quinta-feira, 18 de julho de 2013

CASAMENTO EM RISCO – RAIVA NAS DISCUSSÕES

O conflito faz parte das relações afetivas, em particular das relações amorosas. Não sendo expectável – nem saudável – que um casal passe a vida a discutir, também não é positivo que um ou os dois membros do casal assumam uma postura de evitação do conflito. Porquê? Porque, apesar do desgaste, as discussões implicam que cada um tenha oportunidade de manifestar desagrado, permitem que ambos se sintam livres para deitar cá para fora aquilo que os insatisfaz e, claro, permitem que a intimidade emocional cresça.
De um modo geral, as discussões são um ponto de partida para que cada pessoa se aperceba dos próprios erros e das necessidades do outro.
Estes aparentes braços-de-ferro são, muitas vezes, pontos de viragem que permitem que as relações continuem a evoluir, acompanhando as mudanças por que passam cada um dos membros do casal.
Não consigo conceber duas pessoas exatamente iguais, cujas ideias convirjam sempre e em todas as matérias (sexo, dinheiro, sogros, filhos, política, amigos, saídas, tarefas domésticas), pelo que quando duas pessoas me dizem que NUNCA discutem, temo que pelo menos uma delas não esteja a ser capaz de verbalizar as suas reais emoções. Porque é isso que me mostra a experiência como terapeuta de casais.
Mas se as discussões são – ou podem ser – o ponto de partida para o crescimento a dois, não há nada de positivo nas discussões que traduzem apenas níveis elevados de raiva e que teimam em prolongar-se.
 
Há uma barreira que separa as discussões destrutivas daquelas que efetivamente podem contribuir para o conhecimento mútuo e para a intimidade emocional.
Quando, independentemente do assunto, a única emoção que conseguimos transmitir ao cônjuge é a RAIVA, é possível que cada discussão seja apenas a tradução do afastamento que se instalou entre os membros do casal. Nesses casos, a dificuldade em empatizar com o cônjuge é enorme e é praticamente impossível discernir sobre o que pode ou deve ser melhorado.
Pelo contrário, quando a raiva se eterniza, transformando cada discussão numa espécie de batalha em que o assunto mais trivial pode descambar num rol de insultos, é tempo de dizer: STOP!
A acumulação de raiva aumenta a probabilidade de os membros do casal entrarem numa escalada de violência do tipo “olho por olho”.
Enfrentar os problemas a dois implica que ambos se manifestem disponíveis para escutar, intervir e permitir que o outro também intervenha. Infelizmente, um dos erros mais frequentes consiste em falar ininterruptamente sem permitir que o cônjuge também o faça. Este vício de comunicação, normalmente marcado por CRÍTICAS FEROZES ao comportamento do outro, constitui mais um ataque pessoal do que uma crítica construtiva. Por isso, é de esperar que quem estava habituado a ouvir se sature muito rapidamente.
Gera-se, assim, um ciclo vicioso:
·         um dos membros do casal ataca o cônjuge,
·         este defende-se, o que aumenta a hostilidade do primeiro.
O aumento da escalada pode levar a que o cônjuge que é alvo das críticas se cale, gerando silêncios ensurdecedores e a sensação (para ambos) de que as discussões não levam a lado nenhum. Alguns investigadores têm demonstrado que estes erros podem ser fatais, já que conduzem o casal ao divórcio.
Na maioria dos casos, este tipo de ciclos viciosos manifestam-se da seguinte forma: a mulher “ataca” o marido manifestando a sua insatisfação através de críticas pessoais muito fortes (marcadas pela raiva e desprezo) e o homem evita-a (retirando-se) ou fica calado. Mas a inversão destes papéis também acontece.
"Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira.” (Efésios 4: 26)

terça-feira, 16 de julho de 2013

O SILÊNCIO E O REAVIVAMENTO

A história do aparecimento de Jesus junto dos dois discípulos no caminho de Emaús revela a função que a Bíblia desempenha no processo de dar início a um verdadeiro reavivamento. Aqueles seguidores de Cristo estavam confusos. Gradualmente, porém, Ele “explicava-lhes o que d´Ele se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24:27). Jesus repetiu-lhes as profecias do Velho Testamento a respeito do Messias. Ele podia ter operado um milagre para provar a Sua identidade ou ter-lhes mostrado as cicatrizes nas Suas mãos. Não o fez. Em vez disso, Ele deu-lhes um estudo Bíblico.
Repare na reacção deles quando refletiram sobre o que tinha acontecido naquele dia: “Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24:32).
Foi depois que ficaram só que eles chegaram ao centro do mais profundo dos seus seres e aí permaneceram por instantes – parados, silenciosos, atentos. A meditação é, essencialmente, um modo de aprendermos a estar despertos, plenamente vivos e calmos. O caminho para esse estado vigilante é o silêncio e a quietude. Isto é um grande desafio para as pessoas do nosso tempo, porque estamos invadidos por ruídos e distracções e poucos são os que tem experiência do silêncio, e o silêncio pode ser terrivelmente ameaçador para as pessoas de uma cultura dos “ruídos”, como aquela em que vivemos. Temos de nos habituar a esse silêncio. É por isso que o caminho da meditação é o caminho para aprender a dizer uma palavra interiormente, no nosso coração.
Acho que o que todos temos de aprender não é tanto como criar silêncio: o silêncio já está dentro de nós. O que temos a fazer é entrar nele, tornamo-nos silenciosos, tornarmo-nos o próprio silêncio. O propósito da meditação e o seu desafio é permitir-nos ficar suficientemente silenciosos, para que esse silêncio interior possa emergir. O silêncio é a linguagem do Espírito.
Aprender a dizer a nossa palavra maranatha, deixando para trás todas as outras palavras, ideias, imaginação e fantasias, é aprender a entrar na presença do Espírito, que vive no mais profundo do nosso coração, que ai mora em amor (João 20:19-21). E acrescenta: “Recebei o Espírito Santo” v.22. O Espírito de Deus vive nos nossos corações, em silêncio. E, com humildade e fé, devemos entrar nessa presença silenciosa.
O objectivo mais importante na meditação cristã é permitir que a presença misteriosa e silenciosa de Deus, que está dentro de nós (João 16:8), se torne cada vez mais, não apenas uma realidade, mas, a realidade das nossa vidas; para que se torne essa realidade que dá sentido, forma e propósito a tudo o que fazemos, a tudo o que somos.
Então, acontecerá reavivamento tal como no dia de Pentecostes. Acontecerá vida!
“O Espírito ´emerge´ dos discípulos, que expectantes oravam, com uma plenitude que alcançou cada coração. O Ser infinito revelou-Se em poder à Sua igreja. Era como se por séculos esta influência estivesse sendo reprimida, e agora o Céu se regozijasse em poder derramar sobre a igreja as riquezas da graça do Espírito. E sob a influência do Espírito, palavras de penitência e confissão misturavam-se com cânticos de louvor por pecados perdoados.” Atos dos Apóstolos, p. 37
 
José Carlos Costa, pastor

sexta-feira, 12 de julho de 2013

COMO CRISTO CONQUISTAVA AS PESSOAS?

Dicas para o trabalho missionário através do exemplo de Cristo
OBJETIVOS
1. Aprender com o exemplo de Cristo
“Unicamente os Métodos de Cristo Trarão Verdadeiro Êxito no Aproximar-se do Povo.” C.B.V. p.143.
2. Por quê e como Aplicar os Métodos Cristo Hoje
“O Salvador misturava-se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes as necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: Segue-me.” C.B.V. p.120.
O EXEMPLO DE CRISTO
 
Misturou-se com os Homens Desejando-lhes o Bem.
Demonstrou Simpatia por eles.
Atendeu Suas Necessidades.
Ganhou Sua Confiança.
Convidou-os Para Segui-Lo.
Prometeu Fazê-los “Pescadores de homens"
 
1.      Cristo ia ao Encontro das Pessoas
Aproximava-se do coração do povo.
Procurava-os nas Ruas Públicas.
Nas Casas Particulares.
Nos Barcos.
Na Sinagoga.
Às Margens do Lago.
Nas Festas Nupciais.
Ia-lhes ao encontro em suas ocupações diárias.
Manifestava interesse em seus negócios seculares.
Levava suas instruções às famílias... Serviço Cristão. 119
2. Cristo Atendia as Necessidades das Pessoas
Tão Cheia de Simpatia e Amor era a sua atitude...
Era Bom para Com todos...
Ia de Casa em Casa:
Curando os Enfermos (Alimentando os Famintos;Confortando os que choravam;Aliviando os Aflitos; Falando de paz aos angustiados;Tomava as criancinhas nos braços e as abençoava; Falava palavras de Esperança e conforto... Medicina e Salvação, 19).
3. Revelava Amor e Compaixão
“Cristo Fazia Preceder a Sua Mensagem por Atos de Amor e Beneficência.” Serviço Cristão, 113.
“Não Considerava ninguém Indigno.” Serviço Cristão, 120.
“Seu Amor puro e santo, abençoava a todos os que estivessem dentro de sua esfera de Influência.” Medicina e Salvação, 20.
4. Convidava Para Seguir Jesus.
“Jesus Via em Cada alma alguém a quem devia ser feito o chamado para o Seu Reino.” SC, 119.
SEGUIR OS MÉTODOS DE CRISTO
“Deus tem retido suas bênçãos porque Seu povo não tem trabalhado em harmonia com Seus Métodos.” Testimonies, VII, 18.
"Se seguirmos o exemplo de Cristo em fazer o bem, os corações nos estarão abertos, como estiveram para Ele.” Serviço Cristão, 120.
Envolvimento Pessoal
"A obra de Cristo compôs-se em grande parte de conversas individuais". SC, 116.
"Jesus Punha-se em Contato com aqueles a quem desejava atrair". SC, 117.
"A Poderosa Simpatia Pessoal que dEle emanava, conquistava os corações". SC, 119.
Necessidade do Envolvimento pessoal
 
"Um dos meios mais eficazes de comunicar a luz é o trabalho particular, pessoal". SC, 118.
"Atraí os que se encontram ao redor de vós mediante o trabalho pessoal". SC, 118.
"De importância igual às conferências  públicas especiais é o trabalho de casa em casa nos lares do povo". SC, 113.“A influência pessoal é um poder.” SC, 119.
“Devemos aproximar-nos dos homens individualmente com simpatia semelhante à de Cristo.”    SC, 117.
“Muitos há a espera de que alguém se lhes dirija pessoalmente.” SC, 118 .
“Visitai vossos vizinhos numa maneira amigável, e relacionai-vos com eles.” SC, 115.
“...o trabalho pessoal feito por cada indivíduo, o interesse manifestado pelos amigos e vizinhos, pode realizar muito mais do que se possa avaliar.” SC, 121.
“É por falta dessa espécie de trabalho que estão perecendo muitas almas por quem Cristo Morreu.”SC, 121.
Trabalho em Duplas
“Chamado os doze para junto de si, Jesus ordenou-lhes que fossem de dois em dois pelas cidades e aldeias.”  SC, 128.
“Da Mesma Maneira Ele enviou posteriormente os setenta.” DTN, 332.
“Nenhum foi mandado sozinho, mas irmão em companhia de irmão, amigo ao lado de amigo.”  SC, 128.
Necessidade do Trabalho em Duplas
“... orando um com o outro.”
“... a força de um suprindo a fraqueza do outro.” SC, 128.
“Era Desígnio do Salvador que os mensageiros do Evangelho assim se associassem.” DTN, 332.
“Teria Muito mais êxito a obra evangélica em nossos dias, fosse esse exemplo mais estritamente seguido.” DTN, 332.
O Que as Duplas Devem Fazer
“Irmãos e irmãs, visitai aqueles que residem próximo de vós, e com simpatia e bondade procurai cativar-lhes o coração”. SC, 115.
“Ajudando onde for necessário o auxílio”. SC, 113.
“Simpatizai com eles, orai com eles, espreitai as oportunidades de os beneficiar, e segundo vos for possível, reuni alguns deles e abri a Palavra de Deus perante suas mentes em trevas”. SC. 116.
“Não precisam insistir em assuntos doutrinários; falem da obra e sacrifício de Cristo”. SC. 116.
“Falai, orai, cantai acerca de Cristo Crucificado, e isso comoverá e cativará corações.” SC. 130.
“Dizei-lhes como encontrastes Jesus, e como tendes sido abençoados desde que vos pusestes ao Seu serviço.” SC. 124.
“Falai-lhes da alegria, do gozo que existe na vida cristã”. SC 124.
“Podereis assim, conquistar-lhes o coração.”    SC. 128.
“Anjos de Deus vos acompanham às moradas daqueles a quem visitais”. SC. 118.
“Estou Convosco todos os Dias, é Sua Promessa.” SC. 114.  

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Fases do Desenvolvimento de um Líder

Fases de Desenvolvimento de um líder.Como tudo na vida, também o desenvolvimento de um líder se dá em fases. Uma sucessão de eventos e influências marca a vida de um líder. O livro “The Making of a Leader” de Robert Clinton descreve a sequência de fases como segue:

Partimos da compreensão que enquanto o líder espiritual ensina e ajuda outros a progredirem em sua vida espiritual, a interação com as pessoas, o próprio processo de ensino e aprendizado conduzido pelo líder e a sua exposição às lutas e confrontos de seu ministério de liderança, contribuem e são utilizados por Deus para o desenvolvimento do líder e aexpansão de sua influência. Em outras palavras, enquanto o líder ensina, aprende!!
Entender a seqüência destas fases e submeter-se com atitude positiva e consciente à direção de Deus permite com que este processo seja o mais eficaz possível e seus efeitos os mais duradouros e profundos na vida do líder. Segue um breve comentário para cada fase de desenvolvimento de um líder:
Fase 1. Fundamentos Soberanos: Providencialmente Deus trabalha através de família, ambiente e eventos na vida do futuro líder. Começa com o nascimento. É difícil acreditar que Deus estava trabalhando em sua vida por meio de tantas coisas que não eram nada santas, mas Deus estava lá preparando o que você seria hoje, na medida em que você permitiu a Sua ação ou não (cf. Gn. 50: 15-20 e Rm. 8:28).
Nesta fase Deus está desenvolvendo o líder estabelecendo os fundamentos em sua vida. O líder em potencial tem pouco ou nenhum controle sobre o que acontece com ele. Nesta fase deve aprender a responder positivamente e tirar vantagem para o seu crescimento espiritual daquilo que Deus está lançando como fundamento.
Fase 2. Crescimento da vida interior: é uma época em que futuro líder se empenha em conhecer a Deus de uma maneira mais pessoal e íntima. Aqui o líder aprende a importância de orar e ouvir a Deus. Conforme ele vai crescendo em discernimento, entendimento e obediência, ele será testado. Estes testes bem no início de sua formação, são experiências cruciais que Deus usa para preparar o líder para as próximas fases em liderança. Nesta fase o líder em formação envolve-se em algum tipo de serviço ou ministério. Neste contexto de aprender fazendo, ele ganha novas lições de vida interior.
Nesta fase o potencial de liderança é identificado e Deus usa experiências probantes para desenvolver o caráter. Respostas consagradas permitem que o líder aprenda as lições fundamentais que Deus está ensinando. Se a pessoa não aprende as lições, geralmente elas lhe são apresentadas de novo nas mesmas áreas. Uma resposta apropriada resultará em um ministério em expansão e responsabilidades maiores.
Fase 3. Maturação Ministerial: o líder emergente expande-se em direção a outras pessoas. Ele começa a fazer experiências com os seus dons espirituais, mesmo que não conheça a base teórica dos dons. Ele busca treinamento para se tornar mais efetivo no serviço. O Ministério é o foco do líder emergente nesta etapa.
Deus está desenvolvendo o líder de duas maneiras durante este tempo: através do ministério e através da igreja. Ele vai desenvolver as suas habilidades relacionais. Estes relacionamentos vão ensiná-los as lições boas e as ruins que caracterizam a natureza humana.
=> Atividade e produtividade ministerial não são os pontos fortes das fases 1, 2 e 3. Deus está trabalhando principalmente dentro do líder, não ainda através dele ou dela. Nestas fases podem surgir frustrações típicas, pois os líderes em formação não reconhecem esta fase. Eles estão constantemente avaliando produtividade e sucesso, enquanto Deus está silenciosamente avaliando o seu potencial de liderança. Ele quer nos ensinar que nós lideramos a partir daquilo que somos.
Fase 4. Maturação de vida: o líder identificou seus dons e os usa em um ministério que satisfaz. Ele ganha senso de prioridades  e de como utilizar os seus dons de maneira mais eficaz e entende que aprender o que não fazer á tão importante como aprender o que fazer. Uma maturidade frutífera é o resultado. Isolamento, crises e conflitos recebem um novo significado. O princípio de que o “ministério flui do ser” enquanto o caráter do líder se estabelece e amadurece.
Nesta fase a compreensão experiencial de Deus está sendo desenvolvida. Comunhão com Deus torna-se fundamental e mais importante que sucesso no ministério. Com esta abordagem o ministério recebe incrementada relevância e frutificação. O relacionamento com Deus se aprofunda, o que é a base para um ministério efetivo e duradouro.
Fase 5. Convergência: Deus movimenta o líder para uma função que combina com os seu Mix de dons e sua experiência para que o seu ministério seja maximizado. O líder usa o seu melhor e se livra daquele ministério para o qual não está qualificado com dons. Maturidade de vida e maturidade no ministério encontram juntos o seu ápice nesta fase.
Muitos líderes não experimentam a fase de convergência e há várias razões para isto. Algumas vezes são impedidos pela falta de seu próprio desenvolvimento pessoal. Em outros momentos a organização à qual servem o mantém em uma situação limitante de ministério. Alguns motivos são providenciais e podem ser difíceis de serem entendidas pelo fato de não termos a visão plena daquilo que Deus quer de nossa vida (cf. a vida de João Batista).
O momento da fase 5 é de conduzir o líder para uma posição e um lugar onde desfrutará do máximo de eficiência e eficácia. A resposta do líder para a guia de Deus é de confiança, descanso e observação de como Deus o move a um ministério que incorpora todos os desenvolvimentos das fases anteriores. Convergência é na verdade a resposta consistente de Deus para todo o trabalho realizado na vida do líder.
Fase 6. Plenitude: Esta fase é para muito poucos. Os frutos de uma vida de ministério e crescimento culminam em uma era de reconhecimento e influência indireta sobre uma amplitude jamais imaginada. Líderes na fase da plenitude construíram uma vida de contatos e continuam a exercer influência sobre estes relacionamentos. Muitos os buscam por causa do rastro coerente que deixaram atrás de si de uma vida devota seguindo ao Senhor. O reservatório de sabedoria ajuntado através de uma longa vida, vai servir de bênção para muitos ainda.
=> O desenvolvimento destas fases são consistentemente caracterizadas por pelo menos 3 caminhos: 1) diferentes tipos de processos ocorrem em cada fase. 2) cada fase é terminada por um conjunto de eventos específicos. 3) em cada fase há uma esfera diferente de influência.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Influência do Testemunho Pessoal

"Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo como testemunho." Mateus 24:14
 Pertencer ao povo de Deus é um grande privilégio. Olhar para a igreja e ver que ela tem passado, presente e futuro; que tem uma história, um desafio e uma esperança, realmente enche o coração de satisfação.
 No presente o nosso desafio é: cumprir a missão. Tarefa impossível do ponto de vista humano. Possível apenas quando nos entregamos à completa atuação do Espírito Santo na nossa vida. Apesar de todos os recursos dos meios de comunicação à nossa disposição, não nos esqueçamos da importância do testemunho pessoal.
 O Dr. Jack Provonsha, da Universidade de Loma Linda, conta a história de três ervilhas ainda na vagem. A história ilustra o ponto de equilíbrio entre a confiança e a humildade no nosso testemunho.
 Durante muito tempo, as três ervilhas viveram sob a impressão de que o mundo era inteiramente verde. Mas, um dia, a vagem abriu-se e as três ficaram extasiadas. “Que faremos?”, perguntaram. “Olha o chão é mais escuro do que verde!” Imediatamente, cada uma delas tomou uma posição diferente.
 A primeira, que procurava desculpas para se desfazer da sua fé, enterrou-se profundamente no solo, sujando-se o mais rápido que pôde. Não tinha a certeza do valor do seu verde, e o cobriu imediatamente. A segunda ervilha disse: “Oh! O verde é melhor do que a sujar-se no barro!” E ao pronunciar essas palavras escorregou de novo para dentro da vagem, fechando-a com o máximo de firmeza possível. A terceira disse: “Estou contente em ser verde. Na verdade, creio que o mundo precisa de mais verde. Vou andar no meio do barro e partilhar o meu verde.”
Quais são as três atitudes que encontramos nessa alegoria? A postura da primeira ervilha era de um cristianismo dissimulado, esperando uma oportunidade para “cair” e abandonar a sua identidade e valores. A segunda demonstrou comodismo e falta de compromisso: “Deixe que os outros façam.” E, finalmente, a terceira demonstrou equilíbrio entre a confiança e a humildade. Mostrou disposição de conviver, relacionar-se e debater com as pessoas que não vêem as coisas como nós vemos; o desejo de ser “sal da terra” e “luz do mundo”.
 Você pode orar: “Querido Deus, ensina-me a ser aquilo que Tu desejas que eu seja, aonde quer que eu for.”
A convicção interna de que aquilo em que você crê traz mudança na sua vida e pode mudar a vida de outros é importante no seu testemunho pessoal.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Oração de Salvação

A Oração de Salvação - a nossa primeira conversa real com Deus
 A "oração de salvação" é a oração mais importante que chegaremos a orar. Quando estivermos prontos para nos tornarmos um Cristão, estaremos prontos para ter a nossa primeira verdadeira conversa com Deus. Essa conversa inclui tais componentes:
• Reconhecemos que Jesus Cristo é Deus; que Ele veio à terra como um homem para viver uma vida sem pecado que não podemos viver; que Ele morreu no nosso lugar para que não tivéssemos que pagar a penalidade que merecemos pagar.
• Confessamos a nossa vida de pecado - vivendo para nós mesmos e não obedecendo a Deus.
• Admitimos que estamos prontos para confiar em Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor.
• Pedimos a Jesus para entrar no nosso coração, fazer dele a Sua residência e começar a viver através de nós.
Oração de Salvação – Começa com fé em Deus
 Quando fazemos a oração de salvação, estamos a dizer a Deus que acreditamos que a Sua Palavra é verdade. Através da fé que Ele nos tem dado, fazemos a escolha de acreditar n´Ele. A Bíblia diz que "sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11:6).
 Então, quando oramos para pedir a Deus pela salvação presente, viver a salvação e salvação no dia glorioso da Sua vinda, estamos exercitando o nosso livre arbítrio de fazer a decisão de acreditar n´Ele. Essa demonstração de fé agrada a Deus porque nós O escolhemos livremente.
Oração de Salvação – Confessar os nossos pecados
 Quando fazemos a oração de salvação, estamos a admitir que temos pecado. A Bíblia diz de todos, menos de Cristo, que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23).
 Pecar é simplesmente não alcançar o alvo, como uma flecha que não alcança o centro do alvo. A glória de Deus da qual carecemos é encontrada apenas em Jesus Cristo: "Porque Deus que disse: ‘De trevas resplandecerá luz’ – ele mesmo resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo" (2 Coríntios 4:6).
 A oração de salvação reconhece que Jesus Cristo é o único ser humano de todos os tempos que viveu e nunca pecou. "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21).
A Oração de Salvação – Professa a fé em Cristo como Salvador e Senhor
 Com Cristo como nosso padrão de perfeição, estamos agora confirmando a fé n´Ele como Deus, concordando com o que o Apóstolo João disse: "No princípio era o Verbo (Cristo), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (João 1:1-3).
 Deus podia aceitar apenas um sacrifício perfeito e sem pecado. Já que Ele sabia que não poderíamos executar isso, Ele mandou Seu Filho para morrer por nós e pagar o preço eterno. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).
 
Oração de Salvação – Repita com sinceridade!
 Você concorda com tudo que tem lido até agora? Se sim, não espere mais um minuto para começar uma nova vida em Jesus Cristo. Ore:
 "Pai, sei que tenho transgredido as Tuas leis e meus pecados me têm separado de Ti. Realmente sinto muito; agora quero afastar-me da minha vida de pecado e aproximar- me de Ti. Por favor perdoa e ajuda-me a evitar a pecar de novo. Creio que o Teu Filho Jesus Cristo morreu pelos meus pecados, ressuscitou dos mortos, hoje vive e escuta a minha oração. Convido Jesus a ser o Senhor da minha vida para reinar no meu coração de hoje em diante. Por favor envie o Espírito Santo para me ajudar a obedecer e a fazer a Tua vontade pelo resto da minha vida. Em nome de Jesus. Amém."
Oração de Salvação – Eu orei, e agora?
 Se você fez essa oração de salvação com verdadeira convicção, você agora é um seguidor de Jesus. Isto é um fato, quer você se sinta diferente ou não. Outros sistemas de religião talvez o fizeram acreditar que era necessário sentir algo – um calor especial, um sentimento físico de tranquilidade ou outra experiência mística. A verdade é que talvez sim e talvez não. Se você fez a oração de salvação de coração, você agora é um seguidor de Jesus. A Bíblia diz que a sua salvação eterna está segura! "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Romanos 10:9).
 Seja bem-vindo à família de Deus! Gostaríamos de encorajá-lo a achar uma igreja local onde você possa ser preparado para ser batizado e crescer no conhecimento de Deus através da Sua Palavra, a Bíblia. Quer saber qual é a igreja de Jesus Cristo aqui na terra?
Leia Apocalipse 14:12 e o Espírito Santo o guiará a entrar o Seu povo.
Abraço fraterno.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O livro o levou à família de Deus

Ofereça um livro. Seja uma testemunha hoje.
“Quando tinha cinco anos de idade, ganhei de meu pai o livro Vida de Jesus, de Ellen White. Ele me ensinava sobre o Salvador, folheava o livro e mostrava para mim as gravuras coloridas. Quando cresci, conheci uma jovem. Acabamos nos envolvendo e ela engravidou. Como a menina era evangélica, me senti muito mal, sujo. Eu tinha o hábito de escrever tudo o que acontecia comigo desde pequeno como forma de preencher o vazio. Num ato de desespero, juntei tudo o que era meu e joguei numa cachoeira próxima a minha casa. O livro Vida de Jesus, infelizmente, não escapou desse ato de aflição. Tempos depois, descobri a Rádio Novo Tempo de Teresópolis, RJ. Os louvores e a palavra falada tocaram meu coração. Encontrei Jesus. Desde então, Deus tem me moldado dia a dia. Um dia, visitei um amigo. Vi na prateleira da casa dele um livro com um nome que me era conhecido: Ellen White. Quando o peguei, percebi que se tratava do mesmo que eu havia ganho havia anos e jogado fora. A partir dali, fiquei pensando como poderia obter aquele livro de novo. O tempo passou. Fui convidado a dar meu testemunho em uma igreja e falei sobre o livro. A mãe de uma amiga, presente no local, me procurou e disse que era adventista afastada. Ela me ajudou a obtê-lo. Com o livro novamente em mãos, desejei conhecer a igreja que me orientou religiosamente desde a infância através daquelas páginas. Foi assim que encontrei a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Teresópolis. Cheguei durante o curso 'O Grande Conflito', que na época estava sendo oferecido aos domingos para os ouvintes da Rádio Novo Tempo. Interessei-me em fazê-lo até o fim, inclusive as lições que havia perdido. Finalmente, percebi ter achado o que procurava e com muito carinho me uni à família de Jesus."

(Cidney da Conceição Pinheiro, Teresópolis, RJ)