quinta-feira, 28 de março de 2013

Famílias são alcançadas pela mensagem da salvação


ANJOS DA ESPERANÇA - Jesus Voltará em Breve



NOVA VIDA



Planeamento Estratégico para Igrejas

 
Durante a segunda guerra mundial o mundo tornou-se um lugar inseguro. Organizações de todas as àreas sentiram que os seus empreendimentos poderiam virar cinzas do dia para a noite. Se algo não fosse feito, a ruína seria certa. Regulamentos foram desenvolvidos de tal maneira que todos ligados à organização funcionassem de maneira previsível e controlável.
A maioria das pessoas estava familiarizada com a mentalidade militar. O exército desfrutava de grande aceitação e respeito popular pela ordem que conseguia viver e a força que demonstrava (veja AQUI trailler de um filme que mostra a época). Receber e dar ordens era comum e todos aceitavam, pois pela mentalidade de então era essa a saída para qualquer crise ou problema. Essa abordagem funcionava nesse então.
A igreja também se sentiu ameaçada… O ambiente que rodeava a igreja era impregnada com a mentalidade de ordem, regulamento e obediência militar. Também a igreja decidiu organizar-se e fortalecer-se, protegendo-se contra a instabilidade do momento. E também na igreja passou a funcionar a mente militar. E nesse então eram certas e genuínas as decisões tomadas com base na percepção que se tinha.
A igreja organizou o seu jeito de ser, com essa ordem. “Tudo seja feito com ordem e decência” é a palavra bíblica, não é?
Na busca dessa estabilidade organizacional num momento de instabilidade, a igreja buscou modelos para se estruturar maisconsistentemente nessa época perigosa. O que foi visto foram instituições fortes e instituições fracas. As fortes haviam seguido um determinado modelo de estruturação empresarial. Empresas, principalmente, organizavam-se para serem fortes e estáveis em tempos de crise. Tudo o que o ser humano podia fazer, fez. Tudo o que sabia colocou em funcionamento para proteger e fortalecer as organizações que seriam o marco orientador.
Estudos em todas as áreas começaram a se desenvolver no pós-guerra. A decepção da guerra levou as pessoas a não confiarem em nada, a não ser as suas próprias capacidades. O humanismo (doutrina filosófica que exalta o homem e suas consecuções) tomava conta de cada setor da sociedade. O homem havia visto de que é capaz durante a guerra e agora queria colocar isso a disposição do progresso.
Empresas se estruturavam e se organizavam confiando na força e capacidade do ser humano. Planejavam e executavam as suas atividades com cada vez maior refinamento nos detalhes. Teorias de todas as espécies foram desenvolvidas nas academias. Psicólogos, economistas, administradores, professores e toda sorte de especialistas engrossavam as fileiras de estudiosos tentando achar a fórmula mágica da estabilidade e do progresso.
Muitos excessos foram cometidos nesse processo. E empresas tornaram-se tiranos dentro da plena democracia. Usavam os recursos e os seres humanos sob pressão, para que produzissem o máximo no mínimo de tempo. O medo de uma nova guerra, impeliu as organizações a trabalharem com alvos de curto prazo. A pressão aumentava.
Não posso descrever todos os detalhes que envolviam o ambiente daquela época. O mundo se organizou para progredir e as máquinas do progresso foram colocadas em movimento com todo vapor. Se quiser leia mais AQUI e AQUI.
O ponto que eu queria chegar é que na busca do mesmo crescimento, estabilidade e prosperidade a igreja começou a utilizar osmesmos instrumentos administrativos das outras organizações. Mas como a igreja e as outras organizações sem fins lucrativos não tinham os mesmos recursos e consequentemente não podiam investir em pesquisa como as empresas produtoras de bens o faziam, modelos de planejamento e organização foram incorporados na administração da igreja. Creio que cada um fez o seu melhor ao longo da história da igreja, tanto que, pelo menos aqui no Brasil, nossos irmãos antepassados entregaram uma organização sólida e funcional.
A minha preocupação é que aqueles instrumentos envelheceram e a persistência neles podem danificar a igreja seriamente se não discutirmos honestamente e não fizermos o que está ao nosso alcance para ajustarmos o nosso jeito de ser igreja nos próximos anos. Veja o artigo Trajetória “Quase” Inevitável => clique AQUI.
Nunca tivemos um instrumento de planejamento que levasse em consideração as características típicas de uma igreja. Nunca usamos um tipo de planejamento que valorizasse as esperanças, dons e paixões das pessoas, juntamente com a vontade de Deus. Não levamos em consideração as características de uma organização sem fins lucrativos, que tem adesão de seguidores, não por que estejam em busca de lucros ou ganhos materiais, mas por que estão em busca de outra natureza de ganhos. No caso de uma igreja os aderentes, ou como chamamos, os conversos vêm pelo fato de quererem crescer como pessoas para viver melhor aqui na terra e finalmente alcançarem a vida eterna.
Peter Drucker em seu livro “Administração de Organizações Sem fins Lucrativos” ressalta a natureza dessas organizações e o que as pessoas vêm buscar delas. A igreja é uma organização que não pode e nem deve ser comparada com uma empresa!!! O que Deus está querendo fazer através e no ser humano, não pode de modo nenhum ser degradado ao nível do do esforço humano e compreensão humanista.
Precisamos planejar a igreja dentro das características que ela tem. Os instrumentos de administração não podem ser os de uma empresa, isso seria uma simplificação demasiada daquilo que é por natureza muito mais complexo do que qualquer empreendimento humano jamais conseguirá ser. Precisamos de um instrumento simples que seja útil para inspirar, desafiar, oferecer visão clara e direção para cada membro e para a coletividade chamada igreja. Precisamos de um instrumento de liderança, muito mais do que de administração, instrumento que considere o livre arbítrio e o chamado de cada obreiro pago ou voluntário.
Existe este instrumento e ele será analisado nos próximos artigos em todos os seus detalhes.
Publicado por Dr. Berndt Wolter

quarta-feira, 20 de março de 2013

Princípios de Crescimento de Igreja – Dr. Abdala

Desde o início do movimento de crescimento de igreja, em 1955, com a publicação do livro The Bridges of God, de Donald McGavran, muito se tem escrito sobre o tema e as razões por que uma igreja cresce. Embora o movimento tenha feito contribuições significativas à missão cristã, a maior parte de sua literatura está fundamentada em observações de igrejas que crescem rapidamente. Estudos de casos têm sido colecionados, e métodos apresentados como princípios ou leis de crescimento. Porém, muito desse crescimento pode estar ligado a aspectos culturais ou simplesmente ao carisma da liderança. Pode derivar da amizade dos membros ou da receptividade da área onde a igreja está localizada. Deveríamos levar em consideração que grande crescimento numérico de tais igrejas não corresponde a mudança de estilo de vida.

Se quisermos descartar prescrições humanas para o sucesso e adotar princípios universais de crescimento, relevantes para todas as igrejas, devemos considerar os princípios duradouros que Deus tem dado, sobre os quais devemos fundamentar o crescimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Neste artigo, pretendemos refletir sobre esse princípios, segundo os escritos de Ellen G. White.
Visão
Fé e oração ligadas à habilidade para comunicar uma visão formam o princípio mais importante a ser empregado no crescimento de igreja. O maior impedimento a esse crescimento é a falta de fé da liderança, traduzida em evasivas tais como: “isso não funciona aqui”, ou, “este campo é muito difícil”. Tal atitude, nunca produzirá transformações significativas em nossa vida e ministério. Esse princípio foi bem estabelecido por Guilherme Carey, numa reunião de pastores, em 1792: “Esperem grandes coisas de Deus; façam grandes coisas para Deus”.1
Talvez, Ellen White tivesse em mente esse conceito, ao aconselhar o presidente da Associação Geral, G. I. Butler, a estabelecer alvos elevados: “Devemos esperar grandes coisas do Senhor… Estabeleçamos metas elevadas… Devemos alcançar mais alto. Não limitemos o Onipotente… esperemos grandes coisas.”2 De acordo com ela, nunca podemos ir além daquilo que sonhamos. Estar satisfeitos com a pequenez não apenas revela falta de visão, mas também de fé. Por isso, ela aconselha os líderes a “abandonar a visão acanhada e fazer planos mais amplos”.3Ao comentar o trabalho da igreja, realizado em Orebo e Copenhague, ela disse: “Mas eles não esperam muito, portanto, não recebem muito… Assim, por sua falta de fé, nossos obreiros às vezes dificultam o trabalho para si mesmos.”4
A falta de fé torna o trabalho quase impossível. “Muitos dos que são classificados para fazer um trabalho excelente obtêm pouco porque pouco empreendem. … Não vos contenteis em atingir um ideal baixo.”5 No crescimento de igreja, fé envolve estabelecer alvos realísticos em termos de coisas esperadas e coisas invisíveis. Ou, como diz Edward Dayton, “todo alvo é uma declaração de fé”.6 Não ter alvos é uma situação confortável, porque sem alvos é impossível fracassar. Para muitos líderes, seus alvos são qualquer coisa que eles fazem acontecer no tempo. Peter Wagner os compara ao atirador que atira uma bala na parede, e então faz um círculo ao redor da marca.7
A visão de crescimento é também uma aventura de fé; e isso é fundamental para disseminar o evangelho. David Livingstone aventurou-se a levar Cristo à África. Guilherme Carey deixou a sapataria e foi pregar na Índia. Muitos tentaram desencorajá-los, mas eles se lançaram à tarefa, crendo que ela poderia e deveria ser feita. Grandes investimentos produzem grandes lucros. Correr riscos é parte do exercício da fé. Na parábola dos talentos, o mordomo que enterrou o talento não tinha alvo, exceto evitar o fracasso. Não investiu, porque temeu (Mat. 25:25).
Ellen White reconhece a importância da fé que espera grandes coisas de Deus: “Deus deseja homens que arrisquem qualquer coisa e todas as coisas para salvar almas. Os que não avançarem sem ver com clareza diante de si cada passo da estrada, não serão os homens indicados neste tempo para fazer avançar a verdade de Deus. … Deus exige homens de fibra, esperança, fé e perseverança para trabalharem sem rodeios.”8 Essa declaração é parte de um artigo sobre investimentos financeiros. O trabalho deve ser apoiado financeiramente, mesmo com o risco de que um investimento específico não produza retorno imediato em termos de conversões.
Fé, estabelecimento de alvos elevados e a expectativa de receber grandes coisas de Deus andam de mãos dadas. Se um pastor não consegue ter certeza daquilo que não vê, e não visualiza pela fé o que Deus pode realizar, deve buscar essa experiência através da oração (II Reis 6:17).
Oração
Para Ellen White, a oração é outro grande componente do crescimento da igreja. Ela aconselhou a se fazer reuniões de oração em favor da penetração da verdade em lugares resistentes. Assim, o Espírito Santo trabalhará para convencer e converter.9Quando a igreja de Los Angeles realizava reuniões evangelísticas, em 1906, ela incentivou os irmãos a apoiarem o trabalho com seus recursos e a orar pelo êxito da campanha: “Tenha a igreja em Los Angeles reuniões especiais de oração, diariamente, em favor do trabalho que está sendo feito. A bênção do Senhor virá sobre os membros da Igreja que assim tomarem parte na obra, reunindo-se em pequenos grupos, cada dia, para orarem pelo seu êxito. Desta sorte … a obra do Senhor progredirá.”10
Os pastores devem gastar mais tempo em comunhão com Deus, se desejam que seus esforços sejam frutíferos. Eles são aconselhados a não confiar na correria. Na obra de aproximar homens e mulheres de Jesus, deve haver mais fervorosas orações. Oração e fé são princípios fundamentais no crescimento de igreja.
Liderança efetiva
Peter Wagner diz que o primeiro sinal vital de um crescimento eclesiástico saudável é “um pastor que seja potencialmente umpensador e cuja liderança dinâmica seja catalizadora de toda a igreja para o crescimento”.11 Quando o pastor não tem visão, mostrando pouca ou nenhuma preocupação evangelística, ele se torna um obstáculo.
A primeira qualidade dos líderes efetivos é sua fidelidade em seguir o modelo divino, ou seja, o “aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Efés. 4:12). Todo líder deveria considerar o conselho que Jetro deu a Moisés para que selecionasse e capacitasse auxiliares (Êxo. 18:13-26). Assim, sua tarefa primária era treinar e equipar indivíduos,