segunda-feira, 12 de agosto de 2013

SE NÃO PODES PERDOAR NÃO PODES TESTEMUNHAR


José tinha apenas dezassete anos quando os seus irmãos, friamente o venderam para ser um escravo. Separado da sua família e do seu país, ele atingiu a posição de supervisor da casa de Potifar, o seu senhor egípcio. Mas o desastre atingiu-o novamente. Ele recusou os avanços sexuais da esposa de Potifar e ela acusou-o falsamente de assediá-la. Ele foi posto na prisão, onde, mais uma vez, o Senhor estava com ele e se tornou o supervisor dos outros prisioneiros.
José permaneceu nessa prisão pelo menos durante dois anos (Génesis 37;
39).
Faraó, rei do Egito, teve um sonho e desejava sua interpretação. José foi capaz, pelo poder de Deus, de interpretar o sonho de Faraó e foi exaltado a uma posição de poder próxima à do próprio Faraó. Este fê-lo encarregado da armazenagem e da distribuição dos cereais em toda a terra do Egito. Foi depois disto que os irmãos de José vieram ao Egito para comprar cereais.
Estava dentro do poder de José tomar vingança contra aqueles que tinham pecado contra ele tantos anos atrás. Contudo, a Bíblia conta que José experimentou os seus irmãos e, tendo visto o arrependimento deles, recebeu-os com lágrimas e afeto (Génesis 45:1-15). José tinha perdoado os seus irmãos.
Muitas pessoas não perdoariam, como José o fez. Não é fácil, frequentemente, perdoar, e quanto maior a intimidade que temos com aquele que peca contra nós, mais difícil é perdoá-lo. As Escrituras nos ensinam, contudo, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus
6:14-15).
Pois que todos os indivíduos são responsáveis diante de Deus, todos necessitam de perdão, é portanto indispensável que entendamos e pratiquemos o perdão.
O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual. Até Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar: "e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6:12). Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ezequiel 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Romanos 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Isaías 59:1-2; 1 João 1:5-7).


terça-feira, 23 de julho de 2013

COMO TER UMA EQUIPA DE DISCÍPULOS CONFIÁVEIS

II Cor. 7.4 e 16



Depois de ter escrito a Primeira Carta aos discípulos da Igreja de Corinto, carta esta recheada de exortações muito severas, o apóstolo Paulo registou nesta carta a sua satisfação pelos resultados que as exortações surtiram nas vidas dos discípulos do Senhor.  Acerca destes que receberam a disciplina tão positivamente, ele registou a sua alegria e confiança neles.
No verso 4, Paulo declarou: Tenho grande confiança em vocês, e de vocês tenho muito orgulho. Já no verso 16, ele reiterou: Alegro-me por poder ter plena confiança em vocês.  Este é o desejo de todo discipulador: os discípulos tornados numa equipa digna de toda confiança. 
Todo líder que tem uma equipa de discípulos confiáveis se sente encorajado. Nada pode ser mais frustrante para um discipulador do que notar que o seu discipulado não surte o efeito de tornar seus discípulos confiáveis, fiéis.  Quanto ao apóstolo Paulo, diante do relatório trazido por Tito acerca dos efeitos da primeira carta, ele declarou: sinto-me bastante encorajado... (v. 4). 
Quando o líder conta com uma equipa de discípulos confiáveis ele se alegra.  Interessante o registo que Paulo faz nesta parte da Carta, no verso 5, contando que na Macedónia não haviam tido nenhum descanso, mas que sofriam tribulações de muitas formas.  No entanto, quando as boas notícias acerca dos efeitos do discipulado chegaram, Paulo testemunhou que sentiu uma alegria capaz de transbordar em todas as tribulações (v. 4). 
Uma equipa de discípulos confiáveis é resultado de discipulado e tristeza!  Os termos severos da Primeira Epístola, que dentre outros assuntos trata sobre contendas, inimizades entre os discípulos e imoralidade na Igreja, resultou em muita tristeza nas vidas daqueles discípulos.  Não uma tristeza que os levasse ao rompimento com o discipulador, mas uma tristeza usada pelo Espírito Santo para produzir cura, restauração.
No verso 8, Paulo escreveu aos coríntios que mesmo sabendo que sua primeira Carta havia causado tanta tristeza neles, ele não se arrependia e acrescentou: Me alegro porque a tristeza os levou ao arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava. (v. 9).  Discípulo é quem se coloca sob disciplina. A disciplina a princípio provoca tristeza, mas que resulta em caráter moldado e alegria. 
Sobre este assunto, o autor aos Hebreus nos ajuda a entender: Ora, qual filho que não é disciplinado por seu pai?  Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela são exercitados. (Hb 12.7, 11).
Há um caminho a ser trilhado para que você conquiste uma equipa de discípulos confiáveis.  Um discipulado verdadeiro, não é aquele onde o discipulador finge que discipula e o discípulo finge que é discípulo.  Um discipulado é onde o que tem que ser tratado é visto e exposto, sob os riscos de haver tristeza, choro... Depois arrependimento, cura e restauração.  Os discípulos confrontados e tratados formarão uma equipa confiável que encherá seu coração de alegria.

sábado, 20 de julho de 2013

RECOMECE JÁ SUA VIDA DE COMPROMISSO COM DEUS

INTRODUÇÃO: Texto bíblico: Josué 24:14-15
1. Quantas coisas começam a ocupar o tempo de um cristão a tal ponto de romper com o compromisso com Seu Salvador que algum dia aceitou servir.
2. Quantas coisas ocupam o lugar do serviço a Deus! Com tantos compromissos da vida moderna muitos têm se afastado do seu compromisso com Deus.
3. Quantas coisas fazem a muitos afastar-se, dia após dia, de Deus a ponto de ter que parar e pensar, reconhecendo a necessidade de recomeçar urgentemente o compromisso com Deus.
Deus te convida a recomeçar:
I. RECOMEÇAR A VIDA COM DEUS É UMA NECESSIDADE URGENTE – Josué 24:14
1. O “agora” é imperativo: A renovação da vida e compromisso com Deus exige atitude e ação.
2. O “agora” é decisivo: A renovação da vida e compromisso com Deus é um apelo bíblico que exige uma resposta.
3. O “agora” é urgente: A renovação da vida e compromisso com Deus é para agora, nunca para depois.
II. RENOVAR O COMPROMISSO COM DEUS PROVOCA MUDANÇAS – Josué 24:14
1. Mudanças internas: Quem recomeça a temer ao Senhor passa a servi-lO com sinceridade de coração.
2. Mudanças externas: Quem recomeça a temer ao Senhor passa a servi-lO em verdade.
3. Mudanças visíveis: Quem recomeça a temer ao Senhor abandona práticas que impedem servi-lo.
III. RESTAURAR A ALIANÇA COM DEUS É QUESTÃO DE DECISÃO – Josué 24:15
1. Há apenas dois caminhos: O falso e o verdadeiro, o errado e o certo, o de Satanás e o de Deus.
2. Há apenas duas opções com uma única escolha: Isso implica que cada pessoa deve decidir urgentemente, porque:
a) Salvação está à disposição de todos, mas cada um deve escolhê-la.
b) Salvação não é questão de predestinação, mas de decisão.
c) Salvação é questão de escolha: aceitá-la ou rejeitá-la. Optar por ela ou por outra coisa.
3. Há apenas duas opções de vida, mas uma única maneira de viver: Há apenas duas alternativas que, ao decidir-se por uma, anulará completamente a outra.
a) Se você escolhe permanecer na mesma vida, automaticamente exclui a salvação. É uma coisa, ou outra. Ou você serve a Deus ou aos prazeres do mundo.
b) Se você escolhe servir a Deus que conduz à salvação em Cristo Jesus, anulará completamente a opção das práticas e compromissos da vida antiga, mundana e ilusória.
CONCLUSÃO:
1. Recomeçar a vida com Deus é questão de urgência, de vida ou morte. Vale a pena pensar e decidir recomeçar agora mesmo!
2. Renovar o compromisso com Deus desfaz todos os compromissos que não agradam a Ele; pois a vida sem Deus conduz a infelicidade, dor e morte, mas a vida com Deus conduz à paz, alegria e vida eterna.
3. Restaurar a aliança com Deus é você quem decide. A escolha é sua, porém a Bíblia apela com veemência porque Deus sabe o que é melhor para ti:
APELO:
1. Agora temei ao Senhor.
2. Agora servi-O com sinceridade.
3.  Agora servi-O com verdade.
Pr. Heber Toth Armí

Paul Washer – Viva para a Eternidade!


Paul Washer – Viva para a Eternidade!


quinta-feira, 18 de julho de 2013

CASAMENTO EM RISCO – RAIVA NAS DISCUSSÕES

O conflito faz parte das relações afetivas, em particular das relações amorosas. Não sendo expectável – nem saudável – que um casal passe a vida a discutir, também não é positivo que um ou os dois membros do casal assumam uma postura de evitação do conflito. Porquê? Porque, apesar do desgaste, as discussões implicam que cada um tenha oportunidade de manifestar desagrado, permitem que ambos se sintam livres para deitar cá para fora aquilo que os insatisfaz e, claro, permitem que a intimidade emocional cresça.
De um modo geral, as discussões são um ponto de partida para que cada pessoa se aperceba dos próprios erros e das necessidades do outro.
Estes aparentes braços-de-ferro são, muitas vezes, pontos de viragem que permitem que as relações continuem a evoluir, acompanhando as mudanças por que passam cada um dos membros do casal.
Não consigo conceber duas pessoas exatamente iguais, cujas ideias convirjam sempre e em todas as matérias (sexo, dinheiro, sogros, filhos, política, amigos, saídas, tarefas domésticas), pelo que quando duas pessoas me dizem que NUNCA discutem, temo que pelo menos uma delas não esteja a ser capaz de verbalizar as suas reais emoções. Porque é isso que me mostra a experiência como terapeuta de casais.
Mas se as discussões são – ou podem ser – o ponto de partida para o crescimento a dois, não há nada de positivo nas discussões que traduzem apenas níveis elevados de raiva e que teimam em prolongar-se.
 
Há uma barreira que separa as discussões destrutivas daquelas que efetivamente podem contribuir para o conhecimento mútuo e para a intimidade emocional.
Quando, independentemente do assunto, a única emoção que conseguimos transmitir ao cônjuge é a RAIVA, é possível que cada discussão seja apenas a tradução do afastamento que se instalou entre os membros do casal. Nesses casos, a dificuldade em empatizar com o cônjuge é enorme e é praticamente impossível discernir sobre o que pode ou deve ser melhorado.
Pelo contrário, quando a raiva se eterniza, transformando cada discussão numa espécie de batalha em que o assunto mais trivial pode descambar num rol de insultos, é tempo de dizer: STOP!
A acumulação de raiva aumenta a probabilidade de os membros do casal entrarem numa escalada de violência do tipo “olho por olho”.
Enfrentar os problemas a dois implica que ambos se manifestem disponíveis para escutar, intervir e permitir que o outro também intervenha. Infelizmente, um dos erros mais frequentes consiste em falar ininterruptamente sem permitir que o cônjuge também o faça. Este vício de comunicação, normalmente marcado por CRÍTICAS FEROZES ao comportamento do outro, constitui mais um ataque pessoal do que uma crítica construtiva. Por isso, é de esperar que quem estava habituado a ouvir se sature muito rapidamente.
Gera-se, assim, um ciclo vicioso:
·         um dos membros do casal ataca o cônjuge,
·         este defende-se, o que aumenta a hostilidade do primeiro.
O aumento da escalada pode levar a que o cônjuge que é alvo das críticas se cale, gerando silêncios ensurdecedores e a sensação (para ambos) de que as discussões não levam a lado nenhum. Alguns investigadores têm demonstrado que estes erros podem ser fatais, já que conduzem o casal ao divórcio.
Na maioria dos casos, este tipo de ciclos viciosos manifestam-se da seguinte forma: a mulher “ataca” o marido manifestando a sua insatisfação através de críticas pessoais muito fortes (marcadas pela raiva e desprezo) e o homem evita-a (retirando-se) ou fica calado. Mas a inversão destes papéis também acontece.
"Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.” (Efésios 4: 26)

terça-feira, 16 de julho de 2013

O SILÊNCIO E O REAVIVAMENTO

A história do aparecimento de Jesus junto dos dois discípulos no caminho de Emaús revela a função que a Bíblia desempenha no processo de dar início a um verdadeiro reavivamento. Aqueles seguidores de Cristo estavam confusos. Gradualmente, porém, Ele “explicava-lhes o que d´Ele se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24:27). Jesus repetiu-lhes as profecias do Velho Testamento a respeito do Messias. Ele podia ter operado um milagre para provar a Sua identidade ou ter-lhes mostrado as cicatrizes nas Suas mãos. Não o fez. Em vez disso, Ele deu-lhes um estudo Bíblico.
Repare na reacção deles quando refletiram sobre o que tinha acontecido naquele dia: “Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24:32).
Foi depois que ficaram só que eles chegaram ao centro do mais profundo dos seus seres e aí permaneceram por instantes – parados, silenciosos, atentos. A meditação é, essencialmente, um modo de aprendermos a estar despertos, plenamente vivos e calmos. O caminho para esse estado vigilante é o silêncio e a quietude. Isto é um grande desafio para as pessoas do nosso tempo, porque estamos invadidos por ruídos e distracções e poucos são os que tem experiência do silêncio, e o silêncio pode ser terrivelmente ameaçador para as pessoas de uma cultura dos “ruídos”, como aquela em que vivemos. Temos de nos habituar a esse silêncio. É por isso que o caminho da meditação é o caminho para aprender a dizer uma palavra interiormente, no nosso coração.
Acho que o que todos temos de aprender não é tanto como criar silêncio: o silêncio já está dentro de nós. O que temos a fazer é entrar nele, tornamo-nos silenciosos, tornarmo-nos o próprio silêncio. O propósito da meditação e o seu desafio é permitir-nos ficar suficientemente silenciosos, para que esse silêncio interior possa emergir. O silêncio é a linguagem do Espírito.
Aprender a dizer a nossa palavra maranatha, deixando para trás todas as outras palavras, ideias, imaginação e fantasias, é aprender a entrar na presença do Espírito, que vive no mais profundo do nosso coração, que ai mora em amor (João 20:19-21). E acrescenta: “Recebei o Espírito Santo” v.22. O Espírito de Deus vive nos nossos corações, em silêncio. E, com humildade e fé, devemos entrar nessa presença silenciosa.
O objectivo mais importante na meditação cristã é permitir que a presença misteriosa e silenciosa de Deus, que está dentro de nós (João 16:8), se torne cada vez mais, não apenas uma realidade, mas, a realidade das nossa vidas; para que se torne essa realidade que dá sentido, forma e propósito a tudo o que fazemos, a tudo o que somos.
Então, acontecerá reavivamento tal como no dia de Pentecostes. Acontecerá vida!
“O Espírito ´emerge´ dos discípulos, que expectantes oravam, com uma plenitude que alcançou cada coração. O Ser infinito revelou-Se em poder à Sua igreja. Era como se por séculos esta influência estivesse sendo reprimida, e agora o Céu se regozijasse em poder derramar sobre a igreja as riquezas da graça do Espírito. E sob a influência do Espírito, palavras de penitência e confissão misturavam-se com cânticos de louvor por pecados perdoados.” Atos dos Apóstolos, p. 37
 
José Carlos Costa, pastor