quinta-feira, 4 de abril de 2013

Testemunhos


A nossa confissão de Sua fidelidade é o meio escolhido pelo Céu para revelar Cristo ao mundo. Cumpre-nos reconhecer Sua graça segundo foi dada a conhecer por intermédio dos santos homens da antiguidade; mas o que será mais eficaz é o testemunho de nossa própria experiência. Somos testemunhas de Deus ao revelarmos em nós mesmos a operação de um poder divino. Cada indivíduo tem uma vida diversa da de todos os outros, e uma experiência que difere muito da deles. Deus deseja que nosso louvor ascenda a Ele, levando o cunho de nossa própria personalidade. Esses preciosos reconhecimentos para louvor da glória de Sua graça, quando fortalecidos por uma vida semelhante à de Cristo, possuem irresistível poder, o qual opera para salvação de almas.
É benefício para nós o conservarmos viva na memória cada dádiva de Deus. Por esse meio a fé é fortalecida para invocar e receber mais e mais. Há maior ânimo na mínima bênção que nós mesmos recebemos de Deus do que em todas as narrações que possamos ler da fé e experiência de outros. A alma que corresponde à graça de Deus será como um jardim regado. Sua saúde apressadamente brotará; sua luz brilhará nas trevas, e sobre ela se verá a glória do Senhor. (A Ciência do Bom Viver – Ellen G. White)
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” Mateus 24:13-13

terça-feira, 2 de abril de 2013

Criando Raízes

“Nossa força vem de nossas fraquezas.” (Ralph Waldo Emerson)
 
Quando eu era pequeno, tinha um velho vizinho chamado Dr. Gibbs. Ele não se parecia com nenhum médico que eu jamais houvesse conhecido. Todas as vezes em que eu o via, ele estava vestido com um macacão de zuarte e um chapéu de palha cuja aba da frente era de plástico verde transparente. Sorria muito, um sorriso que combinava com seu chapéu – velho, amarrotado e bastante gasto.
Nunca gritava conosco por brincarmos em seu jardim. Lembro-me dele como alguém muito mais gentil do que as circunstâncias justificariam.
Quando o Dr. Gibbs não estava salvando vidas, estava plantando árvores. Sua casa localizava-se em um terreno de dez acres, e seu objetivo na vida era transformá-lo em uma floresta.
 
O bom doutor possuía algumas teorias interessantes a respeito de jardinagem. Ele era da escola do "sem sofrimento não há crescimento". Nunca regava as novas árvores, o que desafiava abertamente a sabedoria convencional.
 
Uma vez perguntei-lhe por quê. Ele disse que molhar as plantas deixava-as mimadas e que, se nós as molhássemos, cada geração sucessiva de árvores cresceria cada vez mais fraca. Portanto, tínhamos que tornar as coisas difíceis para elas e eliminar as árvores fracas logo no início.
 
Ele falou sobre como regar as árvores fazia com que as raízes não se aprofundassem, e como as árvores que não eram regadas tinham que criar raízes mais profundas para procurar umidade. Achei que ele queria dizer que raízes profundas deveriam ser apreciadas.
Portanto, ele nunca regava suas árvores. Plantava um carvalho e, ao invés de regá-lo todas as manhãs, batia nele com um jornal enrolado. Smack! Slape! Pou!
Perguntei-lhe por que fazia isso e ele disse que era para chamar a atenção da árvore.
O Dr. Gibbs faleceu alguns anos depois. Saí de casa. De vez em quando passo por sua casa e olho para as árvores que o vi plantar há cerca de vinte e cinco anos. Estão fortes como granito agora. Grandes e robustas. Aquelas árvores acordam pela manhã, batem no peito e bebem café sem açúcar.
 
Plantei algumas árvores há alguns anos. Carreguei água para elas durante um verão inteiro. Borrifei-as. Rezei por elas. Todos os nove metros do meu jardim. Dois anos de mimos resultaram em árvores que querem ser servidas e paparicadas. Sempre que sopra um vento frio, elas tremem e balançam os galhos. São “árvores maricas”.
Uma coisa engraçada a respeito das árvores do Dr. Gibbs: a adversidade e a privação pareciam beneficiá-las de um modo que o conforto e a tranquilidade nunca conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir dormir, dou uma olhada em meus dois filhos. Olho-os de cima e observo seus corpinhos, o sobe e desce da vida dentro deles.
 
Frequentemente oro por eles. Oro principalmente para que tenham vidas fáceis. "Senhor, poupe-os do sofrimento." Mas, ultimamente, venho pensando que é hora de mudar minha oração.
Essa mudança tem a ver com a inevitabilidade dos ventos gelados que nos atingem em cheio. Sei que os meu filhos encontrarão dificuldades e, portanto, minha oração para que isto não aconteça é ingénua. Sempre há um vento gelado soprando em algum lugar.
Portanto, estou mudando minha oração vespertina. Porque a vida é dura, quer o desejemos ou não. Em vez disso, vou orar para que as raízes de meus filhos sejam profundas, para que eles possam retirar forças das fontes escondidas do Deus eterno.
Muitas vezes oramos por tranquilidade, mas essa é uma graça difícil de alcançar.
O que precisamos fazer é orar por raízes que alcancem o fundo do Eterno, para que quando as chuvas caiam e os ventos soprem não sejamos varridos em direções diferentes.
 
(Philip Gulley)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Famílias são alcançadas pela mensagem da salvação


ANJOS DA ESPERANÇA - Jesus Voltará em Breve



NOVA VIDA



Planeamento Estratégico para Igrejas

 
Durante a segunda guerra mundial o mundo tornou-se um lugar inseguro. Organizações de todas as àreas sentiram que os seus empreendimentos poderiam virar cinzas do dia para a noite. Se algo não fosse feito, a ruína seria certa. Regulamentos foram desenvolvidos de tal maneira que todos ligados à organização funcionassem de maneira previsível e controlável.
A maioria das pessoas estava familiarizada com a mentalidade militar. O exército desfrutava de grande aceitação e respeito popular pela ordem que conseguia viver e a força que demonstrava (veja AQUI trailler de um filme que mostra a época). Receber e dar ordens era comum e todos aceitavam, pois pela mentalidade de então era essa a saída para qualquer crise ou problema. Essa abordagem funcionava nesse então.
A igreja também se sentiu ameaçada… O ambiente que rodeava a igreja era impregnada com a mentalidade de ordem, regulamento e obediência militar. Também a igreja decidiu organizar-se e fortalecer-se, protegendo-se contra a instabilidade do momento. E também na igreja passou a funcionar a mente militar. E nesse então eram certas e genuínas as decisões tomadas com base na percepção que se tinha.
A igreja organizou o seu jeito de ser, com essa ordem. “Tudo seja feito com ordem e decência” é a palavra bíblica, não é?
Na busca dessa estabilidade organizacional num momento de instabilidade, a igreja buscou modelos para se estruturar maisconsistentemente nessa época perigosa. O que foi visto foram instituições fortes e instituições fracas. As fortes haviam seguido um determinado modelo de estruturação empresarial. Empresas, principalmente, organizavam-se para serem fortes e estáveis em tempos de crise. Tudo o que o ser humano podia fazer, fez. Tudo o que sabia colocou em funcionamento para proteger e fortalecer as organizações que seriam o marco orientador.
Estudos em todas as áreas começaram a se desenvolver no pós-guerra. A decepção da guerra levou as pessoas a não confiarem em nada, a não ser as suas próprias capacidades. O humanismo (doutrina filosófica que exalta o homem e suas consecuções) tomava conta de cada setor da sociedade. O homem havia visto de que é capaz durante a guerra e agora queria colocar isso a disposição do progresso.
Empresas se estruturavam e se organizavam confiando na força e capacidade do ser humano. Planejavam e executavam as suas atividades com cada vez maior refinamento nos detalhes. Teorias de todas as espécies foram desenvolvidas nas academias. Psicólogos, economistas, administradores, professores e toda sorte de especialistas engrossavam as fileiras de estudiosos tentando achar a fórmula mágica da estabilidade e do progresso.
Muitos excessos foram cometidos nesse processo. E empresas tornaram-se tiranos dentro da plena democracia. Usavam os recursos e os seres humanos sob pressão, para que produzissem o máximo no mínimo de tempo. O medo de uma nova guerra, impeliu as organizações a trabalharem com alvos de curto prazo. A pressão aumentava.
Não posso descrever todos os detalhes que envolviam o ambiente daquela época. O mundo se organizou para progredir e as máquinas do progresso foram colocadas em movimento com todo vapor. Se quiser leia mais AQUI e AQUI.
O ponto que eu queria chegar é que na busca do mesmo crescimento, estabilidade e prosperidade a igreja começou a utilizar osmesmos instrumentos administrativos das outras organizações. Mas como a igreja e as outras organizações sem fins lucrativos não tinham os mesmos recursos e consequentemente não podiam investir em pesquisa como as empresas produtoras de bens o faziam, modelos de planejamento e organização foram incorporados na administração da igreja. Creio que cada um fez o seu melhor ao longo da história da igreja, tanto que, pelo menos aqui no Brasil, nossos irmãos antepassados entregaram uma organização sólida e funcional.
A minha preocupação é que aqueles instrumentos envelheceram e a persistência neles podem danificar a igreja seriamente se não discutirmos honestamente e não fizermos o que está ao nosso alcance para ajustarmos o nosso jeito de ser igreja nos próximos anos. Veja o artigo Trajetória “Quase” Inevitável => clique AQUI.
Nunca tivemos um instrumento de planejamento que levasse em consideração as características típicas de uma igreja. Nunca usamos um tipo de planejamento que valorizasse as esperanças, dons e paixões das pessoas, juntamente com a vontade de Deus. Não levamos em consideração as características de uma organização sem fins lucrativos, que tem adesão de seguidores, não por que estejam em busca de lucros ou ganhos materiais, mas por que estão em busca de outra natureza de ganhos. No caso de uma igreja os aderentes, ou como chamamos, os conversos vêm pelo fato de quererem crescer como pessoas para viver melhor aqui na terra e finalmente alcançarem a vida eterna.
Peter Drucker em seu livro “Administração de Organizações Sem fins Lucrativos” ressalta a natureza dessas organizações e o que as pessoas vêm buscar delas. A igreja é uma organização que não pode e nem deve ser comparada com uma empresa!!! O que Deus está querendo fazer através e no ser humano, não pode de modo nenhum ser degradado ao nível do do esforço humano e compreensão humanista.
Precisamos planejar a igreja dentro das características que ela tem. Os instrumentos de administração não podem ser os de uma empresa, isso seria uma simplificação demasiada daquilo que é por natureza muito mais complexo do que qualquer empreendimento humano jamais conseguirá ser. Precisamos de um instrumento simples que seja útil para inspirar, desafiar, oferecer visão clara e direção para cada membro e para a coletividade chamada igreja. Precisamos de um instrumento de liderança, muito mais do que de administração, instrumento que considere o livre arbítrio e o chamado de cada obreiro pago ou voluntário.
Existe este instrumento e ele será analisado nos próximos artigos em todos os seus detalhes.
Publicado por Dr. Berndt Wolter