pensei na época), eu e meu marido ouvimos os ensinamentos de um pastor sobre a meditação. Assim que ele começou a apresentar o estudo, compreendi que ali estava a solução para a minha busca de Deus, para chegar a conhecê-Lo melhor. Ele nos ensinou medidas práticas para a meditação, e naquela semana fiz um compromisso com Deus de meditar na Palavra diariamente.
“E hoje, após alguns anos de busca e estudo, nem sei expressar em palavras o que vai em meu coração e minha vida, pelo fato de haver obedecido e mantido a disciplina de passar alguns momentos meditando na Palavra de Deus todos os dias, e permitindo que o Espírito Santo descortine para mim o próprio coração de Deus. Há dias em que sinto toda a Sua grandeza e sublimidade. E há outros em que recebo promessas de bênçãos para mim e minha família. Até mesmo Sua repreensão é branda e agradável, pois sei que Ele me ama e quer ter comunhão comigo. E é com grande expectativa que diariamente me disponho a esperar em Deus para que me revele mais de Si mesmo através de Sua Palavra, e para louvá-Lo. Há ocasiões em que me sinto a ponto de explodir, tal a plenitude de Sua presença.
“Vivi cerca de quinze anos opressa por todo tipo de temores – todos absurdos e infundados – mas para mim muito reais. Hoje sinto que meu coração nunca esteve tão cheio de louvor a Deus, a esse Deus que me conhece de forma tão íntima e que atendea todas as necessidades do meu ser.”

Um Empresário

“Faz mais de três anos que estou meditando na Palavra de Deus. Tive vontade de narrar-lhe algumas das bênçãos que tenho recebido, em decorrência da meditação. Após um mês de estudo, percebi que não precisava mais tomar meu remédio para úlcera, nem os tranquilizantes que antes tomava. Seis meses depois, tive que enfrentar uma situação séria nos negócios. Mas, em vez de preocupar-me, entreguei tudo nas mãos de Deus e me firmei em Sua Palavra. Não perdi nenhuma noite de sono, nem abriguei pensamentos negativos. Glória a Deus, pois Ele me libertou dos temores e preocupações!
“Através do estudo da Palavra de Deus, consegui imprimir mais disciplina em minha vida. Mudei completamente meus hábitos de vida: dormir, alimentar e trabalhar. Hoje me levanto às seis horas e faço minha meditação até às sete. Depois vou fazer o cooper, num percurso de cinco quilómetros e meio, antes de Tomar o desjejum.
“Algumas semanas atrás, quando estava correndo, Deus me disse que havia restaurado minha juventude. Sinto-me melhor física e espiritualmente hoje do que nos últimos vinte e cinco anos.
“Além disso, aprendi a meditar de dia e de noite.
À noite, quando me deito, fico meditando em um ou dois versos até pegar no sono; são as últimas coisas em que penso. E logo durmo profundamente. Quando acordo, a primeira coisa em que penso é na Palavra de Deus. Dou graças a Deus por suas palestras a respeito da meditação.”

A bênção ao meu alcance

Cada dia Deus tem uma bênção para você na Palavra, mas é preciso ir buscar. “As fontes de paz e alegria celestiais, descerradas na alma pela palavra da Inspiração, tornar-se-ão um poderoso rio de influência para abençoar a todos os que vêm a ficar ao seu alcance.” – Educação, pág. 190.
Aproveite esta jornada para aprender a desenvolver o hábito de ir à presença de Deus nas primeiras horas de cada dia. Ao final dos 40 dias, você notará uma grande mudança em sua vida. O Espírito Santo muda diariamente a iniquidade para a santidade e, nesse processo de contemplação diária, você vai ficando mais parecido com Cristo.
Veja esta declaração: “Contemplando o estudante da Bíblia ao Redentor, desperta-se-lhe na alma o misterioso poder da fé, adoração e amor. O olhar fixa-se na visão de Cristo, e o que assim contempla cresce na semelhança dAquele a quem adora.” – Ibidem, pág. 191.

Texto Adicional

Para ter paz e alegria, guarde em seu coração:
“Os que põem toda a armadura de Deus e devotam algum tempo cada dia à meditacão, oração e estudo das Escrituras estarão em ligação com o Céu e terão uma influência salvadora, transformadora sobre os que os cercam. Pensamentos elevados, nobres aspirações, claras percepções da verdade e dever para com Deus, serão seus. Ansiarão por pureza, luz, amor, por todas as graças do novo nascimento.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 112 e 113.

O QUE SIGNIFICA O REINO DE DEUS

1. Justiça. A expressão justiça de Deus tem confundido muitos teólogos há séculos. A justiça de Deus é o modo de Deus agir. Amor é a natureza de Deus, santidade é a disposição de Deus e glória é o próprio ser de Deus. Justiça, no entanto, é o proceder de Deus, Sua maneira e Seu método. Uma vez que Deus é justo, Ele não pode amar o homem meramente conforme o Seu amor. Ele não pode conceder graça ao homem meramente conforme Ele quer. Ele não pode salvar o homem meramente conforme o desejo do Seu coração. É verdade que Deus salva o homem porque o ama. Mas Ele deve fazê-lo de um modo que esteja de acordo com Sua justiça, Seu proceder, Seu padrão moral, Sua maneira, Seu método, Sua dignidade e Sua majestade. John Stott escreve sobre “A Revelação da Justiça de Deus’, baseado em Romanos 3: “Os versículos 21-26 constituem um bloco firmemente compactado, que o professor Cranfield acertadamente chama de "o centro e o cerne" do todo que constitui a parte principal da carta; á o Dr. Leon Morris diz que eles seriam "possivelmente o parágrafo mais importante que jamais se escreveu". A sua expressão-chave é "a justiça de Deus", expressão já considerada por nós quando ela ocorreu a primeira vez, em 1.17. Aqui, em 3.21, a tradução da NVI refere-se a uma justiça que provém de Deus, frisando dessa maneira a iniciativa salvadora que ele tomou a fim de conceder aos pecadores a condição de justos aos seus olhos. Os dois versículos (1.17 e 3.21) dizem que essa justiça foi "revelada" ou "manifestada". Os dois a apresentam como algo inovador, ao dizerem que ela se dá a conhecer ou "no evangelho" (1.17) ou independente da lei (3.21). Ambos, no entanto, a representam como um cumprimento das escrituras do Antigo Testamento, o que demonstra que não se trata de uma elaboração posterior da parte de Deus. E dos dois afirma que podemos ter acesso a ela pela fé. A única diferença significativa entre estes dois textos está no tempo em que são usados os verbos principais. De acordo com 3.21, uma justiça de Deus se manifestou, no pretérito perfeito, uma provável referência à morte histórica de Cristo e suas consequências, válidas até hoje, enquanto que em 1.17 a justiça de Deus é revelada (tempo presente) no evangelho, o que deve significar toda vez que ele é pregado. No versículo 22 Paulo volta a anunciar o evangelho, repetindo a expressão justiça de Deus, e agora acrescenta mais duas verdades a seu respeito. A primeira é que ela vem mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Além disso, ela é oferecida para todos porque todos têm necessidade dela. Não há distinção entre judeus e gentios nesse aspecto (conforme Paulo vem argumentando nos versículos 1.18 - 3.20) ou entre qualquer outro grupo humano, pois todos pecaram (hemarton - o passado cumulativo de todo mundo é resumido aqui pelo uso do tempo aoristo) e estão destituídos (um presente contínuo) da glória de Deus (230. Essa "glória" (doxa) de Deus poderia significar Sua aprovação ou louvor, que todos perderam; o mais provável, porém, é que seja uma referência à imagem ou glória de Deus, segundo a qual todos nós fomos criados as deixamos de viver de conformidade com ela. É claro que o pecado pode manifestar-se em diferentes níveis e dimensões; mas ainda assim ninguém chega sequer a aproximar-se dos padrões de Deus. Handley Moule expressa isso de maneira dramática: "A prostituta, o mentiroso e o assassino estão destituídos dela [da glória de Deus]; mas você também está. Pode ser que eles estejam no fundo de uma mina e você no cume da montanha; no entanto, tem tanta capacidade quanto eles de encostar nas estrelas. A segunda inovação contida nestes versículos é que agora, pela primeira vez, "uma justiça que provém de Deus" é identificada com a justificação: sendo justificados gratuitamente por sua graça...(24a). A justiça de (ou que provém de) Deus é uma combinação de três elementos: o caráter justo de Deus, a Sua iniciativa salvadora e a Sua dádiva, que consiste em conferir ao pecador a condição de justo perante Ele. Trata-se de Sua justificação justa do injusto, a maneira justa como Ele "justifica o injusto". Justificação é um termo legal ou jurídico, extraído da linguagem forense. O contrário de justificação é condenação. Os dois são pronunciamentos de um juiz. Dentro do contexto cristão eles são os veredictos escatológicos alternativos que Deus, como juiz, poderá anunciar no dia do juízo. Portanto, quando Deus justifica os pecadores hoje, está antecipando o Seu próprio julgamento final, trazendo até o presente o que de fato faz parte dos "últimos dias" [6].
2. Paz. A Paz do Senhor é a resposta imediata à oração por causa da ansiedade. As preocupações nos rodeiam, o medo é companheiro cotidiano, e a ansiedade toma conta de nós. Mas, como filhos do Pai das luzes e templo do Espírito Santo, temos um meio para escaparmos ilesos dessas mazelas que assolam o mundo: a perfeita paz de Deus que não espera por momentos perfeitos e certinhos para fazer morada em nosso coração.Coisas que não podem ser totalmente compreendidas podem, todavia, ser experimentadas em paz por aqueles que estão em Cristo - “Não andeis ansiosos de cousa alguma”.

3. Alegria. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). Segundo João, em Apocalipse 19.6-7, o Reino de Deus é regozijo, alegria e tempo para louvor da Sua glória! Está relacionada com o Fruto do Espírito (que é o caráter de Cristo): Todo discípulo de Jesus recebeu o Poder para ser feito filho de Deus, e este Poder é o Espírito Santo que habita nele e manifesta o Fruto do Espírito que é: Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão, fidelidade e domínio próprio. Em que cada situação que passamos no nosso dia a dia, podemos exercitar todas as qualidades do caráter de Cristo nas nossas vidas - “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1Pe 4.12-14).

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TUDO BEM, QUANDO TUDO ESTÁ MAL

“Assim ela partiu para encontrar-se com o homem de Deus no monte Carmelo. Quando ele a viu à distância, disse a seu servo Geazi: “Olha! É a sunamita! Corre ao encontro dela e pergunta: ‘Está tudo bem? Tudo bem com teu marido? E com teu filho? ’ ” Ela respondeu a Geazi: “Está tudo bem” 2 Reis 4:25-26

É muito comum hoje em dia, e isso se tornou um jargão social, de perguntarmos sempre que encontramos um conhecido, amigo, parente, ou colega, como estás? Você está bem? Como passas? Ou está tudo bem contigo? Ou como diz um apresentador de televisão: Olá, tudo bem?

Na maioria das vezes não há interesse do interlocutor em saber o real estado do seu interrogado. São perguntas vazias que se tornaram uma conduta social, mesmo porque, se a resposta for carregada de necessidade, vai implicar no outro o dever de ajudar, e isso, quase ninguém quer. Muitos querem cuidar das suas próprias vidas, e pouco se interessam pelos problemas dos outros.

Conheci um caso que um irmão disse ao outro: “- meu irmão, preciso que me ajudes na compra da passagem para ir ao conselho da igreja”. O outro com cara compadecida, disse: “ Tu já sabes que nada faço sem consultar a Deus”. No domingo seguinte, o irmão perguntou ao irmão que ficou de orar a Deus. “- Então, meu irmão o que foi que Deus te respondeu?” Ele disse: “- o céu está cerrado, não ouvi nada, nada”. E riu-se.

A questão é: como lidar com os muitos problemas e dificuldades que nos ocorrem? Com quem devo partilhar os meus problemas? A quem pedir ajuda? Quem deve ser o meu conselheiro ou ajudador? Ou devo deixar as dificuldades consumirem-me levando-me à morte por não confiar em ninguém.

A mulher de Suném (Sunamita) estava com um grande problema para ser resolvido e precisava de ajuda, precisava de um milagre, o seu filho tinha morrido e ela acreditava no milagre da ressurreição.

Creio que esse é o caminho para recebermos o milagre de Deus na nossas vidas, é acreditarmos em milagre e buscarmos aquele que pode operar o milagre.

 SINCERIDADE E TRANSPARÊNCIA

 O coração é terra que poucos conhecem. De fato, é muito fácil esconder um problema, uma dor, uma angústia, um medo, uma perda, é muito fácil dissimular para que outros não percebam; às vezes só os mais íntimos sabem que alguma coisa não está bem com a pessoa amada.

Quando se esconde uma dor ou uma luta no íntimo da alma e não se compartilha com ninguém, isso pode significar um coração endurecido, orgulhoso, temeroso, egocêntrico, desconfiado, incrédulo, inseguro.

Para que passemos incólumes sobre as muitas dificuldades que nos assaltam é necessário ser sincero, ser transparente. Identificar o problema e a sua causa, este é um bom princípio para a restauração e cura.

Sinceridade e verdade é uma exigência para os cristãos: “Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento da sinceridade e da verdade.” 1 Coríntios 5:8

Identificar o problema e pedir ajuda. “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face. Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; por isso lembro-me de Ti desde a terra do Jordão, e desde os hermonitas, desde o pequeno monte.” Salmos 42:5-6

Clamar por socorro é o segredo da vitória. “Pois estou aflito e necessitado, e o meu coração está ferido dentro de mim.” Salmos 109:22 “Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu. Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.” Salmo 142:6,7

“ Ouve o meu clamor, ó Deus; atenta para a minha oração. Desde os confins da terra eu clamo a ti, com o coração abatido; põe-me à salvo na rocha mais alta do que eu.” Salmos 61:1-2

 CONFISSÃO E CONSELHEIRO

 A confissão daquilo que está corroendo o nosso interior, traz a própria sobrevivência de toda uma vida, talvez seja a única forma de promover a salvação do nosso coração. Como bem expressou o salmista, enquanto ele ficava calado, a sua alma definhava, morria a cada dia. “Como é feliz aquele que tem as suas transgressões perdoadas e os seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia! Enquanto escondi os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer. Pois de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; minha força foi se esgotando como em tempo de seca. Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: “Confessarei as minhas transgressões ao Senhor”, e tu perdoaste a culpa do meu pecado.” Salmo 32:1-5

Confessar a dor e pecado produz liberdade, perdão e cura. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado. Pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado sempre me persegue. Contra ti, só contra ti, pequei e fiz o que tu reprovas, de modo que justa é a tua sentença e tens razão em condenar-me.” Salmo 51:1-4

Confessar e deixar alcança misericórdia. ” Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” Provérbios 28:13

 A quem procurar quando tiver alguma demanda ou necessidade?

 Se for uma ofensa contra outrem, procurar o ofendido para a reconciliação e perdão. “Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano.” Mateus 18:15-17

Se for um pecado, busque um bom conselheiro e confesse, e peça ajuda. “ Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.” Tiago 5:16

Se for um conselho, uma direção a tomar, um pedido a fazer, procure um bom conselheiro. “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca todos esperam a instrução na lei, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos.” Malaquias 2:7

Sobretudo Deus é o melhor conselheiro e o melhor confessor a quem devemos em primeiro lugar buscar ajuda, derramando perante ele nossas lamentações, fraquezas e pecados. “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6

Uma coisa que nunca devemos esquecer: Deus é misericordioso, conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. “Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem; pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.” Salmos 103:13-14

A Sunamita sabia que  a ajuda não vinha de Geasi, de fato, foi uma boa escolha, pois a dupla unção estava com Eliseu, o profeta que era cheio do Espírito Santo, as nossas escolhas determina o nosso sucesso.

O nosso coração deve estar aberto para aqueles que de fato podem ajudar verdadeiramente a trazer vida aonde há morte, ressuscitar a esperança, e projetos falidos, produzir alegria do reencontro.

Para que seja restituído das perdas da vida, despreze os conselhos e ajuda dos Geasis, busca ajuda onde há unção, onde produza milagres.

Diga a Deus como a Sunamita falou a Eliseu: “Mas a mãe do menino disse: “Juro pelo nome do Senhor e por tua vida que, se ficares, não irei”. Então ele foi com ela.” 2 Reis 4:30.

Em outras palavras, a sunamita quis dizer: “Em você está o milagre, e eu não te vou largar, tu tens a bênção para minha vida, a ressurreição para o meu filho, a salvação da minha casa. A alegria para a minha vida está no milagre que vem de ti, tu és o profeta de Deus para a minha vida!”


Seja qual for a luta que você passe, não deixe que ela te consuma, te mate, e nunca diga: Tudo bem, quando tudo está mal, busque ajuda em Deus, que te dará a vitória, e o milagre à sua vida e família.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Propósito de Deus para os Dons Espirituais

1 Coríntios 12.1-31
INTRODUÇÃO
“Ninguém imagine que só os seus dons sejam suficientes para a obra de Deus, e que ele, somente, possa realizar uma série de conferências, fazendo o trabalho com perfeição. Seus métodos podem ser bons, mas, não obstante, os diferentes talentos são essenciais. A opinião de um só homem não deve formular e estabelecer a obra de acordo com suas ideias particulares. A fim de ser estabelecida a obra, com firmeza e de modo simétrico, há a necessidade de vários dons e diferentes instrumentos, todos sob a direção do Senhor. Ele instruirá aos obreiros conforme suas várias habilidades. A cooperação e a unidade são essenciais na formação de um todo harmonioso, cada obreiro fazendo o trabalho que Deus designou ocupando seu devido lugar e suprindo a deficiência de outro. Quando um obreiro fica trabalhando só, há o perigo de ele pensar que seu talento é suficiente para formar um todo completo.”  Evangelismo, 104

A dinâmica dos dons espirituais é um dos recursos mais poderosos que Deus providenciou para que a igreja tivesse um crescimento saudável. Hoje há ensinamentos bem divergentes sobre os dons: os que consideram que os dons cessaram, os ignorantes, os medrosos e os que advogam a contemporaneidade de todos os dons. Mas vejamos o que a palavra de Deus ensina.
A NATUREZA DOS DONS ESPIRITUAIS- VS. 1-12
Há alguns estudiosos que defendem a cessação dos dons espirituais. Segundo esses estudiosos, os dons foram apenas para os tempos apostólicos. Contudo, não temos provas bíblicas, teológicas e históricas consistentes para provarmos essa posição (1 Coríntios 13.10). Ao contrário, o que temos visto é que os dons do Espírito são atuais e tem se manifestado em sua Igreja.
A questão essencial é definirmos qual deve ser a nossa atitude em relação aos dons. A igreja de Corinto tinha todos os dons (1.7). Nem por isso era uma igreja perfeita. Alguns até começaram a usar seus dons sem o fruto do amor.
Paulo exorta que os crentes não devem ser ignorantes com respeito aos dons espirituais (12.1). É de extrema importância que os crentes descubram, desenvolvam e usem os dons recebidos de Deus para a edificação da igreja.
Os dons têm um tríplice aspecto: São “charismata”, “diakonia” e “energémata” = dons, ministérios e obras. Com isso, Paulo fala sobre: Origem dos dons; o modo como atuam; a finalidade dos dons. Quanto à origem dos dons, eles são “charismata”, manifestação concreta de “charis” graça divina. A graça de Deus é a origem de todo dom. A origem dos dons nunca está no homem, mas na graça de Deus. É errado os crentes quererem distribuir os dons.
Quanto ao seu modo de atuar, eles são “diakonia”, prontidão para servir. É concentrar não em mim mesmo, mas no outro. É buscar a edificação do meu próximo. A finalidade do dom é a realização de alguma obra concreta, uma ajuda a alguém, a edificação da comunidade.
1.1. O propósito divino para os dons – v. 7
Os dons são dados a cada membro do corpo – “A manifestação do Espírito é concedida a cada um”. Os dons são dados visando um fim proveitoso, ou seja, a edificação da igreja.
1.2. A variedade dos dons – vs. 8-10
Paulo oferece cinco listas de dons espirituais: Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10; 12.28; 14; Ef 4.11-13. Não há crente sem dom nem crente com todos os dons (12.29-31). Assim como não há membro auto-suficiente no corpo nem membro sem função. Alguns estudiosos classificaram os dons registrados em 1 Coríntios 12 como dons de pregação, dons de sinais e dons de serviço.
1.3. A soberania do Espírito na distribuição dos dons – v. 11
O Espírito Santo distribui os dons a cada um, ou seja, não existe membro do corpo de Cristo sem pelo menos um dom espiritual. O Espírito Santo é livre e soberano na distribuição dos dons. No texto temos quatro verbos chaves que ilustram essa soberania: no verso 11, Deus distribui; no verso 18, Deus dispõe; no verso 24, Deus coordena, e no verso 28 Deus estabelece. Do começo ao fim Deus está no controle.
A IGREJA É UM CORPO – VS. 12-31
A igreja é comparada com uma família, um exército, um templo, uma noiva. Mas a figura predileta de Paulo para descrever a igreja é como um corpo. O apóstolo Paulo destaca três grandes verdades aqui:
2.1. A unidade do Corpo – vs. 12-13
Paulo diz que nós confessamos o mesmo Senhor (12.1-3), dependemos do mesmo Deus (12.4-6), ministramos no mesmo corpo (12.7-11) e experimentamos o mesmo batismo (12.12-13).
Dois fatores mantêm a unidade do corpo de Cristo:
2.1.1. O Sangue
Pode ser difícil estabelecer a unidade entre os meus pés, as minhas mãos e os meus rins. Mas o mesmo sangue alimenta estes membros e todos os outros. O sangue fornece vida aos membros e se impedirmos o sangue de chegar a alguns deles, esses morrerão rapidamente. No sentido espiritual, o sangue de Cristo é o elemento que unifica o Seu corpo. Ninguém faz parte da igreja sem se ter apropriado primeiro da expiação, dos benefícios da morte de Cristo e do seu sangue derramado.
2.1.2. O Espírito
Nunca descobriremos o espírito ou a alma de uma pessoa em algum de seus órgãos, membros ou glândulas. Em certo sentido, o espírito está em todos os membros do corpo. Em relação à igreja a Bíblia diz: “em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo” (12.13). Um membro do corpo pode ser mais cheio do que outro membro, mas nenhum membro está sem o Espírito. Ser batizado pelo Espírito significa que pertencemos ao Corpo de Cristo. Ser cheio do Espírito significa que nossos corpos pertencem a Cristo.
A unidade da igreja não é eclesiástica nem denominacional, nem organizacional, mas espiritual. Não há unidade fora da verdade. O ecumenismo é uma conspiração ao ensino bíblico. O verdadeiro corpo de Cristo nem sempre coincide com o rol de membros das igrejas.
2.2. A diversidade do Corpo – vs. 14-20
O corpo precisa ter uma grande diversidade de membros para que funcione bem (12.14). O corpo precisa das diversas funções dos membros para sobreviver (12.15-19). Ilustração: Meu olho faz um trabalho bom ao focalizar uma manga apetitosa. Mas para que a manga me alimente eu preciso de outros órgãos: Da mão para pegar a manga; da boca para morder um pedaço; dos dentes para mastigá-la; da língua para movimentá-la na boca; da garganta para engolir; do estômago para digerir; do fígado para acrescentar a bílis.
Nenhum membro do corpo pode desempenhar as funções sem os outros membros. Não há cristão isolado. Vivemos no corpo. Ilustração: Se eu cortasse minha mão e a colocasse numa cadeira no outro lado da sala, ela ainda seria minha mão, mas não teria mais utilidade porque estaria separada dos outros membros do corpo.
2.3. A mutualidade do Corpo – vs. 21-31.
Com respeito à mutualidade Paulo nos ensina algumas lições:
2.3.1. O perigo do complexo de inferioridade-vs. 15-16. Ficar ressentido por não ter este ou aquele dom espiritual é imaturidade espiritual. É culpar a Deus de falta de sabedoria. Devemos exercer nosso papel no corpo com alegria e com fidelidade. Nenhum membro da igreja deveria se comparar nem se contrastar com qualquer outro membro. Somos únicos e singulares para Deus.
2.3.2. O perigo do complexo de superioridade-vs. 21-24. Nenhum membro da igreja pode envaidecer-se pelos dons que recebeu. Não há espaço para orgulho no meio da igreja de Deus (1 Co 4.7).
2.3.3. A necessidade da mútua cooperação – v. 25. Os dons são dados não para competição nem para demonstração de uma pretensa espiritualidade. O dom tem como objetivo a mútua cooperação. Assim cada membro deve ajudar ao outro com o espírito sincero de servir.
2.3.4. A necessidade da empatia na alegria e na tristeza – v. 26. Não estamos competindo, não disputando quem é o melhor, o mais talentoso, o mais dotado, o mais espiritual. Somos uma família. Somos um corpo. Devemos celebrar as vitórias uns dos outros e chorar as tristezas uns dos outros. Às vezes é mais fácil chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram.
2.3.5. A necessidade de compreender que não é completa em nós mesmos e que precisamos dos outros membros do corpo – vs. 27-31. O corpo é uno, os membros são diversos, e por isso, eles precisam cooperar uns com os outros para o bem comum. Assim também é na igreja. Não somos auto-suficientes. Dependemos uns dos outros.
A igreja precisa conhecer os seus dons e usá-los corretamente. O dom é para a edificação e crescimento da igreja e não para orgulho pessoal ou divisão na igreja.
Que todos nós saibamos usar os dons que Deus nos tem concedido com amor, e desejo sincero de servir a sua obra.
“A igreja de Deus é o recinto de vida santa, plena de variados dons e dotada com o Espírito Santo. Os membros devem encontrar sua felicidade na felicidade daqueles a quem ajudam e abençoam.” Atos Apóstolos, 12

“Chegamos agora aos últimos dias da obra da mensagem do terceiro anjo, quando Satanás operará com crescente poder porque sabe que seu tempo é curto. Ao mesmo tempo, nos advirão, por meio dos dons do Espírito Santo, diversidades de operações no derramamento do Espírito. Este é o tempo da chuva serôdia.” Carta 230, 1908. ME.3, 83


José Carlos Costa, pastor

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

23 Fatores Que Influenciam o Crescimento da Igreja

23 Fatores Que Influenciam o Crescimento da Igreja

Baseada no rápido crescimento da igreja cristã na China, esta lista foi formada com 23 fatores que influenciaram a experiência por lá. O maior valor talvez esteja na reflexão sobre como estes fatores podem estar influenciando a pregação do evangelho em outros lugares.
 
1. A rápida mudança na sociedade gerou ansiedade por mudança espiritual.
 
2. Oposição e perseguição pelo governo.
 
3. Coragem apesar  da ameaça de perseguição.
 
4. Amor uns pelos outros.
 
5. Novos crentes eram batizados logo após a sua conversão.

6. Conversos locais eram colocados em posições de liderança do começo.

7. Múltiplos líderes eram sempre estabelecidos.

8. Liderança leiga não-remunerada era usada nas igrejas.

9. Crescimento e "frutificação" eram esperados dos novos conversos.

10. Reprodução espiritual era esperada.

11. Igrejas necessitavam multiplicação.

12. A maioria das igrejas não tinha a oppção de usar um prédio exclusivo para a igreja.

13. A música tornou-se uma forte influência e encorajamento.

4. Reproducibilidade era enfatizada.

15. Conversos em todos os níveis eram responsáveis por aplicar o que haviam aprendido.

16. Visão e responsabilidade em relação à Grande Comissão eram ensinados em todos os níveis da igreja.

17. Responsabilidade era praticada em todos os níveis.

18. Consicência entre plantadores de igrejas e treinadores de que sua identidade, métodos, padrões e atitudes seriam imitados pelos novos conversos.

19. Modelo de plantio de congregações interculturais sensível à língua local. 

20. Evitar a impressão de que o Cristianismo é uma religião ocidental.

21. Baixos níveis de escolaridade eram levados em consideração.

22. Oração específica pelo grupo e pela sua evangelização.

23. Era uma obra divina.


Leia as descrições de cada fator.

ChurchLeaders.com
23 Contributors to Rapid Church Growth by Dave DeVries

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Experiência do Arrependimento

Um nome igualmente apropriado para esta parábola dos Dois Filhos seria “A Parábola do Arrependimento”, porque é nela que temos o ensino e registo mais claro do ponto de vista de Cristo sobre este assunto tão importante.

I. O ARREPENDIMENTO É A PRIMEIRA E UMA DAS MAIS IMPORTANTE VERDADES DO NOVO TESTAMENTO:
A. Foi o teor da mensagem de João Batista: Mc 1:4;
B. Foi mencionado na primeira mensagem de Cristo; Mc 1:14-15;
C. Jesus enviou seus discípulos a pregar e o que eles pregaram? Mc 6:12;
D. Examinando o livro de Atos, a primeira pregação da Igreja de Cristo, Pedro pede aos ouvintes que se arrependessem; Atos 2:38;
E. Paulo, outro grande pregador da igreja primitiva, ressalta aos Atenienses idólatras: Atos 17:30;
F. O arrependimento era básico na mensagem primitiva;

II. O ARREPENDIMENTO É O PONTO DE PARTIDA PELO QUAL TODOS QUE ENTRAM NO REINO DOS CÉUS PRECISAM CHEGAR A ENTENDE-LO:
A. Jesus deixa claro que todos os fariseus, sacerdotes e anciãos precisavam de arrepender-se da mesma forma que os publicanos e as meretrizes;
B. Essa é uma verdade fundamental e vital. Não é um desses pontos que admita variações de pensamentos;
C. Paulo pregava que não havia nenhum justo capaz de fugir dessa realidade; Rm 3:10-19;
D. Professar uma religião ou ter sido criado num ambiente religioso não faz a diferença;
E.  O fato do filho mais novo ter dito sim ao pai não faz diferença. Ele não obedeceu;
F. Podemos dizer com segurança que o templo da salvação começa no arrependimento;

III. JESUS DÁ GRANDE IMPORTANCIA E REALÇA MEMSO QUE O QUE CONDENA OS HOMENS É O FATO DE NÃO SE ARREPENDEREM:
A.  Mateus 21:32; Foi o caso dos fariseus mencionados nesta parábola;
B. Ai de ti Cafarnaum… Luc. 10:13;

IV. A FALTA DE ENTENDIMENTO SOBRE A IMPORTÂNCIA DO ARREPENDIMENTO É A CAUSA DE MUITOS PROBLEMAS ENCONTRADOS DENTRO DO CRISTIANISMO NOMINAL:
A. A fraqueza das igrejas;
B. A Falta de um testemunho forte e corajoso;
C. A confusão das massas que mal sabem o que é ser cristão, ou o que é uma igreja;
D. Elas não entendem que para ser cristão é preciso haver uma transformação interna, operado pelo Espírito Santo, a qual, transforma-o interna e externamente;

V.  O ARREPENDIMENTO EM ALGUM ENSINOS ILUSTRES DO SENHOR JESUS:
A. Na parábola do filho pródigo encontramos o momento em que ele se arrependeu, e nada é mais comovente do que a palavras que Jesus usou para descrevê-la: “E tornando em si…”
B. Na parábola do fariseu e do publicano. Toda a oração do publicano é um ato notável de um homem arrependido dos seus pecados e que precisa de ajuda;
C. As pessoas perdoadas por Cristo eram pessoas penitentes;

VI. O QUE É O ARREPENDIMENTO – FORMA SIMPLIFICADA:
A. Primeiro: Admitiu o seu erro: a si mesmo; a quem de direito; a Deus; ao mundo;
Êx. O filho pródigo: “Caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão e eu aqui pereço de fome?” Luc. 15:17 por outras palavras: “Que loucura é esta que eu fiz em recusar de viver com o meu Pai e achar que este mundo era melhor que sua casa?
B. Segundo: Sentiu vergonha do que fez, achando-se indigno de receber o perdão;
“Pai, pequei contra o céu, e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros…” Lc 15:18-19;
C. Terceiro: Provou e confirmou o seu arrependimento, fazendo aquilo que de princípio se tinha recusado a fazer; “E levantando-se foi para seu pai” Lc 15:20;
Estes três passos podem ser vistos na vida do primeiro filho. Ele ficou com o coração constrangido em não obedecer a seu pai, admitiu o erro a si próprio, e foi para o trabalho humilhado;

VII. O TERCEIRO PASSO É O MAIS DIFÍCIL
A. É nesse ponto que muitos chegam e desistem. Assumem o erro, envergonham-se mas tem medo de assumir publicamente que “realmente mudou” com as suas atitudes;

B. O Jovem Rico é um bom exemplo de como ele foi bem até este ponto;

VIII. A QUEM É CONCEDIDO O ARREPENDIMENTO?
A. Na parábola não fala de religiosos e os beatos;
B. A parábola usa os termos “publicanos” e “meretrizes”;
C. Os publicanos eram a pior espécie de homens entre os judeus:
Tidos como ladrões por defraudarem o povo;
Tidos como carrascos por ordenar a prisão dos que não conseguiam pagar os impostos;
Tidos como traidores da pátria. Cobravam impostos para César e não para um rei judeu;
Tidos como os mais indignos de entrarem no reino dos céus;
D. As meretrizes eram a pior espécie entre as mulheres;
A Lei mandava apedrejá-las;
Sinónimo de imoralidade eram tidas como “um nojo” para a sociedade;
Até hoje ser identificada como meretriz é por si uma ofensa à família;
E. Porque Jesus usou dois exemplos tão vis:
Primeiro: Mostrar que para Deus a condição do homem está nivelada em “pecadores”; Romanos 3:23;
Segundo: Que a morte de Cristo é suficiente para tirar os mais vis pecados; 1 Co 6:20;
Terceiro: Que meretrizes e publicanos são capazes de chegar ao arrependimento quando muitos beatos não o são; João 1:1; e Mat. 21:32;

IX.  MAS TEMOS AINDA UM ÚLTIMO ENSINAMENTO NESTA PARÁBOLA: ESTÁ NA PALAVRA “DEPOIS”
A. Ela expressa ao mesmo tempo a misericórdia e o amor de Deus;
B. Que seria desse primeiro filho sem esta palavra. No começo negou-se a ir, mas “depois”, sem depois ele foi;
C. Que seria de Paulo se não houvesse essa palavra após aquele dia que ele segurou as vestes dos assassinos de Estêvão; Após ter perseguido a Igreja de Cristo; Graças a Deus temos essa palavra;
D. Quantos já recusaram servir a Deus como a Bíblia ensina e então houve uma oportunidade, às vezes nem sabemos bem explicar o que aconteceu mas veio a palavra “depois”;

E. Você pode um dia dizer: “Por muitos anos eu recusei aceitar o evangelho e entregar a minha vida a Jesus. Mas “depois”, num dia 13 de Dezembro, dia de azar para muitos, e sorte para mim, ouvi a Palavra da Salvação e entreguei-me ao meu Mestre e Senhor Jesus Cristo.