terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Trajetória “quase” inevitável
Vamos trabalhar a teoria da “Degenerescência Eclesiástica Evitável” nesse artigo. Ele está baseado na observações feitas nas linhas de tendência de crescimento nas Divisões Europeias, na Norte-Americana e na Sul-Americana. Ao desenvolver a leitura perceba como há necessidade de uma reforma missiológica imediata em nossa igreja sob pena de, vítimas do triunfalismo sermos pegos de surpresa pela mesma crise que está aprisionando a igreja na Europa.
A Divisão Trans-Europeia experimenta uma Taxa de Crescimento Decenal (TCD) de 25%, isto é, cresceu 25% em 10 anos, ou 2,5% de Taxa de Crescimento Anual (TCA). Veja o histórico das TCDs ao longo das últimas duas décadas. Observe a linha de tendência em vermelho.
A Divisão Euro-Africana tem TCD projetada de 5,8%, ou seja, 0,58% de TCA.
A Divisão Norte-Americana vive a realidade de 21,3% de TCD e consequentemente 2,13% de TCA.
Veja a Divisão Sul-Americana abaixo. Devo fazer o adendo que a DSA fez sérias atualizações na secretaria nos últimos 3 anos. Se distribuirmos esses ajustes de secretaria sobre as últimas duas décadas e projetarmos então a TCD das décadas de 1989-1998 e 1999-2008 teríamos uma TCD de aproximadamente 60%. Veja como ficou sem essa distribuição:
Ao observarmos a prática da igreja, os momentos históricos e os movimentos sociológico-culturais pelas quais primeiro a Europa e depois os Estados Unidos passaram e se projetarmos o mesmo padrão sobre a divisão Sul-Americana, vemos uma tendência que deve servir de alerta.
Algumas pessoas acusam esse raciocínio de uma simplificação exagerada de todas as variáveis que incidiram sobre a Europa e Estados Unidos tanto dentro quanto na sociedade fora da igreja. Quero dar a mão a palmatória por uns instantes e admitir a simplificação. Mas mesmo assim o padrão, a tendência se repetem. Ainda assim o que ocorreu nessas Divisões está começando a mostrar a cara por aqui.
Por motivo de ética e falta de autorização para a divulgação dos gráficos, vou me limitar aqui aos números brutos. Nenhuma das uniões da IASD no Brasil superou a faixa de 4,3% de TCA que projetado não passa de 40 a 45% de TCD. No Centro-Sul brasileiro antes ficou entre a faixa de 0,9 e 2,3% de TCA que projetados para 10 anos dariam uma TCD de 9-10% a 23-28%.
A teoria que estamos querendo desenvolver aqui é que de acordo com o gráfico do ciclo de vida de uma igreja, não temos receio de afirmar que a Europa está em pleno declínio, os Estados Unidos estão em plena estagnação e o Brasil está ameaçando entrar na fase de estagnação. Veja o gráfico.
Nesse momento o NUMCI está fazendo um estudo sobre a distribuição etária da membresia da IASD no Brasil. Nossa suspeita é que o que difere de maneira marcante o nosso padrão de crescimento e a tendência que experimentamos no Brasil é a pirâmide etária na qual ficam destacados os jovens e como consequência vigor e total potencial de reverter a atual tendência se houver um desejo coletivo de mudanças significativas no jeito de ser e fazer igreja acontecer.
Veja a diferença entre a pirâmide etária de um país emergente e um país típico europeu:
A suspeita é que na IASD do Brasil ainda estejamos mais voltados para o gráfico da esquerda do que o da direita, apesar de que pelas projeções do IBGE a nossa população já tende cada vez mais ao modelo europeu de distribuição etária.
Mas o que isso influi no crescimento da igreja?
Nesse momento a igreja na Alemanha por exemplo tem 55% dos membros com idade superior a 65 anos. A expectativa de vida na Alemanha é de 78 anos. Esse estudo eu fiz há 4 anos. Quer dizer que a igreja tem estatisticamente 9 anos para ter o númeor de mebros reduzido em 55%. Sem contar as variáveis de que adventistas vivem mais mas por outro lado o efeito sucção – que é a influência da perda de membros sobre a saída de outros membros, ou seja, quanto mais membros saem (ou morrem) mais outros tem a tendência de sair. A síndrome de abandonar o barco que está afundando…
Para completar esses senhores e senhoras de 65 anos ou mais, são responsáveis por 80% do volume de dízimo que é devolvido, que é utilizado para a operação da igreja.
Gostaríamos de convidar o leitor a raciocinar nesses termos apenas por um momento observando os dados. Em aproximadamente 15 a 20 anos estaremos na mesma situação que os Estados Unidos e a Europa, com a diferença que ainda temos a juventude e o vigor na igreja para revertermos a situação e empreendermos mudanças que impeçam a igreja de entrar nessa mesma trajetória que já está se mostrando em nossos arraiais.
Quero aqui afirmar o meu compromisso com o crescimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia mundial e especificamente com o crescimento da igreja Adventista no Brasil. Quero reafirmar o meu compromisso com a teologia e o sistema doutrinário-bíblico que a Igreja Adventista mantém. E declaro solenemente que nenhuma das linhas acima tem função de criticar ou destruir, mas de analisar e chamar para o diálogo.
Mantemos o compromisso de para cada avaliação que fazemos e percebemos que a igreja poderia fazer melhor, temos propostas sólidas e consistentes para a reversão da tendência de estagnação. Em nenhum momento nos arrogamos o direito de termos sozinhos a sabedoria plena para solução, antes nos colocamos a disposição da igreja para o debate e a troca de idéias, já por que da perspectiva da qual escrevemos, com certeza nos faltam muitos outros pontos de vista e as implicações que trazem consigo.
Nos próximos artigos estaremos explorando sugestões de o que a igreja poderia empreender para com simplicidade liberar potenciais e energia para o sistema. O poder de Deus quer se mostrar, mas pelas nossas práticas, nossa cultura corporativa e por nossa disposição missiológica estamos dificultando em muito que esse poder seja percebido pela igreja.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Diagnosticar a Saúde da sua Igreja
Você já pensou que a sua igreja pode estar doente? Há uma tendência de as igrejas no Brasil (centro-sul) entrarem em estagnação conforme o artigo http://crescimento.numci.org/trajetoria-quase-inevitavel/. As taxas de crescimento das igrejas locais mostram que precisamos fazer um check up e descobrir o estado de saúde delas (clique AQUI).
Você tem algumas maneiras de avaliar a saúde de sua igreja. A maioria das pessoas insistem, no entanto em fazer uma avaliação intuitiva. Perguntam para uma ou outra pessoa como se sentem na igreja e conseguem com isso aquelas respostas que as pessoas faz tempo queriam dar – geralmente negativas.
Há instrumentos muito apropriados para o diagnóstico eficaz da saúde de uma igreja. Instrumentos com precisão científica que conseguem medir o estado que uma igreja se encontra e podem ver a capacidade que a igreja de crescer saudável.
A pergunta é, pode uma igreja ficar doente (Veja AQUI)? Pessoas não ficam? Famílias não adoecem em suas relações e se tornam disfuncionais? Não acontece com outras organizações, que perdem vigor, declinam e morrem?
A igreja tem uma natureza dupla: Divina e humana – clique AQUI e veja no Nisto Cremos página 189 – A Igreja. Na parte Divina é claro que a igreja não vai enfermar. Deus é perfeito e tudo o que Ele faz é perfeito. Suas incursões e manifestações na vida pessoal dos crentes como na igreja quando ela está reunida, sempre são perfeitas e é por isso que vamos para a igreja. Na parte humana é que a igreja falha. As estruturas de organização e ação, a maneira que fazemos as coisas, os vícios e manias que vamos perpetuando sem questionar… E ali que a igreja torna-se enferma e pára de crescer.
Partimos do pressuposto de que toda igreja saudável irá crescer e dará muito fruto (cf. Jo. 15:5). Se no entanto de um grupo de características básicas alguma estiver mal, o todo da igreja será afetado por aquela deficiência. Exemplo: se uma macieira tiver adubo, solo bom, temperatura adequada e sol, mas não tiver água, ela não dará fruto de maneira saudável.
Como as igrejas ficam doentes? Elas ficam doentes por diversos motivos, mas principalmente quando acham “fórmulas de
funcionamento” que no passado deram certo e seus líderes querem perpetuá-las como se fossem sempre dar certo.
Igrejas locais e organizações religiosas estruturam-se e em seus inícios têm coragem de fazer ajustes e mudanças naquilo que percebem que não dá certo. Depois de algum tempo a maneira como se estruturaram vira uma tradição, que nos olhos de seus membros, essas estruturas de funcionamento tornam-se tão sagradas quanto as outras coisas na igreja. “Sempre fizemos assim” dizem. Muitas vezes pode ocorrer que estruturas de poder e interesse são responsáveis por perpetuar a igreja naquele formato. E assim igrejas esquecem que foram chamadas para propagar uma mensagem e que podem se estruturar de diversas maneiras sem serem infiéis à missão e à mensagem a elas confiadas. Stephen Covey ousou fazer a definição de insanidade: “fazer as coisas sempre da mesma maneira e esperar resultados diferentes.”
Aqui não é um fórum para crítica, estamos apenas evidenciando o que pode tornar uma igreja doente. Partimos do pressuposto de que as igrejas precisam ser relevantes internamente na nutrição espiritual dos membros, na condução dos membros para viverem o poder de Deus em sua vida de maneira abundante. Elas devem providenciar os desafios para que cada membro descubra o seu propósito dentro do grande plano de Deus e tenha coragem e capacidade para vivê-lo com toda a eficácia.
Uma igreja saudável também deve ser relevante na sociedade onde está inserida. Deve estar em condições de identificar as necessidades principais da comunidade e servi-la ganhando assim a confiança necessária para pregar o evangelho para os descrentes.
Isso tudo traduz-se em crescimento. Se uma igreja não consegue ser relevante para os seus membros, não consegue servir a comunidade que a rodeia e consequentemente não consegue crescer vigorosamente, essa igreja é considerada doente.
O NUMCI desenvolveu uma ferramenta muito útil para avaliar o estado de saúde de uma igreja. Durante 2,5 anos trabalhamos com teólogos, analistas de sistemas, consultores, e estudantes. Desenvolvemos um instrumento que uma vez aplicado traz resultados cientificamente comprovados. O instrumento foi exaustivamente testado e um programa de computador especialmente desenvolvido para fazer os cálculos e os tratamentos estatísticos necessários, para que a igreja possa ter certeza de 95% do resultado adquirido.
Assim como no exemplo da macieira acima, se apenas uma dessas características estiver baixa, pode ser que a igreja esteja “travada” apenas por causa dela.
Leia o livro de Christian Schwarz “Desenvolvimento Natural de Igreja” para entender melhor os detalhes teóricos.
Se você quiser, enquanto você se organiza para fazer o diagnóstico, observe com a liderança de sua igreja alguns elementos que podem ser determinantes no crescimento de sua igreja ou na sua estagnação.
Avalie sua Igreja em alguns ítens, mesmo que seja subjetivo dê uma nota de zero a 10.
Compreensão dos membros da Missão da igreja como um todo:

Baixa Alta
Compreensão dos membros da vocação da igreja local:

Baixa Alta
Desejo dos membros de crescer espiritualmente e em número de membros de igreja. Desejo de ver a igreja crescendo.

Baixa Alta
Comprometimento dos membros com o evangelismo/crescimento:

Não é prioridade Alta Prioridade
Compreensão dos membros de que a igreja precisa de uma estratégia para crescer:

Ruim Média Ótima
Envolvimento de membros no ministério (% membros com cargo/função):

Menos de 30% Mais de 60%
Efetividade dos PG no ministério da igreja:

Baixa Alta
Papel da Escola Sabatina no crescimento geral da igreja:

Baixo Alto
Nível da experiência na capacidade de amar por membros novos e antigos:

Baixa Alta
Desejo da liderança da igreja para estabelecer uma nova igreja:

Baixa Alta
Publicado por Dr. Berndt Wolter
Há instrumentos muito apropriados para o diagnóstico eficaz da saúde de uma igreja. Instrumentos com precisão científica que conseguem medir o estado que uma igreja se encontra e podem ver a capacidade que a igreja de crescer saudável.A pergunta é, pode uma igreja ficar doente (Veja AQUI)? Pessoas não ficam? Famílias não adoecem em suas relações e se tornam disfuncionais? Não acontece com outras organizações, que perdem vigor, declinam e morrem?
A igreja tem uma natureza dupla: Divina e humana – clique AQUI e veja no Nisto Cremos página 189 – A Igreja. Na parte Divina é claro que a igreja não vai enfermar. Deus é perfeito e tudo o que Ele faz é perfeito. Suas incursões e manifestações na vida pessoal dos crentes como na igreja quando ela está reunida, sempre são perfeitas e é por isso que vamos para a igreja. Na parte humana é que a igreja falha. As estruturas de organização e ação, a maneira que fazemos as coisas, os vícios e manias que vamos perpetuando sem questionar… E ali que a igreja torna-se enferma e pára de crescer.
Partimos do pressuposto de que toda igreja saudável irá crescer e dará muito fruto (cf. Jo. 15:5). Se no entanto de um grupo de características básicas alguma estiver mal, o todo da igreja será afetado por aquela deficiência. Exemplo: se uma macieira tiver adubo, solo bom, temperatura adequada e sol, mas não tiver água, ela não dará fruto de maneira saudável.
Como as igrejas ficam doentes? Elas ficam doentes por diversos motivos, mas principalmente quando acham “fórmulas de
funcionamento” que no passado deram certo e seus líderes querem perpetuá-las como se fossem sempre dar certo.Igrejas locais e organizações religiosas estruturam-se e em seus inícios têm coragem de fazer ajustes e mudanças naquilo que percebem que não dá certo. Depois de algum tempo a maneira como se estruturaram vira uma tradição, que nos olhos de seus membros, essas estruturas de funcionamento tornam-se tão sagradas quanto as outras coisas na igreja. “Sempre fizemos assim” dizem. Muitas vezes pode ocorrer que estruturas de poder e interesse são responsáveis por perpetuar a igreja naquele formato. E assim igrejas esquecem que foram chamadas para propagar uma mensagem e que podem se estruturar de diversas maneiras sem serem infiéis à missão e à mensagem a elas confiadas. Stephen Covey ousou fazer a definição de insanidade: “fazer as coisas sempre da mesma maneira e esperar resultados diferentes.”
Aqui não é um fórum para crítica, estamos apenas evidenciando o que pode tornar uma igreja doente. Partimos do pressuposto de que as igrejas precisam ser relevantes internamente na nutrição espiritual dos membros, na condução dos membros para viverem o poder de Deus em sua vida de maneira abundante. Elas devem providenciar os desafios para que cada membro descubra o seu propósito dentro do grande plano de Deus e tenha coragem e capacidade para vivê-lo com toda a eficácia.
Uma igreja saudável também deve ser relevante na sociedade onde está inserida. Deve estar em condições de identificar as necessidades principais da comunidade e servi-la ganhando assim a confiança necessária para pregar o evangelho para os descrentes.
Isso tudo traduz-se em crescimento. Se uma igreja não consegue ser relevante para os seus membros, não consegue servir a comunidade que a rodeia e consequentemente não consegue crescer vigorosamente, essa igreja é considerada doente.
O NUMCI desenvolveu uma ferramenta muito útil para avaliar o estado de saúde de uma igreja. Durante 2,5 anos trabalhamos com teólogos, analistas de sistemas, consultores, e estudantes. Desenvolvemos um instrumento que uma vez aplicado traz resultados cientificamente comprovados. O instrumento foi exaustivamente testado e um programa de computador especialmente desenvolvido para fazer os cálculos e os tratamentos estatísticos necessários, para que a igreja possa ter certeza de 95% do resultado adquirido.
Com os questionários respondidos a igreja manda-os para o endereço indicado e em seguida já mandamos o laudo da igreja. Veja modelo abaixo:
O laudo que acompanha o diagnóstico já dá dicas e orientações básicas sobre o que fazer e em que áreas se deve iniciar o trabalho para recuperar a saúde de sua igreja. Você vê acima, que depois de exaustivos estudos, estabelecemos o nível de 70% como margem mínima de saúde de uma igreja. Você também vê que das características, as que estão acima de 70% são consideradas sadias.
Assim como no exemplo da macieira acima, se apenas uma dessas características estiver baixa, pode ser que a igreja esteja “travada” apenas por causa dela.
Leia o livro de Christian Schwarz “Desenvolvimento Natural de Igreja” para entender melhor os detalhes teóricos.
Se você quiser, enquanto você se organiza para fazer o diagnóstico, observe com a liderança de sua igreja alguns elementos que podem ser determinantes no crescimento de sua igreja ou na sua estagnação.
Avalie sua Igreja em alguns ítens, mesmo que seja subjetivo dê uma nota de zero a 10.
Compreensão dos membros da Missão da igreja como um todo:

Baixa Alta
Compreensão dos membros da vocação da igreja local:

Baixa Alta
Desejo dos membros de crescer espiritualmente e em número de membros de igreja. Desejo de ver a igreja crescendo.

Baixa Alta
Comprometimento dos membros com o evangelismo/crescimento:

Não é prioridade Alta Prioridade
Compreensão dos membros de que a igreja precisa de uma estratégia para crescer:

Ruim Média Ótima
Envolvimento de membros no ministério (% membros com cargo/função):

Menos de 30% Mais de 60%
Efetividade dos PG no ministério da igreja:

Baixa Alta
Papel da Escola Sabatina no crescimento geral da igreja:

Baixo Alto
Nível da experiência na capacidade de amar por membros novos e antigos:

Baixa Alta
Desejo da liderança da igreja para estabelecer uma nova igreja:

Baixa Alta
Publicado por Dr. Berndt Wolter
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Conheça a Área onde sua Igreja está Inserida
Toda igreja para ser relevante precisa entender o ambiente onde está inserida.
Há um potencial para ser explorado em cada comunidade, portas abertas e brechas por onde entrar. Se você organizar a sua igreja por ministérios de acordo com os dons dados pelo Espírito Santo, surgirão pessoas dispostas a servir (veja: Como Organizar os Ministérios de acordo com os Dons de cada membro – Clique AQUI). Mas onde servir? O que é necessário, onde estão abertas as portas?
É pelo levantamento da realidade que cerca a sua igreja, que se descobre o que fazer, o que os moradores daquela comunidade de fato precisam e como levar isso a ser útil na pregação do evangelho.
Descubra quem são os líderes formadores de opinião em sua comunidade, descubra quais as necessidades que mais assolam a comunidade? Há alguém já suprindo esta necessidade? Prefeitura? Alguma associação de moradores? Em que área é mais fácil entrar em contato com as pessoas e conquistar-lhes a confiança com maior eficácia?
Converse com o taxista, com o padeiro, com o frentista do posto e a enfermeira no posto de saúde. Veja o que está escrito no jornalzinho do bairro ou município, descubra o que está acontecendo para além das portas da igreja e ache com criatividade uma maneira de servir as pessoas em sofrimento e necessidade.
Veja como Cristo fazia: “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoas que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava, então: “Segue-Me.” CBV, 143.
Mas Jesus andava no meio do povo para sentir o que o povo sentia e agir ali onde o povo estava mais precisando. A igreja como representante de Jesus aqui na terra deveria fazer assim também.
Apenas depois de conquistar a confiança é que Ele pedia para que as pessoas O seguissem.
Ao lado você tem uma escala que ajuda você a descobrir, depois que você conquistou a confiança das pessoas, em que patamar que ela está no conhecimento do Mestre Jesus.
A abordagem é diferente se a pessoa já passou pelo batismo e já fez decisões por Cristo (mesmo que sejam biblicamente erradas) do que se ela estivesse no nível -5.
A simplificação exagerada das coisas nos leva a sair dando lições da Bíblia para quem nem está preparado para tal.
Muitas vezes fechamos portas ao irmos com sede demais ao pote, e outras vezes deixamos de aproveitar quando as portas estão escancaradas. Veja outra escala para ajudar o levantamento da área:

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
O MÉTODO DE JESUS - Evangelismo
Um renomado cirurgião, chamado Lewis Evans, viajou a Coréia
para visitar um colega que estava trabalhando como missionário ali. Dr. Evans
acompanhou seu amigo a uma vila distante
onde uma mulher doente requeria uma cirurgia de emergência. Ele assistia ao
médico, enquanto este calma e firmemente realizava a operação que durou sete
horas em um sufocante calor e sob primitivas condições.
Depois, enquanto conversavam, o Dr. Evans brincou: “Ei
Doutor, quanto você ganhou por uma operação como esta de hoje? Nos Estados
Unidos ganharia no mínimo $ 15.000.”
O outro homem pegou
uma moeda de cobre furada de sua gaveta e explicou que aquilo era tudo o que o
paciente tinha dado. Então, disse: “Primeiro, eu ganhei esta moeda furada, e
depois, tenho a profunda convicção de que Cristo esteve trabalhando por sete
horas através destes dedos para tocar e curar um de seus filhos.” Isto é
cristianismo!
É nosso privilégio tocar outras pessoas do mesmo modo que
Cristo fez. De fato, este é o nosso modelo de evangelismo. O livro de João
deixa-nos alguns exemplos de como Jesus Se propõe a mudar as pessoas.
Como Jesus Se relacionava com as Pessoas
A história começa no primeiro capítulo de S. João, versos 37
e 38. Aqui, nós vemos dois discípulos de João Batista que ouviram Jesus falar
e, imediatamente, se afastaram da multidão para segui-lO. Jesus Se volta para
eles e pergunta: “Que buscais?” O Mestre não iniciou a partir de sua agenda,
mas da deles. Ele não Se aproximou deles com um programa pré-arranjado. Ele
começou onde eles estavam e, gradualmente, os conduziu a Si mesmo: “– Rabi,
onde moras?” Respondeu-lhes: “Vinde e vede.”
Em S. João 2 está registrada a visita de Cristo à festa de
casamento em Caná. Durante a celebração, acabou o vinho. Isto significava um
desastre social. Era humilhante aos convidados ficarem sem ser servidos. A mãe
de Jesus percebeu a ansiedade dos anfitriões e a comunicou ao Filho. Ele
ordenou que se enchessem as 6 talhas de pedra e os transformou em vinho, o
melhor da festa. Problema resolvido. O milagre mostra a disposição de Cristo em
atender às necessidades das pessoas, mesmo daquelas que não parecem
espirituais. Ele atendia às necessidades do momento.
Em S. João 3, nós encontramos Jesus conversando com um
fariseu que Lhe pediu uma audiência na calada da noite. Nicodemos se tornou
consciente de que necessitava de algo mais do que uma religião formal; algo
mais do que a tradição e o ritual. Então, Jesus mostrou-lhe exatamente o que
ele estava procurando e como obtê-lo: “Você precisa nascer de novo.” Esse líder
estava receptivo, naquela noite, para receber direção espiritual, assim, Jesus
o atendeu nesse nível.
Então nós chegamos a S. João 4. Cristo estava passando por
Samaria e encontrou-Se com uma mulher perto do poço. Ele atendeu às suas
necessidades, com muito tato, ao dar-lhe uma medida de respeito. Ignorando
séculos de preconceitos, Ele pediu: “Dá-me de beber.” Essa mulher havia passado
por 6 maridos. Os homens da vila a consideravam um mero objeto de prazer. Ela
tinha ido sozinha ao poço, já que as demais mulheres da vila a evitavam. Então,
Jesus ofereceu a essa rejeitada apoio emocional, tratando-a com respeito e
oferecendo-lhe algo maravilhoso: água que saciaria para sempre a sua sede. Ele,
cuidadosamente, a conduziu ao ponto onde ela estava, preocupada em tirar água
do poço para Ele, o Doador da Vida Eterna.
S. João 5 mostra-nos uma dramática cura junto ao tanque de
Betesda. Novamente, Jesus estava encontrando um ser humano precisamente no
ponto de sua presente necessidade. Este pobre paralítico, que tinha estado em
desespero por 38 anos, queria mover-se, andar! Então, Jesus lhe perguntou:
“Queres ficar são?” Despertando, assim,
uma fagulha de fé no seu coração. Respondendo à ordem de Jesus, ele se levantou
sobre os seus pés. Seu corpo inválido, subitamente, tornou-se perfeito. Jesus
atendeu à sua necessidade física.
Era essa a maneira de Jesus trabalhar. Ele não disse aos
noivos das bodas de Caná que eles tinham de nascer de novo. Ele atendia às
necessidades sentidas no momento. Ele não falou ao paralítico sobre a Água
viva, pois isso não o despertaria. Ele o ajudou a andar.
Em S. João 6, nós encontramos Cristo envolvido com milhares
de pessoas famintas na encosta de uma colina em frente ao Mar da Galiléia. Elas
tinham uma necessidade definida, a qual era indicada pelos soluços das
crianças. Os discípulos sugeriram que a multidão fosse dispensada para cada um
providenciar o seu próprio alimento. Mas, Jesus insistia que eles como
evangelistas, precisavam atender às necessidades do povo com suas escassas
provisões. Necessidade atendida.
Eis um sumário do que Jesus fez nos seis primeiros capítulos
de S. João:
Método De Jesus:
O método de evangelismo de Jesus é simples: alcançar as
pessoas onde elas estão, tocá-las no ponto de suas necessidades e dar-lhes um
lampejo do Seu magnífico amor.
A estratégia do Senhor é, belamente, sintetizada no livro
Ciência do Bom Viver, página 143:
“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no
aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoas
que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às
necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava, então: “Segue-Me.”
O método de Cristo no
evangelismo vai além de discursos memorizados e apresentações “enlatadas”; Ele
é rico e dinâmico.
A – Expressão corporal de Cristo:
1. Olhos – “Amor expresso nos olhos e na voz atraíam…”
(Ev,124).
2. Palavras – “Não fora o espírito suave, cheio de simpatia,
refletindo-se em cada olhar e palavra, e Ele não teria atraído as grandes
multidões que atraiu.” (Idem).
“Aqueles que estudarem os métodos de ensino de Cristo, e se
educarem em Lhe seguir o trilho, hão de atrair grande número de pessoas,
mantendo sua atenção, como Cristo fazia outrora.” (Idem)
B – Alguns de Seus métodos:
1. Ilustrações: Surpreendia com ilustrações que prendiam a
atenção. Ilustrações tiradas das coisas da vida diária.
2. Instrução: Por meio da imaginação, chegava-lhes à alma.
3. Misturava-se:
Conversão
C – Exercício:
Leia esses textos com um grupo: Mt. 9:11,12; Lc. 7:36-40;
Lc. 19:5-9. Descubra o seguinte:
a) Como Ele misturava-se.
b) As necessidades atendidas.
c) O resultado.
D – Como misturava-se:
1. Ilustração do sal e do fermento: Mt 5:13 e Mt. 13:33.
2. Ordem de Jesus: João 17:15.
3. Através do contato pessoal e associação.
“Jesus entrava em contato pessoal com as pessoas. Não se
mostrava arredio e afastado daqueles que necessitavam de Seu auxílio. Ele
penetrava nos lares dos homens, confortava os tristes, curava os enfermos,
alertava os descuidados, e saía pela vizinhança fazendo o bem.” Beneficência
Social, p. 60.
Princípio do Relacionamento Pessoal
Evangelismo é fundamentado em relacionamentos pessoais. Ao
desenvolvermos amizade genuína com indivíduos, cria-se laços de confiança.
Ex.: John Wesley pregava a auditórios de 20.000. Interesse
era despertado em grandes reuniões públicas. Mas, os homens experimentavam
crescimento na graça em grupos. Evangelismo era mais do que descarregar um caminhão
de doutrinas. Ele entendeu que é difícil ganhar pessoas que você não conhece.
(Padded Pews or Open Doors, M. Finley, pag. 30).
Necessidades Sentidas e Necessidades Últimas
Necessidade sentida é a área da vida onde um indivíduo sente
que necessita de ajuda. É a necessidade percebida. Muitos empresários ansiosos,
por exemplo, têm necessidade de aliviar o stress. O fumante inveterado tem a
necessidade de abandonar o vício.
Uma necessidade última, no entanto, é a que os seres humanos
mais necessitam – cada pessoa no planeta precisa de Deus em sua vida.
Reconciliação com Deus é a última e principal necessidade.
A revista Psychology Today, na edição de setembro de 1987,
trouxe um artigo mostrando quais as maiores preocupações dos americanos,
conforme uma pesquisa. Elas são:
Hierarquia das Necessidades
Abraão Maslow identificou a hierarquia das necessidades,
conforme se vê:
1 – NECESSIDADES FÍSICAS
•fome e sede
•sono
•saúde
•exercício
•sexo
2 – SEGURANÇA
•Proteção
•Conforto e paz
•Nenhuma ameaça ou
perigo
3 – AMAR
•Aceitação
•Sentimento de
pertencer a alguém
•Participação em
grupo
4 – AUTO-ESTIMA
•Reconhecimento e
prestígio
•Competência e
sucesso
•Força e inteligência
5 – ATUALIZAÇÃO
•Auto realização do
potencial
•Fazer coisas pelo
desafio de realização
•Curiosidade
intelectual
•Criatividade
As mais Altas Necessidades
Motivo: “Consciente
ou inconsciente necessidade que impele uma pessoa a certa ação ou
comportamento”.
(Fonte: Felt Need Evangelism Syllabus – Andrews
University)
Outras Necessidades
Compromisso: Entregar-se a algo que transcende o ordinário,
o comum da existência. Pessoas não se satisfazem com tarefas rotineiras.
Satisfazem a essa necessidade pertencendo ao grupo dos Corintianos, a uma causa
política, ou na defesa da ecologia.
Filosofia Cósmica: Necessita saber que todas as coisas têm
um significado, que pertence a um universo ordenado. Que a vida tem origem e
destino eterno.
(Fonte: Present Truth in a Secular World. J. Paulien, p.
127.)
Após uma noite de pregação no auditório Pacheco, no Piauí,
uma mulher chamada Deusa veio contar-me a sua história. Era uma fumante inveterada, alcoólatra e
prestes a perder o emprego. Tudo aconteceu depois que o seu marido a abandonou,
desestruturando a sua vida. Era
refratária à mensagem bíblica. Foi
atraída pelo curso Como Deixar de Fumar e o seminário sobre o stresse.
O momento decisivo em sua vida veio quando ela percebeu que
os Adventistas se importavam o suficiente com ela para saciar-lhe às necessidades
físicas e ajudá-la a se livrar dos vícios. Após abandonar o cigarro e o álcool,
ela percebeu que necessitava de Deus e foi batizada.
Há muitos que não demostram interesse nas coisas do
Espírito, mas que se maravilham quando alguém vai até onde ele se encontra e
atende às suas necessidades.
Ellen White confirma:
“Muitos não têm fé em Deus e perderam a confiança no homem.
Mas apreciam ver atos de simpatia e prestatividade. Ao verem alguém sem
qualquer incentivo de louvor terrestre ou compensação, aproximar-se de seus
lares, ajudando os enfermos, alimentando os famintos, vestindo os nus,
confortando os tristes e ternamente chamando a atenção para Aquele de cujo amor e piedade o obreiro humanos é
apenas mensageiro – ao verem isto, seu coração é tocado. Brota a gratidão, e fé
é inspirada. Vêem que Deus cuida deles, e ao ser Sal Palavra aberta, estão
preparados para ouvi-la.”
(Medicina e Salvação, p. 247).
Cristo estava não apenas interessado em transformar água em
vinho, mas em revelar o vinho do Evangelho aos Seus contemporâneos. Não apenas
em multiplicar os pães, mas em mostrar ao povo o Pão da Vida. Tudo que fazemos
deve ter um propósito último: Conduzir almas ao Senhor Jesus.
O Melhor Método Evangelístico – por Mark Finley
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Natureza da Igreja – O que é a Igreja?
Sem entendermos a natureza da igreja, torna-se complicado
entender o crescimento da igreja. Se abordarmos a igreja de maneira alheia à sua
natureza, estaremos ferindo-a e se houver algum crescimento, ele não será
saudável e duradouro. Conforme como abordamos a igreja os novos discípulos que
forem se unindo a ela, terão o perfil típico da abordagem que estamos dando.
O Propósito de Deus Para Sua Igreja:
“A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação
dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao
mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja
refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a
quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua
glória. A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja
será a seu tempo manifesta, mesmo aos “principados e potestades nos Céus”
(Efés. 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus.” Ellen White, Atos
dos Apóstolos, pág. 9.
A Igreja na Bíblia
O termo igreja não aparece no Antigo Testamento (AT) na
Bíblia em Português.[1] No Novo Testamento (NT) a palavra utilizada no grego
para Igreja é ekklesia que vem da preposição ek = ‘para fora de’ e Kaleo =
‘chamar’.[2] Chamar para fora seria o melhor sentido para a palavra igreja,
sentido este que daria muito material para estudo, por exemplo: a igreja não
foi chamada para ficar ocupada consigo mesma, mas para sair e executar fora
dela o motivo de sua existência ou a igreja foi enviada para chamar um povo
para fora de algum lugar ou atividade.
O termo geral ekklesia significa ‘chamar pessoas para um
lugar público’ é traduzido como igreja, reunião de crentes como em 1 Co. 1:2;
12:28; 2 Co. 1:1; Gl. 1:2; 1 Ts 1:1, bem como era para uma assembléia comum
como em At 19:32, 39 e 41.
A Septuaginta usa a palavra ekklesia como tradução do termo
hebraico qâhâl tendo significado de congregação, assembleia ou outro corpo
organizado. No NT é principalmente utilizado por Paulo.
Igreja: um Corpo Vivo
A igreja é considerada um órgão vivo, como um corpo. Não
estamos falando aqui do templo de adoração, estamos falando da soma e união de irmãos
numa cidade, estado, país, e no mundo. Estes irmãos em tempo de bonança estarão
se reunindo em templos de diferentes estilos e construções e estarão se
organizando em estruturas institucionais para melhor organizar-se para o
cumprimento da missão a ela confiada.
Esta mesma igreja, pode em tempos de perseguição existir de
maneira diferente. Pode se reunir na casa de alguém, debaixo de uma árvore, nos
bosques ou nas montanhas.
Este corpo vivo, do qual Cristo é a cabeça, tem uma natureza
divino-humana. Explico: a) Natureza divina: Aquilo que Deus faz é perfeito.
Tudo o que é bom e perfeito vem de Deus Tg. 1:17. As iniciativas e ações para a
salvação vêm todas de Deus. A segurança que vem de Sua imutabilidade (Ml. 3:6),
a força que vem de Sua Palavra (Jo. 8:32) e do poder do Amor (Ct. 8:6), que é a
maior tradução da pessoa de Deus (1 Jo. 4:7-8) e mais dezenas de coisas que
sabemos e outras centenas e milhares de coisas que não sabemos sobre bondade e
grandiosidade de Deus. b) Natureza humana: é aquilo de imperfeito, limitado e
finito que fazemos e às vezes precisamos fazer para ter um mínimo sentido de
ordem. Criamos estruturas e leis para não sucumbirmos ao caos que é tão típico
onde há muita gente reunida e cada um tem os mesmos direitos.
A igreja não é invenção de homens, tanto que a Bíblia a
chama de igreja de Deus (1 Ti. 3:15). A Bíblia insiste que não deixemos
episunagǒgĕ (congregar-se, juntar-se) – note que o termo vem de sinagoga: o
chamado é para que não deixemos de “sinagogar” ou de “igrejar”.
Por que a igreja é tão importante? Por que simplesmente não
ceder ao apelo dos adesivos: “Jesus sim, igreja não!”? Qual o plano de Deus com
a igreja que é tão importante para nós? Por que temos necessidade e dever de
nos congregar? Qual é a função da igreja?
A Igreja e o Grande Conflito
O pano de fundo para a compreensão de todas as doutrinas,
inclusive a da igreja, é o Grande Conflito entre o bem e o mal.
Estudaremos a natureza e função da igreja num escopo mais
amplo, visto do ponto de vista mais amplo do Conflito cósmico entre Jesus e
Satanás.
No contexto do tempo do fim, e da última pregação do
evangelho eterno Ap. 14:7 diz que “é chegada a hora do Seu juízo…” O que é
aqui? Deus julga ou está sendo julgado? Será que a idéia do julgamento de Deus
é estranha à Bíblia? Quem seria capaz de julgar a Deus?
Rm. 3:4 – tirado de Sl. 51:4 afirma que vai haver um
julgamento.
Deus está sendo julgado em Seu julgamento. O Juízo
pré-advento está em pleno andamento no santuário celestial desde 1844. Os
mundos não caídos, os anjos caídos e não caídos, bem como todo o nosso mundo,
querem ver se em Deus se encontram ambos: amor e justiça.
Para cada pessoa em julgamento, Deus está sendo a Sua mais
pura essência (Ele não consegue deixar de ser amor), exercido em forma de graça
e misericórdia para com a situação que envolve aquela existência. Ao mesmo
tempo e na mesma Pessoa divina, a justiça se cumpre de maneira plena e perfeita
(Sl 89:14; 97:2).
Como os anjos caídos e não caídos estão julgando a Deus?
Como podem eles conferir que Deus é o que Ele mesmo sempre afirmou de Si mesmo?
Qual é o elemento aferidor?
1) A vida de Jesus
Cristo!
2) A Cruz sucedida
da ressurreição!
3) A vida dos
seguidores de Cristo!
Em Ef. 3:8-12 é mostrada toda responsabilidade da igreja
diante dos poderes do bem e do mal. Em Rm. 16:19-20 diz qual vai ser a consequência
de não fazermos a vontade de Deus. Em Mt. 7:21-23 Jesus declara toda a consequência
de carregar o nome de Cristão sem viver o poder de Jesus 2 Tm. 3:5. No
pastorado o melhor que vão fazer é “se introduzir pelas casas, levando cativas
mulheres néscias, carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências,
sempre aprendendo, mas nunca conseguindo chegar ao pleno conhecimento da
verdade…” 2 Tm. 3:6-7.
Como Jesus pode esmagar Satanás debaixo de nossos pés? Como
Ele pode reivindicar o seu caráter? Mt. 5:16 “…deixem a vossa luz brilhar…”
Para que? “…para que vejam…”
No final, quando estivermos nos 1000 anos, nenhum dos fiéis
súditos vai ficar com dúvidas sobre o caráter de Deus. Todos vão entender que
na vida de cada ser humano desde o início deste mundo todas as chances foram
oferecidas, e que cada um teve oportunidades diversas para escolher ao lado de
Deus (mesmo entre as nações pagãs).
Com este entendimento de igreja, inserida no meio de um
conflito, tendo que cumprir um papel elevado, precisamos levar a igreja a viver
uma vida em constante santificação no ser e no fazer.
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Publicado por Dr. Berndt WolterNão comentado
[1] http://www.theopedia.com/Ecclesiology. Pesquisado em 10
de Fevereiro de 2008.
[2] Ibid.
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