quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Chamados para ser testemunhas

Chamados para ser testemunhas

Em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incidiu a maravilhosa luz da Palavra de Deus. Foram incumbidos de uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção. {T9 19.1}

As mais solenes verdades já confiadas a mortais nos foram dadas para as proclamarmos ao mundo. A proclamação dessas verdades deve ser nossa obra. O mundo precisa ser advertido, e o povo de Deus deve ser fiel à missão que lhe foi confiada. Não se deve empenhar em especulações, nem entrar em empresas comerciais com incrédulos; pois isso dificultará realizar a obra que Deus lhe confiou. {T9 19.2}

De Seu povo, diz Cristo: “Vós sois a luz do mundo.” Mateus 5:14. Não é questão de pouca importância o termos recebido, por revelação, tão claramente os conselhos e planos de Deus. Admirável privilégio é ser capaz de compreender a vontade de Deus tal como é revelada na segura palavra dos profetas. Isso põe sobre nós pesada responsabilidade. Deus espera que comuniquemos aos outros o conhecimento que nos deu. É Seu propósito que as forças divinas e humanas se unam na proclamação da mensagem de advertência. {T9 19.3}

Na extensão em que alcançam as suas oportunidades, todos os que receberam a luz da verdade estão sob a mesma responsabilidade que pesava sobre o profeta de Israel, ao qual veio a palavra: “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da Minha boca e lha anunciarás da Minha parte. Se Eu disser ao ímpio: ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para desviar o ímpio do seu caminho, morrerá o ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue Eu o demandarei da tua mão. Mas, quando tu tiveres falado para desviar o ímpio do seu caminho, para que se converta dele, e ele se não converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.” Ezequiel 33:7-9{T9 19.4}

Deveremos esperar até que se cumpram as profecias do fim, antes de dizermos alguma coisa a seu respeito? Que valor terão nossas palavras então? Deveremos esperar até que os juízos de Deus caiam sobre o transgressor antes que lhe digamos como evitá-los? Onde está nossa fé na Palavra de Deus? Teremos que ver as coisas preditas se realizarem, antes que acreditemos no que Ele diz? Em raios claros e distintos tem-nos vindo iluminação, mostrando-nos que o grande dia do Senhor está bem perto, “próximo, às portas”. Leiamos e compreendamos antes de ser tarde demais. {T9 20.1}

Devemos ser consagrados condutos através dos quais a vida celestial flua para outros. O Espírito Santo deve animar e encher toda a igreja, purificando e unindo os corações. Os que foram sepultados com Cristo no batismo devem erguer-se para novidade de vida, dando uma demonstração viva da vida de Cristo. Sobre nós está colocado um sagrado encargo. Foi-nos dada a comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” Mateus 28:19, 20. Fomos consagrados para a obra de tornar conhecido o evangelho da salvação. A perfeição celestial deve ser o nosso poder. {T9 20.2}

Vida santa
Não é somente pregando a verdade, ou distribuindo literatura, que seremos testemunhas de Deus. Lembremo-nos de que uma vida semelhante à de Cristo é o mais poderoso argumento que pode ser apresentado em favor do cristianismo, e que o cristão que não é fiel à sua profissão causa mais dano ao mundo do que um mundano. Nem todos os livros escritos poderiam substituir uma vida santa. Os homens acreditarão, não no que o ministro prega, mas no que a igreja pratica em sua vida. Freqüentemente a influência do sermão pregado do púlpito é anulada pelo sermão vivido pelos que professam ser partidários da verdade. {T9 21.1}

É desígnio de Deus que Seu povo O glorifique perante o mundo. Ele espera que aqueles que usam o nome de Cristo O representem em pensamento, palavra e ação. Seus pensamentos devem ser puros, e nobres as suas palavras, de molde a elevar e conduzir os que os cercam para mais perto do Salvador. Tudo quanto fazem e dizem deve achar-se impregnado da religião de Cristo. Até suas transações comerciais precisam exalar a fragrância da presença de Deus. {T9 21.2}

O pecado é coisa odiosa. Manchou a beleza moral de grande número de anjos. Penetrou em nosso mundo, quase obliterando a imagem moral de Deus no homem. Mas por Seu grande amor, Deus proveu um meio pelo qual o homem pudesse reaver a posição de que caíra ao ceder ao tentador. Cristo veio para colocar-Se à frente da humanidade, a fim de conseguir em nosso favor um caráter perfeito. Os que O recebem nascem de novo. {T9 21.3}

Devido à atuação do fantástico desenvolvimento do pecado, Cristo viu a humanidade possuída pelo príncipe das potestades do ar e empregando força gigantesca em façanhas malignas. Viu também que um poder maior enfrentaria e venceria Satanás. “Agora, é o juízo deste mundo”; disse Ele, “agora, será expulso o príncipe deste mundo.” João 12:31. Viu ainda que se os seres humanos nEle cressem, receberiam poder contra as hostes de anjos caídos, cujo nome é legião. Cristo Se fortaleceu com o pensamento de que pelo maravilhoso sacrifício que estava para fazer, o príncipe deste mundo seria lançado fora, e homens e mulheres seriam colocados num lugar no qual, pela graça de Deus, poderiam reaver o que haviam perdido. {T9 21.4}

A vida que Cristo viveu neste mundo podem também viver os homens e mulheres, por meio do Seu poder e sob Suas instruções. No conflito com Satanás podem eles receber todo auxílio que Cristo obteve. Podem ser mais do que vencedores por Aquele que os amou e por eles Se entregou. {T9 22.1}

A vida dos professos cristãos que não vivem a vida de Cristo é um escárnio para a religião. Todo aquele cujo nome está registrado no livro da igreja, está sob a obrigação de representar a Cristo, revelando o adorno interior de um espírito manso e quieto. Deve ser testemunha Sua, tornando conhecidas as vantagens de andar e trabalhar segundo o exemplo de Cristo. A verdade para este tempo deve aparecer em seu poder na vida dos que nela crêem e ser comunicada ao mundo. Os crentes devem apresentar na própria vida o seu poder de santificar e enobrecer. {T9 22.2}

Representantes de Cristo
Os habitantes do universo celestial esperam que os seguidores de Cristo resplandeçam como luzes no mundo. Devem mostrar o poder da graça para cuja concessão aos homens Cristo morreu. Deus espera que os que professam ser cristãos revelem em sua vida o mais alto desenvolvimento do cristianismo. São reconhecidos representantes de Cristo, e devem demonstrar que o cristianismo é uma realidade. Devem ser homens de fé, de ânimo, de espírito sadio que, sem questionar, confiem em Deus e em Suas promessas. {T9 22.3}

Todos os que quiserem entrar na cidade de Deus têm que, durante sua vida terrestre, representar em seu procedimento a Cristo. Isso é o que os torna mensageiros de Cristo, Suas testemunhas. Devem apresentar um claro e positivo testemunho contra todas as más práticas, apontando aos pecadores o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A todos os que O recebem, dá Ele poder para se tornarem filhos de Deus. A regeneração é o único caminho pelo qual podemos entrar na cidade de Deus. É apertado, e estreita a porta pela qual ali se entra, mas para ela devemos guiar homens, mulheres e crianças, ensinando-lhes que para serem salvos precisam de coração novo e novo espírito. Os velhos, hereditários traços de caráter têm que ser vencidos. Os desejos naturais do coração têm que ser transformados. Todo engano, falsidade e maledicência têm que ser postos de lado. A vida nova, que torna semelhantes a Cristo homens e mulheres, é que deve ser vivida. {T9 23.1}

Firme adesão à verdade
Não deve haver pretensão na vida dos que têm mensagens tão sagradas e solenes como as que fomos chamados a proclamar. O mundo está observando os adventistas do sétimo dia porque sabe alguma coisa da sua profissão de fé e da elevada norma que adotam; e quando vê os que não vivem à altura de sua profissão, aponta-os com escárnio. {T9 23.2}

Quem ama a Jesus há de pôr tudo que há em sua vida em harmonia com a vontade dEle. Escolheram o lado do Senhor, e sua vida deve ser destacada em nítido contraste com a vida dos mundanos. A eles irá o tentador com suas lisonjas e persuasões, dizendo: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.” Mateus 4:9. Sabem, porém, que o inimigo nada tem que mereça ser recebido, e recusam-se a ceder a suas tentações. Pela graça de Deus acham-se capacitados para guardar incontaminada sua pureza de princípios. Santos anjos estão bem junto ao seu lado, e Cristo é revelado em sua firme adesão à verdade. São soldados de Cristo, sempre prontos para qualquer obra, e para dar, como testemunhas fiéis, testemunho decidido em favor da verdade. Demonstram que existe um poder espiritual que habilita homens e mulheres a não se afastarem nem um pouco da verdade e justiça, mesmo que em troca se lhes ofereçam todos os dons ambicionados pelos homens. Esses, onde quer que estejam, serão honrados pelo Céu, porque conformaram a vida com a vontade de Deus, não lhes importando os sacrifícios que fossem chamados a fazer. {T9 23.3}

Mensagem mundial
A luz que Deus concedeu ao Seu povo não deve ser encerrada dentro das igrejas que já conhecem a verdade. Deve ser disseminada para os lugares escuros da Terra. Os que andam na luz como Cristo na luz está, cooperarão com o Salvador revelando a outros o que Ele lhes revelou. É propósito de Deus que a verdade para este tempo seja revelada a toda tribo, nação, língua e povo. Homens e mulheres no mundo hoje acham-se absortos na busca de ganho mundano e de mundano prazer. Há milhares de milhares que não dedicam tempo nem interesse à salvação espiritual. Chegado é o tempo em que a mensagem da breve volta de Cristo deve soar através do mundo. {T9 24.1}

Evidências inequívocas mostram a proximidade do fim. A advertência deve ser dada em tons distintos. Tem que ser preparado o caminho para a vinda do Príncipe da Paz nas nuvens do céu. Muito há para fazer nas cidades que não ouviram ainda a verdade para este tempo. Não devemos estabelecer instituições com o fim de fazê-las rivalizar em proporções e esplendor com as instituições do mundo; mas em nome do Senhor, com a incansável perseverança e o constante zelo que Cristo dedicava a Seus trabalhos, cumpre-nos levar avante a obra de Deus. {T9 25.1}

Como povo, precisamos humilhar o coração perante Deus, rogando-Lhe o perdão pela nossa negligência no cumprimento da comissão evangélica. Estabelecemos grandes centros em alguns poucos lugares, deixando por trabalhar muitas cidades importantes. Assumamos agora o trabalho que nos é designado, e proclamemos a mensagem que há de despertar homens e mulheres, levando-os a reconhecer seu perigo. Se cada adventista do sétimo dia houvesse feito o trabalho que lhe foi confiado, o número de crentes seria hoje muito maior do que é. Em todas as cidades da América [do Norte], haveria os que tivessem sido levados a tomar a sério a mensagem de obedecer à lei de Deus. {T9 25.2}

Nalguns lugares a mensagem acerca da observância do sábado foi exposta com clareza e vigor, ao passo que outros foram deixados sem advertência. Não despertarão os que conhecem a verdade, reconhecendo a responsabilidade que sobre eles repousa? Meus irmãos, vocês não podem correr o risco de sepultar-se em empresas ou interesses mundanos. Não podem, de forma alguma, negligenciar a comissão que o Salvador lhes deu. {T9 25.3}

Tudo que há no Universo concita aos que conhecem a verdade que se consagrem sem reservas à proclamação dessa verdade, tal como lhes foi revelada na mensagem do terceiro anjo. Aquilo que vemos e ouvimos nos conclama ao dever. A atuação dos agentes satânicos requer que cada cristão permaneça em seu posto. {T9 25.4}

Obreiros necessários
A obra que nos foi confiada é importante, e nela são necessários homens sábios, abnegados, pessoas que compreendam o que significa dedicar-se a desinteressados esforços para salvar os perdidos. Mas não há necessidade do serviço de homens mornos; pois tais pessoas Cristo não pode usar. Necessitam-se homens e mulheres cujo coração se comova ante o sofrimento humano e cuja vida dê prova de que estão recebendo e comunicando luz, vida e graça. {T9 26.1}

O povo de Deus deve aproximar-se de Cristo, em abnegação e sacrifício, tendo como único alvo dar a todo o mundo a mensagem de misericórdia. Alguns trabalharão de um modo, e outros de outro, conforme o Senhor os chamar e guiar. Mas todos devem lutar juntos, procurar fazer do trabalho uma unidade perfeita. Pela pena e pela viva voz devem trabalhar para Deus. A palavra da verdade, impressa, deve ser traduzida para diferentes línguas e levada aos confins da Terra. {T9 26.2}

Meu coração muitas vezes fica sobrecarregado porque tantos que poderiam trabalhar nada fazem. Agem como joguete das tentações de Satanás. De todo membro de igreja que possui conhecimento da verdade se espera que trabalhe enquanto é dia; porque vem a noite, quando ninguém poderá trabalhar. Em breve haveremos de compreender o que significa essa noite. O Espírito de Deus está sendo agravado a ponto de estar-Se retirando da Terra. As nações estão iradas umas contra as outras. Vastos preparativos de guerra estão sendo feitos. A noite está cada vez mais escura. Desperte a igreja e ponha-se a cumprir a obra que lhe foi confiada. Todo crente, mais instruído ou menos preparado, pode levar a mensagem. {T9 26.3}

Estende-se perante nós a eternidade. A cortina está para ser aberta. Em que estamos pensando, para que assim nos apeguemos ao nosso amor egoísta pela comodidade, enquanto por toda parte ao nosso redor perdidos estão a perecer? Ficou completamente calejado o nosso coração? Não podemos ver nem compreender que temos uma obra para fazer em favor de outros? Irmãos e irmãs, estamos nós entre os que, tendo olhos, não vêem, e tendo ouvidos, não ouvem? Foi em vão que Deus nos deu o conhecimento de Sua vontade? Foi em vão que Ele nos enviou advertência após advertência da proximidade do fim? Acreditamos nas declarações de Sua Palavra acerca do que está para sobrevir ao mundo? Acreditamos que os juízos de Deus impendem sobre os habitantes da Terra? Como, então, podemos ficar de braços cruzados, descuidosos e indiferentes? {T9 26.4}

Cada dia que passa nos leva para mais perto do fim. Mas, leva-nos, também, para mais perto de Deus? Estamos vigilantes em oração? As pessoas com quem nos associamos dia a dia precisam de nosso auxílio, nossa guia. Podem estar em tal estado de espírito que uma palavra oportuna lhes seja, pela atuação do Espírito Santo no coração, como um ponto de apoio em lugar firme. Amanhã, talvez, algumas dessas pessoas possam estar onde nunca mais as poderemos alcançar. Qual é a nossa influência sobre esses companheiros de jornada? Que esforço estamos fazendo para ganhá-los para Cristo? {T9 27.1}

O tempo é breve, e nossas forças têm que ser organizadas para produzir uma obra maior. Há necessidade de obreiros que compreendam a grandeza do trabalho, e nele se empenhem, não por amor ao salário que recebem, mas por saberem da proximidade do fim. O tempo demanda maior eficiência e mais profunda consagração. Oh! estou tão preocupada com esse assunto que clamo a Deus: “Suscita e envia mensageiros possuídos do sentimento de responsabilidade, mensageiros em cujo coração tenha sido crucificada a idolatria do próprio eu, a qual faz parte do fundamento de todo pecado.” {T9 27.2}

Cena impressionante
Nas visões da noite foi apresentada diante de mim uma cena impressionante. Vi uma imensa bola de fogo cair no meio de algumas lindas habitações, destruindo-as imediatamente. Ouvi alguns dizerem: “Sabíamos que os juízos de Deus sobreviriam à Terra, mas não sabíamos que viriam tão cedo.” Outros, com a voz quase embargada de agonia, diziam: “Os senhores sabiam! Por que, então, não nos disseram? Nós não sabíamos.” Por toda parte, ouvi serem pronunciadas semelhantes palavras de acusação. {T9 28.1}

Acordei muito aflita. Adormeci de novo, e pareceu-me estar numa grande reunião. Uma pessoa de autoridade falava à congregação, e perante ela se achava um mapa do mundo todo. Disse que o mapa retratava a vinha do Senhor, que tem de ser cultivada. Quando a luz do Céu incidisse sobre qualquer pessoa, ela deveria refleti-la sobre as demais. Luzes deveriam ser acesas em muitos lugares, e nessas luzes outras ainda deveriam ser acesas. {T9 28.2}

Foram repetidas as palavras: “Vós sois o sal da Terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus.” Mateus 5:13-16{T9 28.3}

Vi raios de luz provindo de cidades e vilas, dos lugares altos e baixos da Terra. A Palavra de Deus era obedecida, e em resultado se achavam em cada cidade e vila monumentos Seus. Sua verdade era proclamada através de todo o mundo. {T9 28.4}

Então foi removido esse mapa, e colocado outro em seu lugar. Nesse a luz brilhava em poucos lugares apenas. O restante do mundo estava em trevas, havendo unicamente uns lampejos de luz aqui e ali. Disse o nosso Instrutor: “Esta escuridão é conseqüência de seguirem os homens o seu próprio caminho. Abrigaram hereditárias e cultivadas tendências para o mal. Tornaram as dúvidas, as murmurações e acusações a principal preocupação de sua vida. Seu coração não está reto para com Deus. Esconderam a sua luz.” {T9 29.1}

Se cada soldado de Cristo houvesse cumprido seu dever, se cada vigia nos muros de Sião houvesse dado à trombeta um sonido certo, o mundo poderia ter ouvido a mensagem de advertência. Mas a obra está com anos de atraso. Enquanto os homens dormem, Satanás avança furtiva e decididamente. {T9 29.2}

*****
Pondo em Deus nossa confiança, devemos avançar constantemente, fazendo Sua obra com abnegação, com humilde confiança nEle, submetendo-nos, bem como nosso presente e futuro a Sua sábia providência, conservando firme o princípio de nossa confiança até o fim, lembrando que não é pelos nossos merecimentos que recebemos as bênçãos do Céu, mas pelos méritos de Cristo e por nossa aceitação da abundante graça de Deus, através da fé nEle. {T9 29.3}

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aprender a ser Líder com Jesus

Como um missionário você terá incontáveis oportunidades para liderar: sendo um companheiro, sendo um exemplo para os membros do seu grupo de missão, na sua igreja ou como um líder onde Deus o chamar. Com certeza cada um dos futuros missionários estão entre os nobres e grandes que o profeta Abraão na visão em que o Senhor disse: “a estes farei meus governantes.” Liderança é uma qualidade que você vai precisar tanto na missão como na sua vida.

“Seu ambiente no lar era de abastança, mas ele entendia que, a fim de obter uma educação completa, devia demonstrar constância no labor, em qualquer tipo de trabalho que precisasse ser feito. Não se permitiria ser menos informado em qualquer aspecto do que os servos de seu pai. Aprenderia primeiro a servir, para que pudesse saber como liderar, instruir e comandar. Enquanto fazia tudo o que lhe era possível com as capacidades que Deus lhe confiara, cooperando com seu pai nos deveres do lar, estava realizando a obra de Deus.” — Carta 12, 1897

Alguns atributos:

Princípios Firmes: “Jesus operava baseado em princípios ou verdades fixas, em lugar, de ir estabelecendo regras pelo caminho. Assim, seu estilo de liderança era não apenas correto, mas também constante. Não liderava à distância. Jesus repetiu diversas vezes: “Vem, segue-me.” Seu programa era “fazei o que eu faço”, em lugar de “fazei o que eu digo”. Ele andava e trabalhava com aqueles a quem devia servir.”
Compreender o próximo: “Jesus era um líder ouvinte. Como amava os outros com amor perfeito, ouvia sem ares de superioridade. Um grande líder ouve não só os outros, mas também a sua própria consciência e os influxos de Deus. Jesus era paciente, súplice, amoroso. Como Jesus amava a seus seguidores, podia ser franco com eles. Às vezes reprovava Pedro, porque o amava; e Pedro, sendo um grande homem, progredia com essas reprimendas.”

Abnegação: O Salvador “colocava a si mesmo e as suas necessidades em segundo plano, servindo aos outros além do que era seu dever, incansável, amorosa e eficientemente. Tantos problemas do mundo de hoje são resultado do egoísmo e egocentrismo.” “Ensinou-nos que sem liberdade não pode haver um verdadeiro progresso. Um dos problemas da liderança manipuladora é que não provém do amor ao próximo, mas da necessidade de usá-los. Esses líderes se concentram em suas próprias necessidades e desejos, não nas necessidades alheias.”

Saber partilhar responsabilidades: “Jesus não tinha medo de ser exigente com os que lideravam. Teve coragem de mandar Pedro e os outros abandonarem as redes de pesca para o seguirem, não depois da temporada de pesca ou após a pescaria seguinte, mas agora! Hoje! Confia em seus seguidores o suficiente para compartilhar seu trabalho com eles, a fim de que possam crescer Esta é uma das maiores lições de sua liderança. Se afastarmos as outras pessoas para que o trabalho seja realizado mais depressa e perfeitamente pode ser que a tarefa seja feita, sem dúvida, mas desprovida do tão importante desenvolvimento e progresso dos seguidores.”
Potencial eterno: “Jesus deixou as pessoas saberem que acreditava nelas e no seu potencial, e por isso estava disposto a ajuda-las a desenvolverem novas capacidades. Jesus acreditava em seus seguidores, não somente pelo que eram mas na possibilidade em que poderiam ser.”
Sábio uso do tempo: “Jesus ensinou também a importância de usar-se o tempo com sabedoria. Isto não quer dizer que nunca devamos folgar, pois precisamos de tempo para meditar e descansar; o que não deve haver é desperdício de tempo. A maneira de gerir nosso tempo é tão importante, e podemos fazê-lo muito bem, sem sermos rabugentos ou importunos.”

Outros pensamentos de Ellen G. White: Achou a Eliseu, filho de Safate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele.... Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele. 1 Reis 19:19. {CT 181.2}
Quando Elias viu Eliseu no campo com os servos, lavrando com suas doze juntas de bois, entrou no campo do labor e, enquanto passava, desprendeu seu manto e o lançou sobre os ombros de Eliseu. Durante os três anos e meio de sequidão e fome, a família de Safate se havia relacionado com a obra e missão de Elias, o profeta. O Espírito de Deus impressionou o coração de Eliseu quanto ao significado daquele ato. Isso foi o sinal de que Deus o havia chamado para ser o sucessor de Elias. Fora semelhante à comissão de Cristo para que o jovem rico deixasse tudo — casas, terras, amigos, riquezas, conforto e tranquilidade, para ir e segui-Lo. {CT 181.3}

Qualquer trabalho, por pequeno que possa parecer, feito para o Mestre com a total entrega do eu, é-Lhe aceitável como o mais elevado serviço. ... O serviço humilde e voluntário está diante de todos os que alegam ser filhos de Deus. {CT 182.7}

Toda pessoa herda certos traços de caráter que não se assemelham aos de Cristo. A grande e nobre obra de uma vida inteira é conservar sob controlo essas tendências para o erro. As pequenas coisas que cruzam nosso caminho são provavelmente as que nos farão perder a capacidade do autocontrole. {CT 185.5}

Daniel não era mais que um jovem ao ser levado cativo para a Babilónia. Tinha cerca de quinze ou dezasseis anos de idade, pois é chamado menino, o que significa que estava em sua juventude. Por que se recusou Daniel a comer à requintada mesa do rei? Por que rejeitou o uso do vinho como bebida, quando este era por ordem do rei colocado diante dele? Ele sabia que, mediante o costume, o vinho se lhe tornaria algo agradável, e preferível à água. {CT 188.2}


José Carlos Costa, pastor

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SE NÃO PODES PERDOAR NÃO PODES TESTEMUNHAR


José tinha apenas dezassete anos quando os seus irmãos, friamente o venderam para ser um escravo. Separado da sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar, o seu senhor egípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e ela acusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com ele e se tornou o supervisor dos outros prisioneiros.
José permaneceu nessa prisão pelo menos durante dois anos (Génesis 37;
39).
Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, de interpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-lo encarregado da armazenagem e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto que os irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais.
Estava dentro do poder de José tomar vingança contra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia conta que José experimentou os seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto (Génesis 45:1-15). José tinha perdoado os seus irmãos.
Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, frequentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus
6:14-15).
Pois que todos os indivíduos são responsáveis diante de Deus, todos necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).


terça-feira, 23 de julho de 2013

COMO TER UMA EQUIPA DE DISCÍPULOS CONFIÁVEIS

II Cor. 7.4 e 16



Depois de ter escrito a Primeira Carta aos discípulos da Igreja de Corinto, carta esta recheada de exortações muito severas, o apóstolo Paulo registou nesta carta a sua satisfação pelos resultados que as exortações surtiram nas vidas dos discípulos do Senhor.  Acerca destes que receberam a disciplina tão positivamente, ele registou a sua alegria e confiança neles.
No verso 4, Paulo declarou: Tenho grande confiança em vocês, e de vocês tenho muito orgulho. Já no verso 16, ele reiterou: Alegro-me por poder ter plena confiança em vocês.  Este é o desejo de todo discipulador: os discípulos tornados numa equipa digna de toda confiança. 
Todo líder que tem uma equipa de discípulos confiáveis se sente encorajado. Nada pode ser mais frustrante para um discipulador do que notar que o seu discipulado não surte o efeito de tornar seus discípulos confiáveis, fiéis.  Quanto ao apóstolo Paulo, diante do relatório trazido por Tito acerca dos efeitos da primeira carta, ele declarou: sinto-me bastante encorajado... (v. 4). 
Quando o líder conta com uma equipa de discípulos confiáveis ele se alegra.  Interessante o registo que Paulo faz nesta parte da Carta, no verso 5, contando que na Macedónia não haviam tido nenhum descanso, mas que sofriam tribulações de muitas formas.  No entanto, quando as boas notícias acerca dos efeitos do discipulado chegaram, Paulo testemunhou que sentiu uma alegria capaz de transbordar em todas as tribulações (v. 4). 
Uma equipa de discípulos confiáveis é resultado de discipulado e tristeza!  Os termos severos da Primeira Epístola, que dentre outros assuntos trata sobre contendas, inimizades entre os discípulos e imoralidade na Igreja, resultou em muita tristeza nas vidas daqueles discípulos.  Não uma tristeza que os levasse ao rompimento com o discipulador, mas uma tristeza usada pelo Espírito Santo para produzir cura, restauração.
No verso 8, Paulo escreveu aos coríntios que mesmo sabendo que sua primeira Carta havia causado tanta tristeza neles, ele não se arrependia e acrescentou: Me alegro porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava. (v. 9).  Discípulo é quem se coloca sob disciplina. A disciplina a princípio provoca tristeza, mas que resulta em caráter moldado e alegria. 
Sobre este assunto, o autor aos Hebreus nos ajuda a entender: Ora, qual filho que não é disciplinado por seu pai?  Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela são exercitados. (Hb 12.7, 11).
Há um caminho a ser trilhado para que você conquiste uma equipa de discípulos confiáveis.  Um discipulado verdadeiro, não é aquele onde o discipulador finge que discipula e o discípulo finge que é discípulo.  Um discipulado é onde o que tem que ser tratado é visto e exposto, sob os riscos de haver tristeza, choro... Depois arrependimento, cura e restauração.  Os discípulos confrontados e tratados formarão uma equipa confiável que encherá seu coração de alegria.

sábado, 20 de julho de 2013

RECOMECE JÁ SUA VIDA DE COMPROMISSO COM DEUS

INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Josué 24:14-15
1. Quantas coisas começam a ocupar o tempo de um cristão a tal ponto de romper com o compromisso com Seu Salvador que algum dia aceitou servir.
2. Quantas coisas ocupam o lugar do serviço a Deus! Com tantos compromissos da vida moderna muitos têm se afastado do seu compromisso com Deus.
3. Quantas coisas fazem a muitos afastar-se, dia após dia, de Deus a ponto de ter que parar e pensar, reconhecendo a necessidade de recomeçar urgentemente o compromisso com Deus.
Deus te convida a recomeçar:
I. RECOMEÇAR A VIDA COM DEUS É UMA NECESSIDADE URGENTE – Josué 24:14
1. O “agora” é imperativo: A renovação da vida e compromisso com Deus exige atitude e ação.
2. O “agora” é decisivo: A renovação da vida e compromisso com Deus é um apelo bíblico que exige uma resposta.
3. O “agora” é urgente: A renovação da vida e compromisso com Deus é para agora, nunca para depois.
II. RENOVAR O COMPROMISSO COM DEUS PROVOCA MUDANÇAS – Josué 24:14
1. Mudanças internas: Quem recomeça a temer ao Senhor passa a servi-lO com sinceridade de coração.
2. Mudanças externas: Quem recomeça a temer ao Senhor passa a servi-lO em verdade.
3. Mudanças visíveis: Quem recomeça a temer ao Senhor abandona práticas que impedem servi-lo.
III. RESTAURAR A ALIANÇA COM DEUS É QUESTÃO DE DECISÃO – Josué 24:15
1. Há apenas dois caminhos: O falso e o verdadeiro, o errado e o certo, o de Satanás e o de Deus.
2. Há apenas duas opções com uma única escolha: Isso implica que cada pessoa deve decidir urgentemente, porque:
a) Salvação está à disposição de todos, mas cada um deve escolhê-la.
b) Salvação não é questão de predestinação, mas de decisão.
c) Salvação é questão de escolha: aceitá-la ou rejeitá-la. Optar por ela ou por outra coisa.
3. Há apenas duas opções de vida, mas uma única maneira de viver: Há apenas duas alternativas que, ao decidir-se por uma, anulará completamente a outra.
a) Se você escolhe permanecer na mesma vida, automaticamente exclui a salvação. É uma coisa, ou outra. Ou você serve a Deus ou aos prazeres do mundo.
b) Se você escolhe servir a Deus que conduz à salvação em Cristo Jesus, anulará completamente a opção das práticas e compromissos da vida antiga, mundana e ilusória.
CONCLUSÃO:
1. Recomeçar a vida com Deus é questão de urgência, de vida ou morte. Vale a pena pensar e decidir recomeçar agora mesmo!
2. Renovar o compromisso com Deus desfaz todos os compromissos que não agradam a Ele; pois a vida sem Deus conduz a infelicidade, dor e morte, mas a vida com Deus conduz à paz, alegria e vida eterna.
3. Restaurar a aliança com Deus é você quem decide. A escolha é sua, porém a Bíblia apela com veemência porque Deus sabe o que é melhor para ti:
APELO:
1. Agora temei ao Senhor.
2. Agora servi-O com sinceridade.
3.  Agora servi-O com verdade.
Pr. Heber Toth Armí

Paul Washer – Viva para a Eternidade!


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