terça-feira, 1 de outubro de 2013

Reação em Cadeia

Partilhar a fé por meio do relacionamento sempre foi e ainda é a maneira mais efetiva de disseminar o evangelho.Logo no início do meu pastorado, conheci o poder do evangelismo relacional. A experiência ocorreu na primeira igreja que pastoreei, assim que saí do seminário. No mês de julho daquele ano, Jane veio da Califórnia para visitar sua irmã Laura, em nossa cidade. Antes de voltar para a Califórnia, ela me pediu que visitasse a irmã, pois havia percebdo que ela era receptiva ao evangelho. De fato, Laura se tornou a interessada ideal.

Certo dia, fui com Sally visitar Laura. Imediatamente, começamos dois estudos bíblicos. Sally estudavacom Laura e sua filha Kim, no pavimento superior da casa. Enquanto isso, no inferior, eu estudava com a outra filha, Sue, e o esposo dela, Ty. Laura e Kim foram batizadas em menos de dois meses. Mesmo durante os estudos, elas tinham começado a partilhar Jesus com o filho, Charles, que foi batizado meses depois do batismo da mãe e da irmã.
Depois, Laura iniciou um pequeno grupo em sua casa e convidou uma vizinha, Dee. Algumas reuniões depois, Dee convidou o esposo, Ken, e umas duas semanas mais tarde, convidou Terry. Os três foram batizados seis meses depois de Laura. Enquanto Laura e Dee partilhavam a fé, Sue e Ty convidaram os amigos Jerry e Edger para estudar a Bíblia. Todos eles foram batizados cerca de um ano depois.
Esse é o poder do relacionamento. É isso o que a Bíblia chama de “evangelismo oikos”, que é mais bem traduzido como evangelismo doméstico, de amizade, ou em cadeia. Esse é o poder do convite; o poder de partilhar a fé com nossos filhos, amigos, familiares, vizinhos e colegas de trabalho.
Imagine o que acontecerá quando alguém partilhar a fé com familiares e amigos! Sei que o mundo será um lugar melhor, por causa de nossa fidelidade em levar a sério a aventura de testemunhar. Imagine filhos, filhas, mães e pais no reino de Deus, alegrando-se com Jesus por toda a eternidade, porque alguém levou a sério a missão! Imagine alguém se aproximando de você e dizendo: “Estou aqui por sua causa!”
O que aconteceu com Sally, Laura e eu foi a demonstração do modelo bíblico de partilhar o evangelho. A Bíblia está cheia de relatos de pessoas levando seus queridos a Jesus. O Evangelho de João fala da história de André, um dos primeiros discípulos, levando seu irmão Pedro a Jesus (Jo 1:41). Então, no mesmo capítulo, lemos sobre Filipe encontrando seu amigo Natanael, e lhe apresentando o evangelho que o levou a se tornar também seguidor do Messias. Leia o relato: “Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)… Filipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José” (Jo 1:41, 45).
Essa história é repetida nos evangelhos e no livro de Atos. Quando Paulo e Silas foram libertados da prisão em Filipos, eles transmitiram a Palavra de Deus ao carcereiro e a todos de sua casa. O resultado foi que naquele mesmo instante o carcereiro lavou as feridas dos dois prisioneiros, aceitou Cristo e toda a família foi batizada. Levando-os para casa, comeram e se alegraram, tendo crido em Deus (At 16:30-34). Tendo recebido o evangelho que lhe foi apresentado por Paulo e Silas, o carcereiro foi compelido a partilhá-lo com seus queridos. O evangelho é uma boa-nova tão maravilhosa que deve ser partilhada. Quando compreendemos isso, os obstáculos pouco representam; quando experimentamos a alegria da salvação, nossa tendência natural é partilhá-la com os que estão mais perto de nós.
Notemos como Jesus usou os princípios do “evangelismo oikos”. Depois de ter curado o endemoninhado, disse-lhe: “Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti” (Mc 5:19). Ele sabia que o testemunho mais efetivo é a demonstração natural de uma vida transformada àqueles a quem amamos e em quem confiamos.
Em outra ocasião, Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado em frente à coletoria de impostos, o convidou para segui-Lo e Levi prontamente O atendeu. Aqui está algo interessante: ao convidar Jesus para jantar em sua casa, Levi também convidou outros coletores para que ouvissem Jesus. O resultado foi que muitos daqueles se tornaram seguidores do Mestre (Mc 2:14, 15). Quando Jesus curou o filho do oficial do rei, este e toda a sua casa creram (Jo 4:53).
Quando uma vida é afetada pela vida de Jesus, essa vida e a dos que lhe estão próximos é transformada. Quando as pessoas veem como Jesus transformou nossa vida, a de nossos familiares, amigos e de todos os que fazem parte do nosso círculo de influência, observarão a mudança e também desejarão experimentá-la. Esse desejo as fará buscar a transformação e nos dará oportunidade de partilhar o evangelho.
Essa maneira natural de partilhar Jesus com familiares e amigos é chamada oikos, ou cadeia de relacionamentos. Oikos é efetivo porque é natural e opera sob dois grandes pressupostos. O primeiro é que, quando experimentamos Jesus e Sua alegria, seremos compelidos a partilhá-Lo. Segundo, quando nossos queridos virem nossa transformação, também a buscarão e se tornarão mais inclinados a experimentá-la. Tudo isso é feito de modo muito natural e em um ambiente de amor e aceitação.
Na Bíblia
Partilhar a fé através do relacionamento foi e ainda é a maneira mais efetiva de disseminar o evangelho. No Antigo Testamento, Deus pretendia que Israel fosse o agente proclamador de Sua salvação para o mundo. Israel devia ser a luz através da qual o mundo seria abençoado. O impacto planejado por Deus para ser exercido por Israelnão seria cumprido por uma personalidade carismática, mas pela influência de uma família amorosa. “Lá, comereis perante o Senhor, vosso Deus, e vos alegrarei em tudo o que fizerdes, vós e as vossas casas, no que vos tiver abençoado o Senhor, vosso Deus” (Dt 12:7).
O Senhor nos criou para vivermos em comunidade, porque necessitamos uns dos outros. Ele deseja que essa comunidade de crentes faça diferença no mundo, partilhando a fé e o amor.
No Novo Testamento, temos algumas indicações que o relacionamento é o método preferido por Deus para pregar o evangelho. A encarnação é a grande prova disso. Jesus veio ao mundo como ser humano, vivendo, ensinando e morrendo como um de nós. Da leitura do Novo Testamento, especialmente nos evangelhos e no livro de Atos, também está claro que o relacionamento desempenha importante papel no ato de conduzir pessoas a Jesus.
Método mais efetivo
Pesquisas mostram que a maioria das pessoas aceita Cristo e se une à igreja através do relacionamento. Esse método não é importante apenas para levar pessoas ao Senhor, mas em conservá-las na igreja. Necessitamos de um grupo de apoio que nos anime, ore por nós e se comprometa conosco no sentido de promover um ambiente de crescimento, saúde e vitalidade espiritual.
De acordo com Win Arn, a menos que o novo crente conquiste entre sete e onze amigos nos primeiros seis meses, após a conversão, a possibilidade de ele deixar a igreja é muito grande. Mas, aqueles que desenvolvem um mínimo de sete relacionamentos e se sentem à vontade na igreja têm grande possibilidade de permanecer. De fato, ele diz que, entre aqueles que desenvolvem mais de onze amigos, o percentual de permanência na igreja é de quase 100%.Dessas conclusões, está claro que, quanto mais amigos o novo converso tiver, maior será a probabilidade de que ele permaneça na igreja.
Aqui estão algumas importantes razões pelas quais oikos é o modo mais efetivo de partilhar o evangelho:2
Ambiente natural para testemunhar. Para Laura, Dee, Sue e Ty, foi muito natural partilhar a fé com amigos e parentes. Eles estavam sempre juntos, em refeições ou momentos de lazer. Portanto, era natural partilhar mutuamente o amor de Deus. André levou Pedro a Cristo. Temos o privilégio de conduzir nossos irmãos, pais, filhos, amigos e vizinhos a Cristo.
Receptividade dos membros. Constantemente, ouço que somos mais efetivos com estranhos do que com nossa própria família. Isso não é verdade. A Bíblia está cheia de exemplos de familiares que levaram outros familiares a Jesus. Além de André e Pedro, temos Filipe apresentando Natanael a Cristo. O carcereiro de Filipos levando toda a sua casa a Jesus, e a lista continua. Quando as pessoas ao nosso redor percebem nossa transformação, elas serão atraídas ao Deus a quem adoramos.
Testemunho sem pressões. Como podemos ver nos exemplos citados, não existe pressão para batizar alguém em pouco tempo. Há um processo natural que toma lugar, com o passar do tempo, num contexto de amor e aceitação.
Apoio ao neófito. A maior razão pela qual as pessoas deixam a igreja é que não encontram um grupo de apoio para orar em favor delas, discipulá-las e animá-las constantemente. Porém, quando são levadas ao Senhor por um amigo confiável, elas já têm, nesse amigo, um pastor.
Melhor assimilação do neófito na igreja. O evangelismo oikos é um meio de assimilar as pessoas na vida da igreja. Todos os eruditos em crescimento de igreja concordam em que a assimilação é uma das tarefas mais difíceis do evangelismo. Sempre necessitamos de um grupo de aceitação na igreja. No caso do evangelismo oikos, isso acontece naturalmente. Chegamos ao Senhor e nEle permanecemos, através de relacionamentos. Semelhantemente, somos discipulados, animados e nutridos por meio de relacionamentos.
Alcance de toda a família. Vemos isso na Bíblia. Quando alguém aceita Jesus Cristo como Salvador e Senhor, frequentemente, essa pessoa acaba conquistando toda a família. Isso também foi verdade no exemplo de Laura e Sally. Evangelismo oikos é muito poderoso; é capaz de levar famílias inteiras a Jesus.
Ampliação das fontes de contatos. Esse tipo de evangelismo é uma espécie de reação em cadeia, cuja influência e efetividade não têm limites. Em uma reunião evangelística que dirigi, recebemos Sandra com sua filha de sete anos. Ela conhecia pouca coisa sobre a Bíblia e o cristianismo. Mas, o Espírito Santo a impressionou para ir à reunião e ela gostou do que ouviu. No fim da campanha, Sandra pediu o batismo. Sempre tive o hábito de providenciar um convite especial para que os batizandos entregassem a familiares e amigos. Aliás, o batismo é uma oportunidade evangelística. Quem vai assisti-lo pode se tornar um interessado com quem a igreja pode trabalhar.
Sandra levou 50 convites, e um dos convidados era seu pai. Ele tinha pouco interesse no cristianismo, mas aceitou ir ao batismo em apoio à filha. Depois da programação, realizamos um encontro de confraternização, e o pai de Sandra se sentou ao lado de um piedoso membro de nossa igreja. Ambos conversaram muito, fizeram amizade, descobriram que a pescaria era um hobby comum aos dois e combinaram pescar juntos no domingo seguinte. Três meses depois, tive o privilégio de batizar o pai de Sandra. O evangelismo oikos aumenta a possibilidade de contatos com futuros novos crentes.
Referências:
Charles Win Arn, The Master’s Plan for Making Disciples (Pasadena, CA: Church Growth, 1982), p. 43.
_____________, How th Reach the Unchurched Families in Your Community (Monrovia, CA: Church Growth, s/d) p. 45-53.
S. Joseph Kidder – Professor no Seminário Teológico da Universidade Andrews. 

sábado, 28 de setembro de 2013

ENVOLVA-ME, PARA QUE EU ENTENDA

(Evangelismo só existe onde existe comunicação. A comunicação existe somente quando existe envolvimento)


Comunicação é envolvimento
A impressão que temos das pessoas que não conhecemos é a de que elas são diferentes, às vezes ameaçadoras. Mas à medida que nos tornamos conhecidos e familiarizados com elas, ficamos espantados ao descobrir que eles tem os mesmos temores e dificuldades no relacionamento com o que não conhecem. Desconhecidos tornam-se amigos através de um crescente e permanente envolvimento. Um viajante afirma: “O difícil acesso às pessoas do Oriente é, creio eu, um mito ... O habitante comum dessa região é incompreendido somente às pessoas que nunca se preocuparam em ter alguma coisa em comum com ele” (Dame Freya Stark, The Journey’s Echo, 26).

Aqueles a quem fomos ensinados a não gostar ou mesmo odiar, são mudados à nossa vista para “pessoas boas” quando compartilhamos as mesmas atividades. A cada quatro anos, nos Jogos Olímpicos, os atletas amam conhecer competidores de nações que normalmente são consideradas “inimigas”. Um ator árabe, num

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Movimento Leigo – Motivação Genuína

Motivação é o ímpeto que leva o ser humano ao movimento.[i] É aquela força interna que o faz fazer o que ele faz.[ii] É uma mescla entre razão e emoção que se concentram para alcançar algo.


Quem conhece os motivos do coração humano? Parece que numa quantidade considerável das vezes, nem nós mesmos sabemos o que nos move. (cf. Jr. 17:9)

As nossas escolhas são fortemente influenciadas pelo nosso sistema de valores e maneira como vemos o mundo – a nossa mundivisão.[iii] Aquilo que vamos elegendo como sendo mais importante, é o que mais vai nos motivar. Exemplo:se um jovem finalmente conseguiu comprar aquele carro dos sonhos, aquele que ele sempre quis, é bem provável que polir o carro, repará-lo, instalar os acessórios desejados, colocá-lo na conformação sonhada será a sua maior motivação. Essa é paixão do seu coração, e é ali que ele vai colocar todo o empenho, finanças e tempo – naquilo que em seu sistema de valores (emocional ou racional) ele elegeu como sendo mais importante. Se no momento em que ele estiver cuidando do seu carro alguém o convidar para ir à igreja, ele provavelmente vai preferir ficar cuidando do carro.
Sistema de valores baseado nas emoções X sistema de valores baseado em escolhas racionais
A maior parte da população faz escolhas construídas nos seus gostos pessoais ou nas emoções do momento.[iv] As consequências geralmente são catastróficas. No calor da paixão, no impulso movido pelos gostos pessoais, não se faz boas decisões – a motivação não foi checada pela razão. Não houve tempo de se avaliar as consequências e o efeito que esta escolha terá sobre quem a faz ou sobre pessoas que serão afetadas por essa escolha.
Os valores construídos sobre emoções, são valores mais vacilantes e menos duradouros.[v]
Por outro lado, os valores construídos sobre convicções racionais que surgiram do estudo da Bíblia, fortalecidos pela oração e consolidados pelo estudo do Espírito de Profecia, são robustos e movimentam a vida fundamentados em princípios inspirados.[vi] Esse sistema de valores procedente da Palavra, fornece uma motivação individual consistente, duradoura.
Quando a pessoa está diante da escolha de se deixar motivar por apelos superficiais emocionais, ou ser fiel

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sinais de Depressão


Sinais de Depressão – A Importância dos sinais de depressão podem ser misteriosos porque geralmente podem ser confundidos com características gerais da natureza humana. Os sintomas da depressão podem incluir comportamento desequilibrado ou características que não são consideradas normais. Esses sintomas são reconhecidos por profissionais, mas há muitas outras indicações que passam por despercebidas. Se você tem qualquer dúvida ou preocupação sobre os sintomas de depressão, por favor procure ajuda imediatamente para um diagnóstico próprio. Há muitos tipos de desequilíbrio químico que necessitam de tratamento. 

Sinais de Depressão – Sinais de aviso os sinais de depressão podem ser difíceis de reconhecer. Amigos, família e conhecidos podem achar que "é só o jeito dele/dela". Eles podem não notar os sinais de advertência mais sérios de depressão. Cada pessoa é diferente e foi criada por Deus de uma forma especial, então nenhuma lista de sintomas serve para todo mundo. No entanto, encontre a seguir uma lista de sintomas que podem indicar uma possível depressão:
Cansaço – apesar de dormir o suficiente, ter uma boa dieta e fazer bastante exercício físico, a pessoa ainda pode se sentir exausta regularmente.
Mudanças de humor – uma pessoa pode estar feliz em um momento e então triste ou irritada logo após.
Dificuldade de encarar a rotina diária – a rotina de acordar, ir ao trabalho e vir para casa pode não ter qualquer valor. A pessoa que está deprimida pode se sentir como se não fosse importante, que seu trabalho não importa, que a vida não importa. Há um grande sentimento de falta de esperança. Depressão geralmente é iniciada por uma tragédia, tal como: a morte de um ente querido, um divórcio, dieta, drogas, álcool, etc.
Sinais de Depressão – Rumo à Cura Quando vemos sinais de depressão, o que podemos fazer? Primeiro, precisamos aceitar o fato. Segundo, precisamos compreender que não deve haver nenhuma vergonha associada com depressão. Talvez a única vergonha seja ignorar o problema e deixar com que continue afetando a você e aos seus entes queridos. Terceiro, reconheça que você não está sozinho. Outras pessoas