sexta-feira, 23 de novembro de 2012

OS GUERREIROS SE PREPARAM

Ontem assisti a um concerto entre as muitas músicas que foram cantadas algumas trouxeram-me boas lembranças dos presentes, hoje bem mais maduros, saudades dos ausentes, dos quais alguns já repousam no Senhor e infinitas coisas que vivemos, cantamos, pregamos, fomos e, em alguns casos, somos.

 
Mas esta música "OS GUERREIROS SE PREPARAM  me trouxe uma lembrança especial não está relacionada ao tempo que lá congregava ou mesmo com a espiritualidade desta mas, de uma noticia que tive de um assalto ao onibus.
Contaram os passageiros do coletivo que, vindo de um outro bairro para o centro,um grupo de jovens entrou e postaram-se antes da roleta. Naquele tempo a entrada no onibus se dava pela porta trazeira e a saida pela dianteira, hoje é o inverso, os moços, notando que os demais passageiros se assustaram com suas presenças, começaram a cantar "Os guerreiros se preparam par a grande luta" como que num ensaio não passavam dai, até que anunciaram seus objetivos e desceram em seguida.
Há pouco tempo soube de um caso parecido no trem onde um grupo com o que parecia um livro preto na mão anunciava "ele vem e ninguém sabe o dia, nem a hora, ele vem como um ladrão" e depois anunciaram o assalto tirando, do que seria para muitos uma Bíblia, uma pistola!
Já estamos vivendo uma grande luta.
São dias de guerra e a batalha é de fato muito grande.
Que o Senhor nos ache preparados para estar a seu lado!
OS GUERREIROS SE PREPARAM
AUTOR e COMPOSITOR
Charles Austin Miles
(1868-1946 )
Pseudónimo: A. A. Payn.
Nasceu no dia 7 de Janeiro de 1868 em Lakehurst, New Jersey. Faleceu no dia 10 de Março de 1946 em Philadelphia, Pennsylvania e está enterrado no cemitério de Hillcrest Memorial Park, Sewell, New Jersey.
Estudou Farmácia na Faculdade da Filadélfia e na Universidade da Pensilvania. Em 1892 abandonou a carreira de farmacêutico e escreveu seu primeiro hino: “List ’Tis Je­sus’ Voice” que foi publicado pela Hall Mack Company, onde trabalhou como gerente e editor por 37 anos. Na suas próprias palavras: "Tenho orgulho de ser conhecido como um escritor de hinos porque dessa maneira eu serei muito mais útil ao meu Mestre, a quem eu sirvo com todo o prazer, muito embora não tão eficiente como eu desejo."
Letra e Música: Charles Austin Miles, 1911
Tradução: Paulo Leivas Macalão
 
Os guerreiros se preparam para a grande luta
É Jesus, o Capitão, que avante os levará.
A mílicia dos remidos marcha impoluta;
Certa que vitória alcançará!
 
Coro
Eu quero estar com Cristo,
Onde a luta se travar,
No lance imprevisto
Na frente m’encontrar.
Até que O possa ver na glória,
Se alegrando da vitória,
Onde Deus vai me coroar!

 
Eis os batalhões de Cristo prosseguindo avante,
Não os vês com que valor combatem contra o mal?
Podes tu ficar dormindo, mesmo vacilante,
Quando atacam outros a Belial?

Dá-te pressa, não vaciles, hoje Deus te chama
Para vires pelejar ao lado do Senhor;
Entra na batalha onde mais o fogo inflama,
E peleja contra o vil tentador!

A peleja é tremenda, torna-se renhida,
Mas são poucos os soldados para batalhar;
Ó vem libertar as pobres almas oprimidas
De quem furioso, as quer tragar!
FONTE:
1) The Cyberhymnal
2) Wikipedia - http://en.wikipedia.org
3) Hymns of praise (1922), N. 180
4) Tabernacle hymns, no. 2 (c1921), N. 68

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Olhe para CIMA!

Quando estiver em dificuldade
E pensar em desistir,
OLHA PARA TRÁS
E lembre-se dos obstáculos que já superou.
Se tropeçar e cair, levante-se.
Não fique prostrado,
OLHE PARA A FRENTE
E esqueça o passado.
Ao sentir-se orgulhoso
Por alguma realização pessoal,
OLHE PARA DENTRO
E sonde suas motivações.
Antes que o egoísmo o domine,
Enquanto seu coração é sensível,
OLHE PARA OS LADOS
E socorra os que o cercam.
Na escalada rumo as altas posições,
No afã de concretizar seus sonhos,
OLHE PARA BAIXO
E observe se não estás pisando em alguém.
Em todos os momentos da vida,
Seja qual for sua atividade,
OLHE PARA CIMA
E busque a aprovação de Deus

(Somar Amil)
(Ouça a gravação que fiz da mensagem acima, acompanhada de uma linda música. Série Falando ao Coração – nº. 088)
Publicado em , por Amilton Menezes

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

AMPUTADOS SUPERANDO LIMITES

Quando Ruge a Tempestade

"E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa." Mt 7: 25.

Há momentos nas nossas vidas, que as circunstâncias se assemelham a um céu nublado e cinza a esconder o olhar de Deus sobre nós. Pensamos que Ele não nos vê, que uma tempestade se forma sem previsão para o aparecimento do sol e da terra enxuta. Encharcar os sapatos de lama, não é nada agradável para quem sonha em ir longe e firme na caminhada.
Jesus ensinou para seus discipulos uma parábola sobre tempestades. Ele nunca disse que elas não viriam. O segredo para enfrentá-las? Estava no fundamento, no alicerce. Nesse que se vê açoitado e ameaçado pelas correntes de águas, ventos e todo tipo de lixo trazido de perto e de longe gerando caos as tubulações. Então você se pergunta: por que isso está acontecendo comigo? Será que Deus não me ama?
"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não colocá-los em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, e correram rios, e sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu com um grande estrondo." - Mateus 7:24-27
A rocha sobre a qual o homem sábio construiu foi o Senhor Jesus Cristo. Para construir sobre essa fundação implica:
  • Um conhecimento do caráter de Cristo.
  • A rejeição de todas as outras coisas, como base para a esperança.
  • A dependência em Cristo para o perdão, a aceitação, e a vida eterna.
  • Conformidade crença, e, em obediência à autoridade de Cristo, não só ouvir, mas fazendo as coisas que Ele ensina.

Sobre o homem insensato, podemos dizer que:
  • Ele não planejou para o futuro, foi imediatista
  • Foi oprimido por algo que não estava preparado para enfrentar
  • Ele morreu quando a casa desabou
  • O fundamento de sua vida não era Jesus
  • Não tinha estrutura espiritual para lidar com adversidades
O que devemos lembrar em tempos de tempestade é que Deus é fiel. Sua Palavra é verdadeira. Em cada relacionamento com seus filhos, Deus tem sido um Pai amoroso. A fé Nele nunca é vã. Nós precisamos dessa lembrança, é importante guardarmos no coração as revelações contidas nas Escrituras. Sua fidelidade é parte de Seu caráter. Podemos ter confiança Nele, se entendemos a nossa situação atual ou não. Se a tempestade se prolonga ou cessa rápido.
 
"Você não percebe agora o que estou fazendo, mas mais tarde você vai entender." João 13:7
 
Há um hino do cantor Cristão que se chama "Deus me esconde". É incrível saber que por meio da fé em Jesus temos um Refúgio seguro em meio a tristeza, dor e tudo o mais que possa nos afligir! Ele é a Rocha, onde firmamos nossa casa, vida e toda esperança!

Deus Me Esconde

Quando a tempestade ruge,
Quando vem o furacão,
Em Jesus abrigo tenho
Sob a sua proteção.

Mesmo que sofrer eu venha,
Deus o permite para o bem.
Em amor e não em ira,
O castigo seu nos vem.

Inimigos me perseguem,
Satanás me quer vencer,
Mas Jesus é poderoso
Para bem me defender.

Minha cruz vou carregando
Nesta peregrinação;
Nas maiores tempestades
Cristo dá-me proteção.

Jesus Cristo me resguarda
Onde o mal jamais me atinge;
Jesus Cristo me conserva
Sob sua proteção


Amém.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O MENINO E O PAR DE SAPATOS


Um menino de 10 anos estava parado, de frente de uma loja de sapatos olhando a vitrine e tremendo de frio. Uma senhora aproximou-se do menino e disse-lhe: “Meu pequeno o que você está olhando com tanto interesse nesta vitrine”.O menino então respondeu : “Estava pedindo a Deus que me desse um par de sapatos”.
A senhora o tomou pela mão e o levou para dentro da loja, pediu ao empregado que lhe desse um par  de sapatos e umas meias bem confortáveis para o menino. Perguntou ao empregado se poderia lhe emprestar um bacia com água e uma toalha. O empregado trouxe-lhe rapidamente o que pediu. A senhora levou o menino à parte traseira da loja, retirou as luvas, lavou os pés do menino e secou-os com a toalha. Então o empregado chegou com os sapatos, depois de calçadas as meias e os sapatos, ela afagou o menino na cabeça e disse-lhe: “não há dúvida que você se sente agora mais confortável”, o menino a abraçou, e quando ela já se voltava para sair o menino com lágrimas nos olhos lhe perguntou:
“A senhora é a esposa de DEUS ?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um remédio milagroso chamado perdão

Postado em: Textos

Não há qualquer dúvida. Perdão é o assunto chave quando se trata de relacionamento na Bíblia. É essencial para o nosso relacionamento com Deus, com os outros, e até mesmo em nosso interior. O perdão é essencial para o crescimento emocional e espiritual.

As Escrituras ensinam que a graça e a salvação são incondicionais. Isto é absolutamente verdadeiro no sentido de que não há uma maneira de ganhar a graça ou o amor de Deus; não há nada que possamos fazer para consegui-los; não há nenhuma condição de mérito que devamos satisfazer para recebê-los. Nossa salvação nos é dada gratuitamente, como uma dádiva do amor de Deus. Mas, quando lemos atentamente as Escrituras, descobrimos que antes de nos perdoar, Deus espera que perdoemos os outros. É como se Deus nos tivesse feito psicologicamente de uma maneira que não conseguiremos receber seu perdão a menos que perdoemos primeiro.
Em Lucas 6:37, Jesus afirma este princípio: “Perdoai e sereis perdoados”. Ou ainda como em algumas versões: “Soltai, e soltar-vos-ão”. Ele enfatiza isso mais de uma vez. Naquela que chamamos de oração do Senhor, Ele disse: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mateus 6:12). Alguns versículos adiante, Ele explica: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (versos 14 e 15).
… Mais de uma vez ouvimos a mensagem de que Jesus espera que estejamos dispostos a perdoar os outros, assim como Ele está disposto a nos perdoar. Isso… aponta para um princípio bíblico básico, emocional, psicológico e espiritual – se quisermos receber o perdão, estaremos pedindo que Deus infrinja Sua própria natureza moral. Estaremos pedindo que Ele infrinja princípios que Ele construiu em nós.
Se você achar difícil acreditar que o perdão é uma necessidade que Deus colocou em nós, olhe para o oposto do perdão – o ressentimento. Quando nos ressentimos de alguém, destruímos nosso relacionamento com essa pessoa, naturalmente. E também destruímos nossa saúde física. Qualquer médico lhe contará sobre doenças e problemas físicos que estão intimamente relacionados com o ressentimento. Ele literalmente abre buraco em nós, e é uma metáfora viva do que ele causa aos nossos relacionamentos.
As leis de Deus são uma parte fixa da existência. Elas estão nos nossos músculos, cérebros, personalidades e interações sociais. Sua lei maior, o amor, é o que trouxe ao mundo à existência, e o amor é alimentado pelo perdão. O oposto do amor é o ódio, e o ódio é alimento pelo ressentimento.
Assim, se estamos procurando o bem estar emocional, espiritual e físico, perdão é fator essencial. (David Seamands)
Publicado Amilton Menezes

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Melhor Método Evangelístico – por Mark Finley

O MÉTODO DO MESTRE

Clique AQUI para baixar o Seminário “AMIGOS PARA SEMPRE” Parceria NUMCI e Mark Finley
Esse é o seminário que ensina você a evangelizar como Jesus o fazia
Um renomado cirurgião, chamado Lewis Evans, viajou a Coréia para visitar um colega que estava trabalhando como missionário ali. Dr. Evans acompanhou seu amigo a uma vila distante onde uma mulher doente requeria uma cirurgia de emergência. Ele assistia ao médico, enquanto este calma e firmemente realizava a operação que durou sete horas em um sufocante calor e sob primitivas condições.
Depois, enquanto conversavam, o Dr. Evans brincou: “Ei Doutor, quanto você ganhou por uma operação como esta de hoje? Nos Estados Unidos ganharia no mínimo $ 15.000.”
O outro homem pegou uma moeda de cobre furada de sua gaveta e explicou que aquilo era tudo o que o paciente tinha dado. Então, disse: “Primeiro, eu ganhei esta moeda furada, e depois, tenho a profunda convicção de que Cristo esteve trabalhando por sete horas através destes dedos para tocar e curar um de seus filhos.” Isto é cristianismo!
É nosso privilégio tocar outras pessoas do mesmo modo que Cristo fez. De fato, este é o nosso modelo de evangelismo. O livro de João deixa-nos alguns exemplos de como Jesus Se propõe a mudar as pessoas.

Como Jesus Se relacionava com as Pessoas

A história começa no primeiro capítulo de S. João, versos 37 e 38. Aqui, nós vemos dois discípulos de João Batista que ouviram Jesus falar e, imediatamente, se afastaram da multidão para segui-lO. Jesus Se volta para eles e pergunta: “Que buscais?” O Mestre não iniciou a partir de sua agenda, mas da deles. Ele não Se aproximou deles com um programa pré-arranjado. Ele começou onde eles estavam e, gradualmente, os conduziu a Si mesmo: “– Rabi, onde moras?” Respondeu-lhes: “Vinde e vede.”
Em S. João 2 está registrada a visita de Cristo à festa de casamento em Caná. Durante a celebração, acabou o vinho. Isto significava um desastre social. Era humilhante aos convidados ficarem sem ser servidos. A mãe de Jesus percebeu a ansiedade dos anfitriões e a comunicou ao Filho. Ele ordenou que se enchessem as 6 talhas de pedra e os transformou em vinho, o melhor da festa. Problema resolvido. O milagre mostra a disposição de Cristo em atender às necessidades das pessoas, mesmo daquelas que não parecem espirituais. Ele atendia às necessidades do momento.
Em S. João 3, nós encontramos Jesus conversando com um fariseu que Lhe pediu uma audiência na calada da noite. Nicodemos se tornou consciente de que necessitava de algo mais do que uma religião formal; algo mais do que a tradição e o ritual. Então, Jesus mostrou-lhe exatamente o que ele estava procurando e como obtê-lo: “Você precisa nascer de novo.” Esse líder estava receptivo, naquela noite, para receber direção espiritual, assim, Jesus o atendeu nesse nível.
Então nós chegamos a S. João 4. Cristo estava passando por Samaria e encontrou-Se com uma mulher perto do poço. Ele atendeu às suas necessidades, com muito tato, ao dar-lhe uma medida de respeito. Ignorando séculos de preconceitos, Ele pediu: “Dá-me de beber.” Essa mulher havia passado por 6 maridos. Os homens da vila a consideravam um mero objeto de prazer. Ela tinha ido sozinha ao poço, já que as demais mulheres da vila a evitavam. Então, Jesus ofereceu a essa rejeitada apoio emocional, tratando-a com respeito e oferecendo-lhe algo maravilhoso: água que saciaria para sempre a sua sede. Ele, cuidadosamente, a conduziu ao ponto onde ela estava, preocupada em tirar água do poço para Ele, o Doador da Vida Eterna.
S. João 5 mostra-nos uma dramática cura junto ao tanque de Betesda. Novamente, Jesus estava encontrando um ser humano precisamente no ponto de sua presente necessidade. Este pobre paralítico, que tinha estado em desespero por 38 anos, queria mover-se, andar! Então, Jesus lhe perguntou: “Queres ficar são?” Despertando, assim, uma fagulha de fé no seu coração. Respondendo à ordem de Jesus, ele se levantou sobre os seus pés. Seu corpo inválido, subitamente, tornou-se perfeito. Jesus atendeu à sua necessidade física.
Era essa a maneira de Jesus trabalhar. Ele não disse aos noivos das bodas de Caná que eles tinham de nascer de novo. Ele atendia às necessidades sentidas no momento. Ele não falou ao paralítico sobre a Água viva, pois isso não o despertaria. Ele o ajudou a andar.
Em S. João 6, nós encontramos Cristo envolvido com milhares de pessoas famintas na encosta de uma colina em frente ao Mar da Galiléia. Elas tinham uma necessidade definida, a qual era indicada pelos soluços das crianças. Os discípulos sugeriram que a multidão fosse dispensada para cada um providenciar o seu próprio alimento. Mas, Jesus insistia que eles como evangelistas, precisavam atender às necessidades do povo com suas escassas provisões. Necessidade atendida.

Eis um sumário do que Jesus fez nos seis primeiros capítulos de S. João:

Método De Jesus: Descobrir uma necessidade e atendê-la

Texto

Evento

Necessidade Sentida
João 1
João 2
João 3
João 4
João 5
João 6
Batismo no rio Jordão
Festa de casamento
Nicodemos
Mulher Samaritana
Paralítico
Multidão faminta
Curiosidade
Embaraço social
Espiritualidade genuína
Apoio emocional
Cura física
Alimento físico

O método de evangelismo de Jesus é simples: alcançar as pessoas onde elas estão, tocá-las no ponto de suas necessidades e dar-lhes um lampejo do Seu magnífico amor.

A estratégia do Senhor é, belamente, sintetizada no livro Ciência do Bom Viver, página 143:
“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoas que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava, então: “Segue-Me.”
O método de Cristo no evangelismo vai além de discursos memorizados e apresentações “enlatadas”; Ele é rico e dinâmico.
A – Expressão corporal de Cristo:
1. Olhos – “Amor expresso nos olhos e na voz atraíam…” (Ev,124).
2. Palavras – “Não fora o espírito suave, cheio de simpatia, refletindo-se em cada olhar e palavra, e Ele não teria atraído as grandes multidões que atraiu.” (Idem).
“Aqueles que estudarem os métodos de ensino de Cristo, e se educarem em Lhe seguir o trilho, hão de atrair grande número de pessoas, mantendo sua atenção, como Cristo fazia outrora.” (Idem)
B – Alguns de Seus métodos:
1. Ilustrações: Surpreendia com ilustrações que prendiam a atenção. Ilustrações tiradas das coisas da vida diária.
2. Instrução: Por meio da imaginação, chegava-lhes à alma.
3. Misturava-se:
O Salvador misturava-se com…Contato
a) Como alguém que lhes desejava o bemContínua preocupação
b) Manifestava simpatiaCompaixão
c) Ministrava-lhes às necessidadesComprometimento
d) Ganhava sua confiançaConfiança
e) Ordenava então: Segue-MeConversão
C – Exercício:
Leia esses textos com um grupo: Mt. 9:11,12; Lc. 7:36-40;
Lc. 19:5-9. Descubra o seguinte:
a) Como Ele misturava-se.
b) As necessidades atendidas.
c) O resultado.
D – Como misturava-se:
1. Ilustração do sal e do fermento: Mt 5:13 e Mt. 13:33.
2. Ordem de Jesus: João 17:15.
3. Através do contato pessoal e associação.
“Jesus entrava em contato pessoal com as pessoas. Não se mostrava arredio e afastado daqueles que necessitavam de Seu auxílio. Ele penetrava nos lares dos homens, confortava os tristes, curava os enfermos, alertava os descuidados, e saía pela vizinhança fazendo o bem.” Beneficência Social, p. 60.

Princípio do Relacionamento Pessoal

Evangelismo é fundamentado em relacionamentos pessoais. Ao desenvolvermos amizade genuína com indivíduos, cria-se laços de confiança.
Ex.: John Wesley pregava a auditórios de 20.000. Interesse era despertado em grandes reuniões públicas. Mas, os homens experimentavam crescimento na graça em grupos. Evangelismo era mais do que descarregar um caminhão de doutrinas. Ele entendeu que é difícil ganhar pessoas que você não conhece. (Padded Pews or Open Doors, M. Finley, pag. 30).

Necessidades Sentidas e Necessidades Últimas

Necessidade sentida é a área da vida onde um indivíduo sente que necessita de ajuda. É a necessidade percebida. Muitos empresários ansiosos, por exemplo, têm necessidade de aliviar o stress. O fumante inveterado tem a necessidade de abandonar o vício.
Uma necessidade última, no entanto, é a que os seres humanos mais necessitam – cada pessoa no planeta precisa de Deus em sua vida. Reconciliação com Deus é a última e principal necessidade.
A revista Psychology Today, na edição de setembro de 1987, trouxe um artigo mostrando quais as maiores preocupações dos americanos, conforme uma pesquisa. Elas são:
NECESSIDADES
PREOCUPAÇÕES
Paz mentalAlívio do senso de culpa e propósito na vida.
Coesão familiar e satisfaçãoComo preservar a família, educar os filhos.
Bem-estar físicoReduzir o risco de câncer, envelhecimento saudável, stress.
Segurança econômicaReduzir débitos, administração do orçamento familiar.
Futuro seguroCrimes nas ruas, estabilidade do mundo, etc.

Hierarquia das Necessidades

Abraão Maslow identificou a hierarquia das necessidades, conforme se vê:
1 – NECESSIDADES FÍSICAS
  • fome e sede
  • sono
  • saúde
  • exercício
  • sexo
2 – SEGURANÇA
  • Proteção
  • Conforto e paz
  • Nenhuma ameaça ou perigo
3 – AMAR
  • Aceitação
  • Sentimento de pertencer a alguém
  • Participação em grupo
4 – AUTO-ESTIMA
  • Reconhecimento e prestígio
  • Competência e sucesso
  • Força e inteligência
5 – ATUALIZAÇÃO
  • Auto realização do potencial
  • Fazer coisas pelo desafio de realização
  • Curiosidade intelectual
  • Criatividade

As mais Altas Necessidades

Motivo: “Consciente ou inconsciente necessidade que impele uma pessoa a certa ação ou comportamento”.
(Fonte: Felt Need Evangelism Syllabus – Andrews University)

Outras Necessidades

Compromisso: Entregar-se a algo que transcende o ordinário, o comum da existência. Pessoas não se satisfazem com tarefas rotineiras. Satisfazem a essa necessidade pertencendo à torcida do Coríntians, a uma causa política, ou na defesa da ecologia.
Filosofia Cósmica: Necessita saber que todas as coisas têm um significado, que pertence a um universo ordenado. Que a vida tem origem e destino eterno.
(Fonte: Present Truth in a Secular World. J. Paulien, p. 127.)
Após uma noite de pregação no auditório Pacheco, no Piauí, uma mulher chamada Deusa veio contar-me a sua história. Era uma fumante inveterada, alcoólatra e prestes a perder o emprego. Tudo aconteceu depois que o seu marido a abandonou, desestruturando a sua vida. Era refratária à mensagem bíblica. Foi atraída pelo curso Como Deixar de Fumar e o seminário sobre o stress.
O momento decisivo em sua vida veio quando ela percebeu que os Adventistas se importavam o suficiente com ela para saciar-lhe às necessidades físicas e ajudá-la a se livrar dos vícios. Após abandonar o cigarro e o álcool, ela percebeu que necessitava de Deus e foi batizada.
Há muitos que não demostram interesse nas coisas do Espírito, mas que se maravilham quando alguém vai até onde ele se encontra e atende às suas necessidades.

Ellen White confirma

“Muitos não têm fé em Deus e perderam a confiança no homem. Mas apreciam ver atos de simpatia e prestatividade. Ao verem alguém sem qualquer incentivo de louvor terrestre ou compensação, aproximar-se de seus lares, ajudando os enfermos, alimentando os famintos, vestindo os nus, confortando os tristes e ternamente chamando a atenção para Aquele de cujo amor e piedade o obreiro humanos é apenas mensageiro – ao verem isto, seu coração é tocado. Brota a gratidão, e fé é inspirada. Vêem que Deus cuida deles, e ao ser Sal Palavra aberta, estão preparados para ouvi-la.”
(Medicina e Salvação, p. 247).
Cristo estava não apenas interessado em transformar água em vinho, mas em revelar o vinho do Evangelho aos Seus contemporâneos. Não apenas em multiplicar os pães, mas em mostrar ao povo o Pão da Vida. Tudo que fazemos deve ter um propósito último: Conduzir almas ao Senhor Jesus.
Publicado por Dr. Berndt Wolter