quinta-feira, 3 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
A Última Oração da Bíblia
A graça do Senhor
Jesus seja com todos. Apocalipse 22:21
As últimas palavras
de qualquer livro são escolhidas cuidadosamente pelo escritor. Depois de ter
encantado os leitores com tudo o que disse e escreveu, que frase teria o autor
para fechar o livro? Talvez algum desejo de que alguma coisa muito boa acompanhe
o leitor ao longo de sua vida. João expressou isso em oito palavras: “A graça
do Senhor Jesus seja com todos.”
Essa é a última oração da Bíblia, feita pelo último dos
apóstolos. Há alguma razão pela qual Deus tenha colocado essa oração onde está?
Ela foi proferida pelo homem que se reclinava sobre o peito de Jesus e que
tinha experimentado a graça de Deus.
Depois de ter uma
visão do que seria o mundo vindouro, João diz: “Vem, Senhor Jesus!” (v. 20). E
acrescenta: “A graça do Senhor Jesus seja com todos.”
O pastor Brian Bill diz que para sermos aceitos pela graça
de Deus não é necessário submetermo-nos a nenhum exame ou prova, mas “quando
estivermos diante de Deus, olharmos para trás e virmos o que fomos, o poço de
onde fomos resgatados, e lembrarmo-nos como era confusa a nossa vida; quando
nos lembrarmos como Deus nos alcançou e adotou na Sua família e como nos
segurou com a Sua mão; e quando virmos a Jesus, que Se deu a Si mesmo por nós,
a única prova será quem de nós cantará mais alto ‘Preciosa graça que salvou um
pecador que sou eu’”.
Aqueles que procuraram escrever sobre a graça, tentaram
falar sobre ela, chamaram-na de maravilhosa, abundante, infinita e generosa. E
é sob a proteção dessa graça que estamos em cada dia do ano. Nunca seremos
capazes de esgotar o manancial de graça de Deus para tudo aquilo que
necessitamos. Assim, não se esqueça de pela manhã de pensar na “preciosa graça
que salva o pecador”. Ninguém é nada sem ela!
Vamos receber uma
medida ilimitada para cada situação e cada desafio que cruzarmos no caminho. Momento
a momento e cada dia, assim será até que o tempo de graça termine e comece a
eternidade.
Que cada palavra seja
cheia de graça. Que a nossa vida envie um raio de luz para todos os que
entrarem em contato conosco.
“E eu disse ao homem que se achava à entrada do ano: ‘Dê-me
uma luz, para que eu possa caminhar seguro para o desconhecido’, e ele
respondeu: ‘Vá, avance nas trevas e ponha a sua mão na mão de Deus. Isto lhe
será melhor que a luz e mais seguro que uma estrada conhecida.’ Assim, avancei
e, encontrando a mão de Deus, caminhei alegremente pela noite” (M. Luisa
Haskins).
terça-feira, 24 de abril de 2012
O Que é a Apostasia?
Já vimos em temas anteriores esta questão da apostasia, devemos no entanto, fazer a pergunta e tentar responder com a Bíblia na mão. O que é de fato a apostasia? A natureza da apostasia na sua essência é a negação da divindade de Cristo e o Seu papel como o único Mediador, bem como viver uma aparência cristã mas de facto ter e comportamentos ímpios devido a ausência da Lei de Deus. Vamos ver as implicações teológicas da apostasia final.
O Apóstolo Paulo ensinou claramente que aqueles que vivem sem Deus não herdarão o reino de Deus:
“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10).
Ser cristão não nos isentará de forma mágica dos mesmos padrões morais que são usados para julgar o mundo (Romanos 3:19). Embora seja verdade que aqueles que crêem em Cristo não estão sob a condenação da lei (Romanos 8:1), é igualmente verdade que aqueles que vivem uma vida pecaminosa não estão em Cristo, a mente carnal está em inimizade com Deus e não pode obedecer a Sua lei, mas uma pessoa convertida tem o Espírito de Deus habitando nela (Romanos 8:7-9).
Afirmar que se tem o Espírito Santo e ao mesmo tempo, viver uma vida de pecado é um engano e uma ilusão:
“Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados; e nele não há pecado. Todo o que permanece nele não vive pecando; todo o que vive pecando não o viu nem o conhece. Filhinhos, ninguém vos engane; quem pratica a justiça é justo, assim como ele é justo; quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão” (1 João 3:4-10).
A Epístola de João foi escrita no contexto das típicas heresias gnósticas tipo [25], esses falsos mestres estavam enganando as pessoas induzindo-as a pensar que se pode ser um cristão e ainda viver em pecado. João não está aqui dizendo que estamos absolutamente sem pecado, antes, ele afirma que ninguém pode dizer que é sem pecado (1 João 1:8-10), o que ele fala são daqueles que se mantém no pecado, vivendo uma vida ruim e sem arrependimento. A menos que se arrependa não resta nenhum sacrifício pelo pecado (Hebreus 10:26).
O conceito de que os cristãos estão sob nenhuma lei está ganhando terreno no mundo cristão, mas no final isso é uma negação de Cristo. Isto é uma forma sutil de espiritismo sob a roupagem do cristianismo, pois se não houvesse nenhuma lei, não haveria pecado e, portanto, não haveria necessidade de um Salvador [26] (Romanos 5:13, 3:20). Um cristianismo superficial, sem raízes não vai suportar o teste do tempo (Mateus 13:5-6); tal fé não traz a convicção do pecado e, consequentemente, a necessidade de arrependimento. As Mega igrejas de hoje, muitas vezes minimizam o pecado, porque ele é impopular, e assim aumentam o número dos seus membros em proporções gigantescas. O Espírito Santo foi dado para convencer os homens do pecado e do juízo (João 16:8), mas muitos cristãos alegam que não serão julgados, mesmo que isso esteja claramente declarado nas Escrituras (Mateus 16:27, 2 Coríntios 5:10; Mateus 25:31-46). Embora seja verdade que os verdadeiros cristãos não estão debaixo da condenação da lei, porque eles são abrangidos pela justiça de Cristo, isso não pode ser transformado numa capa para encobrir o mal e uma vida pecaminosa. A doutrina de que não há Lei é uma negação de Cristo como nosso Salvador e, portanto, é uma doutrina de demónios:
“como livres, e não tendo a liberdade como capa da malícia, mas como servos de Deus” (1 Pedro 2:16).
Deus nos deu leis, porque Ele é um Deus de amor e sabe do que precisamos para sermos felizes, então, vamos mostrar o nosso amor a Deus, guardando Suas leis. Como exemplo, Deus nos deu as leis da saúde, para que pudéssemos ser saudáveis, mas se não a seguirmos pagaremos um preço. Outra lei em nosso benefício é o sábado; sem ele estaríamos sempre trabalhando, e nos tornaríamos centrados em nós mesmos e, assim, nos esqueceríamos de Deus. Nosso Criador em sua sabedoria sabe o que é melhor para nós.
Jesus enfatizou a necessidade de uma ligação viva com Ele, a fim de crescermos em santidade e termos vida espiritual. Aqueles que permanecem na videira darão frutos, mas se separados da videira murcham até que são lançados no fogo (João 15:1-8). Se tentarmos usar um telefone celular, mas nunca carregá-lo, vamos descobrir em breve que não podemos fazer todas as chamadas. O perigo do ensinamento gnóstico é que ele desvaloriza Cristo e o arranca para fora da Videira. Sem uma compreensão adequada de quem é Cristo, o divino Filho de Deus, o único que pode nos redimir, não podemos nos beneficiar com o plano da salvação ou viver uma vida santa. A aparência de santidade, sem Cristo é uma farsa, como a figueira que tinha folhas mas nenhum fruto sobre ela (Marcos 11:12-21).
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Pode uma Igreja que não Cresce Estar DOENTE?
Mais de uma vez no meu ministério comparei a igreja/plural a um indivíduo/singular. Uma pessoa adoece ou desanima estará a nossa igreja doente? Na Europa em especial Norte, Centro e Sul é facilmente reconhecível que a igreja que tem por missão proclamar a Mensagem dos Três Anjos, entrou num certo marasmo para não dizer um certo secularismo, secularismo na igreja equivale a igreja doente. As taxas de crescimento das igrejas locais mostram que precisamos fazer um check up e descobrir o estado de saúde das nossas comunidades. Paulo fazia isso e exortava os crentes no sentido de não se deixar enlear com as coisas “do mundo”.Qual seria a melhor maneira de avaliar a saúde da nossa igreja local? A maioria das pessoas insiste, no entanto em fazer uma avaliação intuitiva. Perguntam umas às outras como se sentem na igreja e conseguem com isso aquelas respostas que as pessoas faz tempo queriam dar – geralmente negativas.
Há instrumentos muito apropriados para o diagnóstico eficaz da saúde de uma igreja. Instrumentos com precisão científica que conseguem medir o estado que uma igreja se encontra e podem ver a capacidade que a igreja de crescer saudável.
A pergunta é, pode uma igreja ficar doente? Nunca esteve doente? A sua família nas relações não sofreu “ruídos” na comunicação? Sim! O mesmo acontece com organizações que perdem vigor e morrem. Queremos nós que isso aconteça com a igreja do Senhor? Não!

A igreja tem uma natureza dupla: Divina e humana (http://www.cpb.com.br/arqs/nc/NC.pdf ) e veja no Nisto Cremos página 189 – A Igreja. Na parte Divina é claro que a igreja não vai enfermar. Deus é perfeito e tudo o que Ele faz é perfeito. As Suas incursões e manifestações na vida pessoal dos crentes como na igreja quando ela está reunida, são sempre perfeitas e é por isso que vamos à igreja. Na parte humana é que a igreja falha. As estruturas de organização e ação, a maneira que fazemos as coisas, os vícios e manias que vamos perpetuando sem questionar… E ali que a igreja se torna enferma e para de crescer.
Partimos do pressuposto de que toda igreja saudável irá crescer e dará muito fruto (cf. João. 15:5). Se no entanto de um grupo de características básicas alguma estiver mal, o todo da igreja será afetado por aquela deficiência. Exemplo: se uma macieira tiver adubo, solo bom, temperatura adequada e sol, mas não tiver água, ela não dará fruto de maneira saudável.
Como as igrejas ficam doentes? Elas ficam doentes por diversos motivos, mas principalmente quando acham “fórmulas de disfuncionamento” que no passado deram certo e os líderes querem perpetuá-las como se fossem dar sempre certo.
Igrejas locais e organizações religiosas estruturam-se e nos seus inícios e têm a coragem de fazer ajustes e mudanças naquilo que percebem que não dá certo. Depois de algum tempo a maneira como se estruturaram torna-se uma tradição, que aos olhos dos seus membros, essas estruturas de funcionamento tornam-se tão sagradas quanto as outras coisas na igreja. “Sempre fizemos assim” dizem. Muitas vezes pode ocorrer que estruturas de poder e interesse são responsáveis por perpetuar a igreja naquele formato. E assim igrejas esquecem que foram chamadas para propagar uma mensagem e que podem se estruturar de diversas maneiras sem serem infiéis à missão e à mensagem a elas confiadas. Stephen Covey ousou fazer a definição de insanidade: “fazer as coisas sempre da mesma maneira e esperar resultados diferentes.”
Aqui não é um fórum para crítica, estamos apenas evidenciando o que pode tornar uma igreja doente. Partimos do pressuposto de que as igrejas precisam ser relevantes internamente na nutrição espiritual dos membros, na condução dos membros para viverem o poder de Deus em sua vida de maneira abundante. Elas devem providenciar os desafios para que cada membro descubra o seu propósito dentro do grande plano de Deus e tenha coragem e capacidade para vivê-lo com toda a eficácia.
Uma igreja saudável também deve ser relevante na sociedade onde está inserida. Deve estar em condições de identificar as necessidades principais da comunidade e servi-la ganhando assim a confiança necessária para pregar o evangelho para os descrentes.
Isso tudo traduz-se em crescimento. Se uma igreja não consegue ser relevante para os seus membros, não consegue servir a comunidade que a rodeia e consequentemente não consegue crescer vigorosamente, essa igreja é considerada doente.
O NUMCI desenvolveu uma ferramenta muito útil para avaliar o estado de saúde de uma igreja. Durante 2,5 anos trabalhamos com teólogos, analistas de sistemas, consultores, e estudantes. Desenvolvemos um instrumento que uma vez aplicado traz resultados cientificamente comprovados. O instrumento foi exaustivamente testado e um programa de computador especialmente desenvolvido para fazer os cálculos e os tratamentos estatísticos necessários, para que a igreja possa ter certeza de 95% do resultado adquirido.
Com os questionários respondidos a igreja manda-os para o endereço indicado e em seguida já mandamos o laudo da igreja. Veja modelo abaixo:
O laudo que acompanha o diagnóstico já dá dicas e orientações básicas sobre o que fazer e em que áreas se deve iniciar o trabalho para recuperar a saúde de sua igreja. Você vê acima, que depois de exaustivos estudos, estabelecemos o nível de 70% como margem mínima de saúde de uma igreja. Você também vê que das características, as que estão acima de 70% são consideradas sadias.
Assim como no exemplo da macieira acima, se apenas uma dessas características estiver baixa, pode ser que a igreja esteja “travada” apenas por causa dela.
Leia o livro de Christian Schwarz “Desenvolvimento Natural de Igreja” para entender melhor os detalhes teóricos.
Se você quiser, enquanto você se organiza para fazer o diagnóstico, observe com a liderança de sua igreja alguns elementos que podem ser determinantes no crescimento de sua igreja ou na sua estagnação.
Avalie sua Igreja em alguns ítens, mesmo que seja subjetivo dê uma nota de zero a 10.
Compreensão dos membros da Missão da igreja como um todo:
Baixa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Alta
Compreensão dos membros da vocação da igreja local:
Baixa -------------------------------Alta
Desejo dos membros de crescer espiritualmente e em número de membros de igreja. Desejo de ver a igreja crescer.
Baixa ------------------------------------------------------ Alta
Comprometimento dos membros com o evangelismo/crescimento:
Não é prioridade ---------------Alta Prioridade
Compreensão dos membros de que a igreja precisa de uma estratégia para crescer:
Ruim -----Média ------Óptima
Envolvimento de membros no ministério (% membros com cargo/função):
Menos de 30% - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 - Mais de 60%
Efetividade dos PG no ministério da igreja:
Baixa - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 - Alta
Papel da Escola Sabatina no crescimento geral da igreja:
Baixo - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 - Alto
Nível da experiência na capacidade de amar por membros novos e antigos:
Baixa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Alta
Desejo da liderança da igreja para estabelecer uma nova igreja:
Baixa - 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 -Alta
terça-feira, 17 de abril de 2012
O MÉTODO DO MESTRE - Evangelismo
Um renomado cirurgião, chamado Lewis Evans, viajou para Coreia para visitar um colega que trabalhava como missionário ali. Dr. Evans acompanhou o seu amigo a uma vila distante onde uma mulher doente requeria uma cirurgia de emergência. Ele assistia ao médico, enquanto este calma e firmemente realizava a operação que durou sete horas num sufocante calor e sob primitivas condições.Depois, enquanto conversavam, o Dr. Evans brincou: “Ei Doutor, quanto você ganhou por uma operação como esta de hoje? Resposta: Nos Estados Unidos ganharia no mínimo 5.000 dólares.”
O outro homem pegou uma moeda de cobre furada da sua gaveta e explicou que aquilo era tudo o que o paciente tinha dado. Então, disse: “Primeiro, eu ganhei esta moeda furada, e depois, tenho a profunda convicção de que Cristo trabalhou durante sete horas através destes dedos para tocar e curar um de seus filhos.” Isto é cristianismo!
É nosso privilégio tocar outras pessoas do mesmo modo que Cristo fez. De fato, este é o nosso modelo de evangelismo. O livro de João deixa-nos alguns exemplos de como Jesus Se propõe a mudar as pessoas.
Como Jesus Se relacionava com as Pessoas
A história começa no primeiro capítulo de S. João, versos 37 e 38. Aqui, nós vemos dois discípulos de João Batista que ouviram Jesus falar e, imediatamente, se afastaram da multidão para segui-lO. Jesus Se volta para eles e pergunta: “Que buscais?” O Mestre não iniciou a partir de sua agenda, mas da deles. Ele não Se aproximou deles com um programa pré-arranjado. Ele começou onde eles estavam e, gradualmente, os conduziu a Si mesmo: “– Rabi, onde moras?” Respondeu-lhes: “Vinde e vede.”
Em S. João 2 está registrada a visita de Cristo à festa de casamento em Caná. Durante a celebração, acabou o vinho. Isto significava um desastre social. Era humilhante aos convidados ficarem sem ser servidos. A mãe de Jesus percebeu a ansiedade dos anfitriões e a comunicou ao Filho. Ele ordenou que se enchessem as 6 talhas de pedra e os transformou em vinho, o melhor da festa. Problema resolvido. O milagre mostra a disposição de Cristo em atender às necessidades das pessoas, mesmo daquelas que não parecem espirituais. Ele atendia às necessidades do momento.
Em S. João 3, nós encontramos Jesus conversando com um fariseu que Lhe pediu uma audiência na calada da noite. Nicodemos se tornou consciente de que necessitava de algo mais do que uma religião formal; algo mais do que a tradição e o ritual. Então, Jesus mostrou-lhe exatamente o que ele estava procurando e como obtê-lo: “Você precisa nascer de novo.” Esse líder estava receptivo, naquela noite, para receber direção espiritual, assim, Jesus o atendeu nesse nível.
Então nós chegamos a S. João 4. Cristo estava passando por Samaria e encontrou-Se com uma mulher perto do poço. Ele atendeu às suas necessidades, com muito tato, ao dar-lhe uma medida de respeito. Ignorando séculos de preconceitos, Ele pediu: “Dá-me de beber.” Essa mulher havia passado por 6 maridos. Os homens da vila a consideravam um mero objeto de prazer. Ela tinha ido sozinha ao poço, já que as demais mulheres da vila a evitavam. Então, Jesus ofereceu a essa rejeitada apoio emocional, tratando-a com respeito e oferecendo-lhe algo maravilhoso: água que saciaria para sempre a sua sede. Ele, cuidadosamente, a conduziu ao ponto onde ela estava, preocupada em tirar água do poço para Ele, o Doador da Vida Eterna.
S. João 5 mostra-nos uma dramática cura junto ao tanque de Betesda. Novamente, Jesus estava encontrando um ser humano precisamente no ponto de sua presente necessidade. Este pobre paralítico, que tinha estado em desespero por 38 anos, queria mover-se, andar! Então, Jesus lhe perguntou: “Queres ficar são?” Despertando, assim, uma fagulha de fé no seu coração. Respondendo à ordem de Jesus, ele se levantou sobre os seus pés. Seu corpo inválido, subitamente, tornou-se perfeito. Jesus atendeu à sua necessidade física.
Era essa a maneira de Jesus trabalhar. Ele não disse aos noivos das bodas de Caná que eles tinham de nascer de novo. Ele atendia às necessidades sentidas no momento. Ele não falou ao paralítico sobre a Água viva, pois isso não o despertaria. Ele o ajudou a andar.
Em S. João 6, nós encontramos Cristo envolvido com milhares de pessoas famintas na encosta de uma colina em frente ao Mar da Galiléia. Elas tinham uma necessidade definida, a qual era indicada pelos soluços das crianças. Os discípulos sugeriram que a multidão fosse dispensada para cada um providenciar o seu próprio alimento. Mas, Jesus insistia que eles como evangelistas, precisavam atender às necessidades do povo com suas escassas provisões. Necessidade atendida.
Eis um sumário do que Jesus fez nos seis primeiros capítulos de S. João:
Método De Jesus: Descobrir uma necessidade e atendê-la
Necessidade Sentida
João 1
João 2
João 3
João 4
João 5
João 6
Batismo no rio Jordão
Festa de casamento
Nicodemos
Mulher Samaritana
Paralítico
Multidão faminta
Curiosidade
Embaraço social
Espiritualidade genuína
Apoio emocional
Cura física
Alimento físico
O método de evangelismo de Jesus é simples: alcançar as pessoas onde elas estão, tocá-las no ponto de suas necessidades e dar-lhes um lampejo do Seu magnífico amor.
A estratégia do Senhor é, belamente, sintetizada no livro Ciência do Bom Viver, página 143:
“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava, então: “Segue-Me.”
O método de Cristo no evangelismo vai além de discursos memorizados e apresentações “enlatadas”; Ele é rico e dinâmico.
A – Expressão corporal de Cristo:
1. Olhos – “Amor expresso nos olhos e na voz atraíam…” (Ev,124).
2. Palavras – “Não fora o espírito suave, cheio de simpatia, refletindo-se em cada olhar e palavra, e Ele não teria atraído as grandes multidões que atraiu.” (Idem).
“Aqueles que estudarem os métodos de ensino de Cristo, e se educarem em Lhe seguir o trilho, hão-de atrair grande número de pessoas, mantendo sua atenção, como Cristo fazia outrora.” (Idem)
B – Alguns de Seus métodos:
1. Ilustrações: Surpreendia com ilustrações que prendiam a atenção. Ilustrações tiradas das coisas da vida diária.
2. Instrução: Por meio da imaginação, chegava-lhes à alma.
3. Misturava-se:
O Salvador misturava-se com…
Contato
a) Como alguém que lhes desejava o bem
Contínua preocupação
b) Manifestava simpatia
Compaixão
c) Ministrava-lhes às necessidades
Comprometimento
d) Ganhava sua confiança
Confiança
e) Ordenava então: Segue-Me
Conversão
C – Exercício:
Leia esses textos com um grupo: Mt. 9:11,12; Lc. 7:36-40;
Lc. 19:5-9. Descubra o seguinte:
a) Como Ele misturava-se.
b) As necessidades atendidas.
c) O resultado.
D – Como misturava-se:
1. Ilustração do sal e do fermento: Mt 5:13 e Mt. 13:33.
2. Ordem de Jesus: João 17:15.
3. Através do contato pessoal e associação.
“Jesus entrava em contato pessoal com as pessoas. Não se mostrava arredio e afastado daqueles que necessitavam de Seu auxílio. Ele penetrava nos lares dos homens, confortava os tristes, curava os enfermos, alertava os descuidados, e saía pela vizinhança fazendo o bem.” Beneficência Social, p. 60.
Princípio do Relacionamento Pessoal
Evangelismo é fundamentado em relacionamentos pessoais. Ao desenvolvermos amizade genuína com indivíduos, cria-se laços de confiança.
Ex.: John Wesley pregava a auditórios de 20.000. Interesse era despertado em grandes reuniões públicas. Mas, os homens experimentavam crescimento na graça em grupos. Evangelismo era mais do que descarregar um caminhão de doutrinas. Ele entendeu que é difícil ganhar pessoas que você não conhece. (Padded Pews or Open Doors, M. Finley, pag. 30).
Necessidades Sentidas e Necessidades Últimas
Necessidade sentida é a área da vida onde um indivíduo sente que necessita de ajuda. É a necessidade percebida. Muitos empresários ansiosos, por exemplo, têm necessidade de aliviar o stress. O fumante inveterado tem a necessidade de abandonar o vício.
Uma necessidade última, no entanto, é a que os seres humanos mais necessitam – cada pessoa no planeta precisa de Deus em sua vida. Reconciliação com Deus é a última e principal necessidade.
A revista Psychology Today, na edição de setembro de 1987, trouxe um artigo mostrando quais as maiores preocupações dos americanos, conforme uma pesquisa. Elas são:
NECESSIDADES
PREOCUPAÇÕES
Paz mental
Alívio do senso de culpa e propósito na vida.
Coesão familiar e satisfação
Como preservar a família e educar os filhos.
Bem-estar físico
Reduzir o risco de câncer, envelhecimento saudável, stress.
Segurança económica
Reduzir débitos, administração do orçamento familiar.
Futuro seguro
Crimes nas ruas, estabilidade do mundo, etc.
Hierarquia das Necessidades
Abraão Maslow identificou a hierarquia das necessidades, conforme se vê:
1 – NECESSIDADES FÍSICAS
•fome e sede
•sono
•saúde
•exercício
•sexo
2 – SEGURANÇA
•Proteção
•Conforto e paz
•Nenhuma ameaça ou perigo
3 – AMAR
•Aceitação
•Sentimento de pertencer a alguém
•Participação em grupo
4 – AUTO-ESTIMA
•Reconhecimento e prestígio
•Competência e sucesso
•Força e inteligência
5 – ATUALIZAÇÃO
•Auto realização do potencial
•Fazer coisas pelo desafio de realização
•Curiosidade intelectual
•Criatividade
As mais Altas Necessidades
Motivo: “Consciente ou inconsciente necessidade que impele uma pessoa a certa ação ou comportamento”.
(Fonte: Felt Need Evangelism Syllabus – Andrews University)
Outras Necessidades
Compromisso: Entregar-se a algo que transcende o ordinário, o comum da existência. Pessoas não se satisfazem com tarefas rotineiras. Satisfazem a essa necessidade pertencendo à torcida/equipa do Benfica, a uma causa política, ou na defesa da ecologia.
Filosofia Cósmica: Necessita saber que todas as coisas têm um significado, que pertence a um universo ordenado. Que a vida tem origem e destino eterno.
(Fonte: Present Truth in a Secular World. J. Paulien, p. 127.)
Após uma noite de pregação no auditório Pacheco, no Piauí, uma mulher chamada Deusa veio contar-me a sua história. Era uma fumante inveterada, alcoólatra e prestes a perder o emprego. Tudo aconteceu depois que o seu marido a abandonou, desestruturando a sua vida. Era refractaria à mensagem bíblica. Foi atraída pelo curso Como Deixar de Fumar e o seminário sobre o stress.
O momento decisivo em sua vida veio quando ela percebeu que os Adventistas se importavam o suficiente com ela para saciar-lhe às necessidades físicas e ajudá-la a se livrar dos vícios. Após abandonar o cigarro e o álcool, ela percebeu que necessitava de Deus e foi batizada.
Há muitos que não demostram interesse nas coisas do Espírito, mas que se maravilham quando alguém vai até onde ele se encontra e atende às suas necessidades.
Ellen White confirma
“Muitos não têm fé em Deus e perderam a confiança no homem. Mas apreciam ver atos de simpatia e prestatividade. Ao verem alguém sem qualquer incentivo de louvor terrestre ou compensação, aproximar-se de seus lares, ajudando os enfermos, alimentando os famintos, vestindo os nus, confortando os tristes e ternamente chamando a atenção para Aquele de cujo amor e piedade o obreiro humanos é apenas mensageiro – ao verem isto, seu coração é tocado. Brota a gratidão, e fé é inspirada. Vêem que Deus cuida deles, e ao ser Sal Palavra aberta, estão preparados para ouvi-la.”
(Medicina e Salvação, p. 247).
Cristo estava não apenas interessado em transformar água em vinho, mas em revelar o vinho do Evangelho aos Seus contemporâneos. Não apenas em multiplicar os pães, mas em mostrar ao povo o Pão da Vida. Tudo que fazemos deve ter um propósito último: Conduzir almas ao Senhor Jesus.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
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