sexta-feira, 19 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Testemunho Cristão
Somos Apenas Chamados a Compartilhar
O testemunho cristão
é apenas compartilhar a nossa fé sincera em Cristo - o que Ele tem pessoalmente
feito para mudar a nossa vida! Não somos chamados a forçadamente levar alguém
ao céu através de debates ou discussões. Somos apenas chamados a compartilhar!
Como no tribunal, somos chamados a ser testemunhas do Evangelho, e não a ser o
advogado, juiz ou júri... Deixe isso nas mãos de Deus!
Não se trata de Intelecto ou Debate
Na sua carta à Igreja de Corinto, Paulo aborda o coração do
testemunho cristão:
“E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o
testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque
nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu
estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha linguagem
e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em
demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na
sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” (1 Coríntios 2:1-5)
Compartilhe de Forma Simples, como uma Criança
O coração do
testemunho cristão pode ser melhor descrito através das palavras de uma
adolescente apaixonada pelo Senhor. Aqui está um "testemunho" de uma
menina de doze anos que só quer compartilhar o amor de Cristo e o propósito de
Deus...
Olá colegas e estudantes da escola média e secundária. Estou
aqui apenas para expressar algumas coisas que talvez estejam acontecendo a
muitos de nós hoje. Eu sei que tenho apenas doze anos, mas realmente espero
poder ajudar alguns de vocês a conhecerem e se aproximarem de Cristo. Conheci
Jesus quando tinha apenas cinco anos de idade. Naquele tempo, eu pensava:
"Se eu for à igreja todos os domingos e acreditar que Ele é real, irei ao
céu!" Entretanto, não é assim que funciona. Deus não nos colocou nesta
terra para fazer "coisas" e ser "perfeito", não, em vez
disso, estamos aqui para fazer uma escolha e aprender a amar o nosso Criador e
Pai do céu através da dádiva de Seu Filho, Jesus Cristo. Não temos que poder
fazer nada ou nos preocupar com nada - só precisamos receber Jesus e descansar
no que Ele tem planejado para as nossas vidas.
Como uma cristã, ainda tenho muitos problemas na minha vida,
mas tento resolvê-los da melhor forma possível. Sei que nada que eu fizer será
perfeito ou o melhor no mundo, mas Deus não está preocupado com isso - Ele só
quer que eu o ame. Às vezes oro a Deus e parece que não recebo uma resposta.
Neste ponto, muitos de nós pensamos que Deus nos abandonou pelo resto de nossas
vidas... mas, na verdade, Ele só está nos testando e edificando o nosso
caráter. O Senhor nos dá muitos testes na vida... para mim, como uma
adolescente cristã, um dos meus testes é a solidão. Será que Deus teria me
colocado nesta terra para ser solitária? Será que me colocou aqui apenas para
rir dos meus “erros” todos os dias? Claro que não. Ele me colocou aqui - como
todos vocês – para que possamos agradá-lo. Somos os Seus filhos e Ele quer que
cresçamos em Seu plano e propósito para nossas vidas.
O Poder da nossa História Encontra-se apenas em Jesus
Para mim, o
testemunho cristão trata-se de revelar o Jesus invisível na vida das pessoas.
Colocar toda a sua fé e todo o seu amor em alguém que você não pode ver... é
difícil! Sei disso porque eu costumava acreditar que Jesus não era real.
Entretanto, agora, eu não só acredito em Jesus, mas acredito que Deus me
colocou nesta terra para um propósito muito importante, e espero um dia cumprir
esse propósito. Talvez você às vezes pense: “se Jesus realmente está aqui
conosco, então por que não me ajuda na minha época de maior necessidade? Por
que permite que as pessoas fiquem doentes? Por que as pessoas morrem?” Eu creio
que Jesus está aqui para cada um de nós se apenas pedirmos... Jesus é a chave
para tudo! Não enfrentem a solidão sozinhos. Não enfrentem a pressão dos
colegas na vossa própria força. Nunca tenham medo da morte. Vivam uma vida de
fé e amor em Cristo! Provações, medos, ansiedades e até mesmo a morte estão
todos nas mãos do nosso Salvador, Jesus Cristo. Aceitem o Seu dom de amor e
vivam verdadeiramente felizes para sempre... independentemente das
circunstâncias!
Testemunho de criança
perseguida na Coreia do Norte.
COREIA DO NORTE (1º) - O norte-coreano Jong-Cheol (esse não
é seu nome verdadeiro) cresceu sem seu pai, que morreu jovem. Quando era
pequeno, a avó lhe contava histórias bíblicas. Como muitas crianças que vivem
na Coreia do Norte, assolada pela fome, depois de certa idade, ele começou a
perambular pelo país à procura de comida até que um dia cruzou a fronteira com
a China. Na China, o menino foi recolhido por um missionário chinês. Foi ali
que ele conheceu Jesus e o aceitou como seu salvador pessoal. Naquele momento
entendeu que sua mãe e sua avó também eram cristãs. Certo dia, Jong-Cheol foi
capturado com outras crianças. A polícia chinesa os prendeu e eles foram
deportados para a Coreia do Norte, fato que ocorre com milhares de crianças e adultos
todos os anos (e que é o motivo do protesto internacional). De volta à Coreia
do Norte, as crianças eram interrogadas diariamente, às vezes com uso de
violência. Uma das crianças não resistiu e contou que Jong-Cheol era cristão. O
menino foi executado por recusar-se a negar Jesus.
“Mas esse ainda não é o fim da história”, diz Simon. “Outras
crianças foram libertadas e fugiram para a China novamente. Elas disseram que
Jong Cheol não negou o Senhor Jesus nem uma vez.” Assim como Jong Cheol, de
apenas 11 anos, há muitos cristãos que querem permanecer fiéis ao seu Redentor
até a morte.
Infelizmente, em países livres como o Portugal, há aqueles
que se desviam dos seus caminhos e não resistem nem às pequenas provações.
Revele aos outros que você é cristão a partir do seu
comportamento, mais do que propriamente em palavras. Seja luz do mundo e sal da
terra. "Sê tu uma bênção" (Gen 12:1 a 3).
Fonte: osceifeiros.blogspot.com
sexta-feira, 12 de abril de 2013
As Duas Estruturas de uma Igreja
Dentro de cada igreja local e consequentemente a outros níveis do corpo de Cristo sobre a Terra, temos duas estruturas: a estrutura Missional e a estrutura Congregacional.
As duas são distintas em função e natureza, apesar de fazerem parte da mesma igreja. As duas podem complementar-se ou colidir. Paulo insiste em diversos texto pela unidade da fé (cf. 1 Co. 1:10; Ef. 4:3 e 9-16; Cl. 2:2). As diferenças que as duas apresentam podem ser fonte de confrontos e conflitos internos na igreja, mas não é bom que seja assim. Houve confronto entre personalidades e os seus seguidores no passado, mas Paulo apelou: “…cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo. Será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” 1 Co. 1:12-13.
E ainda: “Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.” I Co. 3:6-8.
A insistência de trabalharem em equipe, se ajudando mutuamente era a pregação de Paulo. O plano de Deus é que estas estruturas sejam complementares assim como um homem e uma mulher se complementam em um casamento.
Estrutura Congregacional:
Estrutura Congregacional:
- Governo: Consenso – As decisões são tomadas em comissão, por votação e segue-se a vontade da maioria.
- Foco: Gente – Pessoas e o seu bem-estar são o foco da igreja. Existe a tendência de prover conforto e programas agradáveis para que as pessoas, membros da igreja, se sintam bem.
- Compreensão de si: Pluralística – Tem uma auto-imagem de diversas frentes de ação e funções. Pensa-se em termos de complexidade e de harmonia entre todos as atividades e ministérios da igreja. Tendência para tratar todos os ministérios de maneira igual em poder de decisão, espaço de tempo nos programas e orçamento para trabalho.
- Prioridade: manutenção – Manter e melhorar o que se tem é a prioridade.
- Lento em fazer mudanças – Como há muitas comissões, e todos querem o direito de voz e voto em cada questão que se apresenta na igreja, a máquina tende a ser lerda e difícil de mudar de direção. Como esta estrutura provê estabilidade, qualquer tentativa rápida de mudança de rumo é vista com suspeita e medo.
- Preocupações múltiplas – Há muitos departamentos, e ações ocorrendo simultaneamente: Jovens, ADRA, Ministério da Mulher, Escola Sabatina, diaconato, departamentos infantis, Desbravadores, Aventureiros, etc… Todos querem promover seu departamento e seus programas. Calendário se torna difícil de administrar, nas finanças se torna quase impossível conseguir atender a todos de maneira satisfatória.
- Consolida avanços – Os avanços adquiridos são consolidados pela estrutura Congregacional. Se a Missional invade e conquista um espaço a estrutura Congregacional a consolida e fortalece institucionalizando-a.
- Enfatiza o “SER” – Programas incentivando o aprofundamento espiritual, a santificação enfatiza o desenvolvimento do ser, o caráter, a moral, a boa reputação são exaltados. Tende a transmitir a mensagem subliminar de que se eu estou bem diante de Deus eu não tenho que fazer nada.
- Crescimento Biológico: tende a crescer numericamente não por batismos, talvez por transferências se a programação for boa, mas mais pelos filhos que nascem a membros da igreja.
- Nível de comprometimento baixo – O envolvimento é limitado, pois poucas igrejas conseguem envolver os 60% de membros envolvidos em alguma atividade recomendados para a saúde de uma igreja. Como o envolvimento é limitado o comprometimento com a igreja local é limitada. As pessoas vêm quando o programa é bom ou o pastor é bom pregador, não para crescerem como discípulos maduros e assumirem o seu ministério diante de Deus. Tende a produzir aquela satisfação de dever cumprido no fato de ir à igreja.
- Alimenta espiritualmente – A estrutura alimenta o rebanho e pode levá-lo à compreensões mais profundas do evangelho e da vida. Tende a intelectualizar o que espiritual/relacional e teorizar aquilo que é prático.
- Burocrático, complicado: tende a ser burocrática, usando as suas estruturas institucionalizadas para controlar e sistematizar iniciativas e esforços, complicando ações que seriam relativamente simples em seu plano inicial.
- Controla, supervisiona, estrutura – a frase “isto tem que passar pela comissão” é freqüente. Os líderes querem, e para o bom funcionamento (como o entendem) precisam supervisionar e controlar as ações que são realizadas em nome da igreja.
- Cuida de pontos doutrinários e crenças – Em sua busca de estabilidade e segurança promove um corpo de crenças para prover unidade na fé e pensamento entre os crentes. Explica o entendimento que tem de cada ponto doutrinário da Bíblia.
- Protege a igreja e suas tradições – Protege patrimônio, finanças e estruturas estabelecidas. Promove o nome da instituição
- Tende a engolir a estrutura Missional – Como a estrutura Missional é exposta a situações inusitadas, precisa espaço e poder para tomar decisões rápidas; simultaneamente não é geradora direta de recursos financeiros, pelo contrário consome os recursos que a igreja local produz; a ênfase e desafio da igreja direcionam a cultura organizacional para a mentalidade Congregacional, muito menos para a Missional. Estes e outros fatores impelem a estrutura Congregacional de engolir e neutralizar a estrutura Missional, mesmo sem intencionalidade.
- Busca equilíbrio e estabilidade – há diversos elementos de diferentes naturezas que cooperam com este fenômeno, entre elas:
Familiaridade: o valor de reconhecimento que as pessoas precisam para se identificar com uma instituição e seus programas. Há elementos que precisam estar presentes em um culto público regular para que seja feito com ordem e decência. Estes elementos precisam ser repetidos, para se tornarem familiares. O efeito colateral é que ao se repetir suficientes vezes para que o efeito de familiaridade se instale na mente das pessoas, estes elementos viram tradição e se praticados por muito tempo, viram ícones que recebem valor sagrado intocável. Conseguiu-se a estabilidade, mas instalou-se um elemento que em sua natureza não tem nada de sagrado, porém é considerado por aquela comunidade de fé como tal. Cansaço de um mundo instável: As pessoas que são convertidas na fundação da igreja, e as outras que vão se unindo a esta igreja, vieram de um mundo de pecado e instabilidade. A igreja se torna um porto seguro, um local de descanso, onde não precisam temer as mesmas instabilidade e inseguranças que tinham “lá fora no mundo”. Corpo Doutrinário: “o que cremos como igreja?” é a pergunta que move a estrutura Congregacional na busca de definição de seu corpo doutrinário. Para não ficar à mercê de constantes e desgastantes controvérsias e explicações, a estrutura Congregacional tende a buscar definições e clareza naquilo que a igreja deve crer. Pessoas são admitidas e removidas com base neste código organizado. Os valores que uma igreja encontra na Bíblia são sistematizados pelas ciências de estudo e interpretação das escrituras e foco é dado num mínimo aceitável para que quem quiser participar desta igreja creia.
Estrutura Missional:
- É mais para seita (para-igreja) – Funciona como uma seita, um movimento. Não é conhecido e não tem localização específica. Funciona como um batalhão de táticas especiais.
- Foco: Tarefa – O alvo a ser cumprido neste momento e local dá o foco para toda a atividade e recursos.
- Compreensão de si: “nós e outros” – Uma compreensão peculiar de identidade e missão marca a estrutura Missional.
- Prioridade: expansão, extensão – Avançar é a máxima. Conquistar pessoa a pessoa para o Reino de Deus, conquistar território a território é prioridade, o resto é todo secundário e recebe pouca ou nenhuma atenção.
- Ágil em fazer mudanças – Como o grupo é pequeno e as prioridades e foco estão claros, não há muito tempo para perder em grandes discussões e votações democráticas. Muitas vezes aquele que no momento está mais sintonizado dá a ordem e os outros se submetem.
- Preocupações concentradas – Há uma preocupação: pregar, pregar, pregar e uma que é conseqüência quase que natural, colher.
- Faz os avanços – A estrutura Missional está toda voltada e se realiza com os avanços que faz. A cultura corporativa e os valores da Estrutura Missional incentivam e premiam o avanço. Há realização pessoal no avanço e conquista. A covardia e insegurança são reprimidas.
- Enfatiza o “FAZER” – as realizações e consecuções são aplaudidas e aquilo que é feito valorizado. O desenvolvimento do “SER” é visto como uma consequência do “FAZER”. Ao eu dar estudos para as pessoas eu desenvolvo a paciência, o amor e a humildade.
- Crescimento por conversão – A estrutura Missional não está interessada em crescimento por transferência ou por nascimento. Não quer nem administrar este crescimento. A única coisa que interessa é ganhar almas que ainda não pertencem ao Senhor para o Seu Reino.
- Nível de comprometimento alto – Cada um que faz parte da Estrutura Missional, sabe a dor e a alegria de se ganhar uma alma para o Reino de Deus. Como conseqüência a convicção é forte e o envolvimento e comprometimento como projeto em questão é altíssima. Dificilmente alguém que participa da Estrutura Missional não é auto-motivado.
- Desafia espiritualmente – A Estrutura Missional pressupõe bem-estar espiritual e passa rápido para o desafio. A frase mais ouvida é: “Se você é cristão, então como você não gosta de pregar o evangelho?”
- Fácil, descomplicado – como a Estrutura Missional é simples na organização, nos objetivos, no propósito e no foco, não há complicações.
- Delega, avança, cria estruturas simples – O nível de comprometimento é alto, a missão está clara, se há mais trabalho do que certo grupo pode dar conta, a Estrutura Missional não tem dificuldades de delegar.
- Prega doutrinas e crenças – O conteúdo ensinado é organizado conforme a necessidade do grupo de ouvintes. Claro que se preocupam com a ortodoxia do conteúdo, mas estão mais preocupados com a transmissão do conteúdo.
- Ataca na frente de batalha – Enquanto a estrutura Congregacional está preocupado em proteger a igreja e suas tradições, a Missional quer expandir a igreja e não liga nenhum pouco para as tradições.
- Tende a se ressentir contra a Estrutura Congregacional – Como partem de pressupostos diferentes e tem alvos diferentes as duas estruturas tendem a ter problemas uma com a outra. Como quem detém os recursos financeiros e o poder de mando é a Estrutura Congregacional, a Missional tende a se ressentir, pois sempre é muito difícil conseguir as coisas e avançar dependendo da Congregacional.
- Pronto a enfrentar lutas e desconfortos – Está disposta a enfrentar as dificuldades ligadas à pregação do evangelho por causa da clareza que tem de ser este o objetivo principal da existência de uma igreja.
As duas Estruturas frente a frente:
Há necessidade das duas estruturas na igreja. Se houver apenas uma o corpo morre. Se apenas a Congregacional subsistir, ela vai se consumindo pela autofagia inevitável de igrejas que se concentram em si. Como diz Allison & Anderson: “Quando uma igreja se concentra em si, ela morre!”[1] Por outro lado se houver apenas a estrutura Missional, ela não subsiste por falta de organização e recursos financeiros que a apoiem.
Diz a estrutura Congregacional que “um corpo sobrevive sem pernas, por mais que seja difícil”. A estrutura Missional afirma: “se vocês não ajudarem avançaremos pela fé.” Ambas têm teor de verdade alto, mas por que não trabalhar em equipe, unidos como o apóstolo Paulo tanto o recomenda? Cada um conforme o seu dom deve cooperar para com o crescimento do reino de Deus sobre a face da terra.
O relacionamento entre as duas estruturas precisa ser trabalhado e feliz é o pastor e líder de igreja local que consegue colocar azeite entre as duas rodas desta engrenagem. Os líderes das duas estruturas precisam ser instruídos a entender a função de sua própria estrutura e da outra a qual tende a não entender.
Tabela – Tendências
| T E N D Ê N C I A S | Estrutura Congregacional | Estrutura Missional | T E N D Ê N C I A S |
| É mais para Igreja | É mais para seita (para-igreja) | ||
| Governo: Consenso | Governo: Missão | ||
| Foco: Gente | Foco: Tarefa | ||
| Compreensão de si: Pluralística | Compreensão de si: “nós e outros” | ||
| Prioridade: manutenção | Prioridade: expansão, extensão | ||
| Lento em fazer mudanças | Ágil em fazer mudanças | ||
| Preocupações múltiplas | Preocupações concentradas | ||
| Consolida avanços | Faz os avanços | ||
| Enfatiza o “SER” | Enfatiza o “FAZER” | ||
| Crescimento Biológico | Crescimento por conversão | ||
| Nível de comprometimento baixo | Nível de comprometimento alto | ||
| Alimenta espiritualmente | Desafia espiritualmente | ||
| Burocrático, complicado | Fácil, descomplicado | ||
| Controla, supervisiona, estrutura | Delega, avança, cria estruturas simples | ||
| Cuida de pontos doutrinários e crenças | Prega doutrinas e crenças | ||
| Protege a igreja e suas tradições | Ataca na frente de batalha | ||
| Tende a engolir a estrutura Missional | Tende a ressentir-se contra a E. Congr. | ||
| Busca equilíbrio e estabilidade | Pronto a enfrentar lutas e desconfortos |
Tensão é inevitável por que elas são diferentes e as pessoas tendem a desconfiar daquilo que é diferente. Porém, onde há diferenças, é também onde existe o maior potencial para complementação e crescimento. Onde há unidade na diversidade é onde o Espírito de Deus mais gosta de trabalhar.
Ambas as estruturas deveriam ser semi-autônomas no processo de fazer decisões, bem como mutuamente relacionadas em propósito e objetivo. Isto quer dizer:
- Distribuir entre as duas estruturas o poder de decisão. Pelo menos aplicar o princípio de Win Arn, de misturar as duas estruturas mantendo sempre recém conversos nas reuniões de comissão. Eles são os que mais ligação têm com o sentido da estrutura Missional, eles que têm mais contatos e amigos fora da igreja. Segundo Arn “pelo menos um em cada cinco membros da comissão devem ter-se unido à igreja nos últimos dois anos.”[2]
- Se a igreja for muito consciente, manterá o grupo de oficiais com o foco na missão, treinando-os e fazendo-os entender que a função principal da igreja é ganhar almas para o reino de Deus. Segundo Arn é necessário pelo menos um líder da igreja dedicado à estrutura Missional para cada três ativos na estrutura Congregacional.[3]
- Arn também chama atenção para o tempo gasto em cada estrutura. Ele afirma que uma relação saudável seria 3:1, ou seja, para cada três horas investidas para a manutenção da igreja (todas as horas de oficiais e pastor somadas), pelo menos uma hora deveria ser gasta para pregar o evangelho e servir a comunidade.

- As finanças devem ser discutidas em conjunto e entre as atividades da igreja, a missão deve ter a prioridade número 1, não apenas na agenda de discussões, mas também no orçamento da igreja.
- Deve ser um valor clara e amplamente comunicado com plena intencionalidade: que não há igreja sem missão e nem missão sem igreja. Os membros devem estar com a mente e o coração marcado por esta ênfase. Não pode ser apenas uma frase bonita, que se chama de missão da igreja local, escrita num quadro e pendurado na parede da sala de reuniões, precisa ser a linguagem e desejo de cada membro.
- Todos os cargos e estruturas da igreja devem estar a serviço desta parceria. Cada setor e departamento devem estar envolvido nesta parceria.
- Programas devem ser estabelecidos para envolver a igreja como um todo para cooperar com esta dupla estrutura eclesial.
O relacionamento deve ser simbiótico não independente. As relações numéricas de Win Arn são sugestivas a partir de estudos daquilo que ocorre de fato na prática das igrejas locais norte-americanas.
Em outros estudos, no entanto é mostrado que quando há uma tendência maior para a estrutura Missional, isto é, quando o complexo todo se move para a direita na figura 2 abaixo, há maior crescimento.
Em outros estudos, no entanto é mostrado que quando há uma tendência maior para a estrutura Missional, isto é, quando o complexo todo se move para a direita na figura 2 abaixo, há maior crescimento.

Parece que a afirmação de proporcionalidade direta entre tendência para a estrutura Missional e o crescimento numérico de membros se comprova na realidade. Em outras palavras, quanto mais se tende à Estrutura Missional, maior o crescimento numérico da igreja.
Creio no entanto que deve haver um limite para esta tendência. Deve haver um máximo ideal depois do qual, por falta da Estrutura Congregacional, a estrutura Missional começaria a sofrer e pelo dano perder conversos.
Se fosse verdade que uma tendência ilimitada na direção da Estrutura Missional seria sempre diretamente proporcional ao crescimento em número de membros, não seria necessário estabelecer-se a Estrutura Congregacional. Recém conversos seriam deixados a esmo, sem assistência e sem crescimento pós-batismal.Por isso as duas precisam coexistir e se apoiar mutuamente, para que ambas unidas possam realizar o mandado de Jesus: indo, ensinando, batizando, fazei discípulos! Mt. 28:18-20.
____________________
Dr. Berndt Wolter
[1] Allison, Lon & Anderson, Mark. Going Public with the Gospel. Downers Growe, IL: IVP Books, 2003, p. 318.
[2] Arn, Win. The Church Growth Ratio Book. Monrovia, CA: Church Growth Inc., 1990, p. 14.
[3] Ibid, 12.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Pelo celular, Gabriel encontrou a Esperança
Gabriel Feles dos Santos é um adolescente que ajuda os pais na lavoura e no cuidado com os animais. Em meio a essa rotina pacata do interior, ele descobriu, no celular, a rádio Novo Tempo. Dias depois, sintonizou o canal da esperança na televisão, e convidou os pais a assistirem. Logo, a família inteira estava completando o estudo bíblico. ”O dia em que eu conheci a Novo Tempo mudou minha vida e da minha família. E agora, cada dia busco ter uma comunhão mais íntima com Deus, sempre fazendo o que aprendi na Bíblia”, testemunha o jovem.
Este conhecimento vindo de Deus iluminou a vida da mãe de Gabriel. A transformação do próprio filho foi como o toque do Criador para resgatar Alda da depressão. “Eu me sentia sem significado, não tinha vontade de comer, nem ânimo para nada. Comecei a reagir assistindo a Novo Tempo e me ergui de novo. Agora, estou cada vez melhor”, vibra.
Nas terras vizinhas há outra família também tocada por esta mesma esperança. Lucia Andrade Quoos, que tem o privilégio de trabalhar colhendo flores, contou como a vida deles tem sido melhor desde que conheceram verdadeiramente a Deus.: “A Rádio Novo Tempo é sensacional! Porque você progride e aprende a ser melhor do que é. A gente procura passar para os outros o que escuta na Novo Tempo. É uma bênção!”, sorri.
Não há limites para o alcance da Palavra de Deus. Com a ajuda de muitas pessoas, estamos avançando cada vez mais para abreviar a volta de Jesus. E como a fragrância que perfuma o ar e alegra o ambiente, a palavra de Deus ecoa felicidade através da Rádio, TV e Internet, levando esperança e conforto a um mundo que precisa, com urgência, conhecer a mensagem de salvação.
- Acompanhe esta história, em breve, no programa Anjos da Esperança. E participe deste ministério ajudando a levar esta mensagem ainda mais longe! Curta a página do ministério Anjos da Esperança no Facebook e saiba como contribuir para que mais histórias como essas se tornem realidade!
Testemunhos
A nossa confissão de Sua fidelidade é o meio escolhido pelo Céu para revelar Cristo ao mundo. Cumpre-nos reconhecer Sua graça segundo foi dada a conhecer por intermédio dos santos homens da antiguidade; mas o que será mais eficaz é o testemunho de nossa própria experiência. Somos testemunhas de Deus ao revelarmos em nós mesmos a operação de um poder divino. Cada indivíduo tem uma vida diversa da de todos os outros, e uma experiência que difere muito da deles. Deus deseja que nosso louvor ascenda a Ele, levando o cunho de nossa própria personalidade. Esses preciosos reconhecimentos para louvor da glória de Sua graça, quando fortalecidos por uma vida semelhante à de Cristo, possuem irresistível poder, o qual opera para salvação de almas.
É benefício para nós o conservarmos viva na memória cada dádiva de Deus. Por esse meio a fé é fortalecida para invocar e receber mais e mais. Há maior ânimo na mínima bênção que nós mesmos recebemos de Deus do que em todas as narrações que possamos ler da fé e experiência de outros. A alma que corresponde à graça de Deus será como um jardim regado. Sua saúde apressadamente brotará; sua luz brilhará nas trevas, e sobre ela se verá a glória do Senhor. (A Ciência do Bom Viver – Ellen G. White)
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” Mateus 24:13-13
terça-feira, 2 de abril de 2013
Criando Raízes
“Nossa força vem de nossas fraquezas.” (Ralph Waldo Emerson)
Quando eu era pequeno, tinha um velho vizinho chamado Dr.
Gibbs. Ele não se parecia com nenhum médico que eu jamais houvesse conhecido.
Todas as vezes em que eu o via, ele estava vestido com um macacão de zuarte e
um chapéu de palha cuja aba da frente era de plástico verde transparente.
Sorria muito, um sorriso que combinava com seu chapéu – velho, amarrotado e
bastante gasto.
Nunca gritava conosco por brincarmos em seu jardim.
Lembro-me dele como alguém muito mais gentil do que as circunstâncias
justificariam.
Quando o Dr. Gibbs não estava salvando vidas, estava
plantando árvores. Sua casa localizava-se em um terreno de dez acres, e seu
objetivo na vida era transformá-lo em uma floresta.
O bom doutor possuía algumas teorias interessantes a
respeito de jardinagem. Ele era da escola do "sem sofrimento não há
crescimento". Nunca regava as novas árvores, o que desafiava abertamente a
sabedoria convencional.
Uma vez perguntei-lhe por quê. Ele disse que molhar as
plantas deixava-as mimadas e que, se nós as molhássemos, cada geração sucessiva
de árvores cresceria cada vez mais fraca. Portanto, tínhamos que tornar as
coisas difíceis para elas e eliminar as árvores fracas logo no início.
Ele falou sobre como regar as árvores fazia com que as
raízes não se aprofundassem, e como as árvores que não eram regadas tinham que
criar raízes mais profundas para procurar umidade. Achei que ele queria dizer
que raízes profundas deveriam ser apreciadas.
Portanto, ele nunca regava suas árvores. Plantava um
carvalho e, ao invés de regá-lo todas as manhãs, batia nele com um jornal
enrolado. Smack! Slape! Pou!
Perguntei-lhe por que fazia isso e ele disse que era para
chamar a atenção da árvore.
O Dr. Gibbs faleceu alguns anos depois. Saí de casa. De vez
em quando passo por sua casa e olho para as árvores que o vi plantar há cerca
de vinte e cinco anos. Estão fortes como granito agora. Grandes e robustas.
Aquelas árvores acordam pela manhã, batem no peito e bebem café sem açúcar.
Plantei algumas árvores há alguns anos. Carreguei água para
elas durante um verão inteiro. Borrifei-as. Rezei por elas. Todos os nove
metros do meu jardim. Dois anos de mimos resultaram em árvores que querem ser
servidas e paparicadas. Sempre que sopra um vento frio, elas tremem e balançam
os galhos. São “árvores maricas”.
Uma coisa engraçada a respeito das árvores do Dr. Gibbs: a
adversidade e a privação pareciam beneficiá-las de um modo que o conforto e a
tranquilidade nunca conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir dormir, dou uma olhada em meus
dois filhos. Olho-os de cima e observo seus corpinhos, o sobe e desce da vida
dentro deles.
Frequentemente oro por eles. Oro principalmente para que
tenham vidas fáceis. "Senhor, poupe-os do sofrimento." Mas,
ultimamente, venho pensando que é hora de mudar minha oração.
Essa mudança tem a ver com a inevitabilidade dos ventos
gelados que nos atingem em cheio. Sei que os meu filhos encontrarão
dificuldades e, portanto, minha oração para que isto não aconteça é ingénua.
Sempre há um vento gelado soprando em algum lugar.
Portanto, estou mudando minha oração vespertina. Porque a
vida é dura, quer o desejemos ou não. Em vez disso, vou orar para que as raízes
de meus filhos sejam profundas, para que eles possam retirar forças das fontes
escondidas do Deus eterno.
Muitas vezes oramos por tranquilidade, mas essa é uma graça
difícil de alcançar.
O que precisamos fazer é orar por raízes que alcancem o
fundo do Eterno, para que quando as chuvas caiam e os ventos soprem não sejamos
varridos em direções diferentes.
(Philip Gulley)
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