domingo, 18 de março de 2012

JESUS DOS 12 AOS 30 ANOS - TEXTOS E CONSIDERAÇÕES

A narrativa dos evangelhos não relata especificamente o que ocorreu na vida de Jesus dos 12 aos 30 anos de idade, entretanto o que foi escrito acerca da sua vida é suficiente para crermos nele, “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho do Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” ( Jo. 20.30,31).
O objetivo dos evangelhos não é elaborar uma biografia exaustiva da vida de Cristo, todavia o seu conteúdo é totalmente voltado para o propósito salvífico, por essa razão as atividades de Cristo durante esse período não foram comentadas por não se tratar de assuntos significativos ao ministério salvífico.
Muitos dos feitos de Jesus não foram relatados e João confirma: “Este é o discípulo que dá testemunho a respeito destas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez, se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que no mundo inteiro não caberiam os livros que seriam escritos.” ( Jo 21.24,25). Os Evangelistas narram a história como testemunhas oculares dos fatos, ressaltando que são fidedignos que eles viram e ouviram, é o que escreveram com os próprios punhos e testificaram durante as suas vidas e mesmo sendo ameaçados de morte, não se calaram. Sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.

Algumas especulações infundadas:

Infelizmente a ausência dos relatos bíblicos acerca desse período na vida de Cristo tem sido motivo de diversas especulações pervertidas, elaborada por mentes pérfidas que ousam fazer severas afirmações infundadas. A bíblia afirma que tais serão punidos rigorosamente. “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus acrescentará os flagelos escritos neste livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro.” (Ap 22.18,19.). As especulações existentes são as seguintes: Jesus após os 12 anos afastou-se da palestina para viver em algum lugar do extremo oriente; Jesus esteve na Índia convivendo com budistas e bramanistas na babilónia aprendendo a arte das magias ocultas, no Egito na biblioteca de Alexandria; na Pérsia (atual Irão), Assíria, Grécia e na Macedónia aprendendo a filosofia, ou mesmo na Judeia entre os Essénios.
Outros propõem que nessa época Ele se tenha ausentado da terra para visitar outros planetas, outros grupos alegam que ele permaneceu na palestina, vivendo uma vida moral relativamente promíscua e depravada, algumas dessas conjecturas se baseiam nos apócrifos, livros reprovados por não cumprir as exigências canónicas. Evidentemente essas teorias não passam de meras especulações humanas, destituídas de base bíblica e de comprovação histórica.

As evidências bíblicas:

A despeito do silêncio bíblico sobre esses 18 anos da vida de Jesus, existem fortes evidências bíblicas de que Ele continuou residindo em Nazaré até o início do Seu ministério público e que era submisso aos seus pais e a Deus, contrapondo todas as especulações existentes. Vejamos:

• Onde Jesus esteve? Somos informados de que, após a Sua visita a Jerusalém, aos 12 anos de idade, Jesus regressou com José e Maria “para Nazaré; e era-lhes submisso” (Lc 2:51); que Ele foi criado naquela mesma cidade (Lc 4:16); que Ele veio “de Nazaré da Galileia” para ser batizado por João Batista no rio Jordão (Mc 1:9); e que, após o aprisionamento deste, Jesus “deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum” (Mt 4:12 e 13). Por haver residido em Nazaré todos esses anos, Jesus era conhecido pelos Seus contemporâneos como “Nazareno” (ver Mt 2:23; 26:71; Mc 1:24; 10:47; 16:6; Lc 4:34; 18:37; 24:19; Jo 1:45; 18:5, 7; 19:19; At 2:22; 3:6; 4:10; 6:14; 22:8; 26:9), e os Seus seguidores, como a “seita dos nazarenos” (At24:5). Próximo ao final do Seu ministério público na Galileia, Jesus retornou a Nazaré, qualificada nos Evangelhos como “a sua terra” (Mt 13:54; Mc 6:1), sendo reconhecido pelos próprios nazarenos como “o carpinteiro” (Mc 6:3) e o “filho do carpinteiro” (Mt 13:55). Eles jamais O teriam reconhecido como tal se Ele não houvesse exercido tal profissão naquela cidade antes do início do Seu ministério público.

• O que fez Jesus? A bíblia afirma categoricamente, para não deixar margens de dúvidas, que Jesus se preparava para exercer seu ministério, era obediente a seus pais e tinha a graça diante de Deus e dos homens, ou seja, Jesus não foi um pervertido mas um exemplo para todos, aprovado por Deus e pelos homens. “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele”. (Lc 2.40) e “e desceu com seus pais para Nazaré e em tudo era – lhes submisso… E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. (Lc 2. 51,52) A bíblia está repleta de passagens que corrobora a natureza santa de Cristo. Vejamos o que foi dito a respeito de sua vida: “Nele não existe pecado” ( IJo 3.5); “Ele não conheceu pecado” (IICo 5.21); “o qual não cometeu pecado”(IPe 2.22); “sem pecado” (Hb 4.15); Ele mesmo testemunhou a Seu respeito “Quem dentre vós me convence de pecado? (Jo 8.26).
“Jesus viveu num lar de camponeses, e desempenhou fiel e alegremente Sua parte em suportar as responsabilidades da vida doméstica. Fora o Comandante do Céu, e anjos se tinham deleitado em Lhe cumprir as ordens; era agora um voluntário Servo, um Filho amorável e obediente. Aprendeu um ofício, e trabalhava com as próprias mãos na oficina de carpintaria de José. Nos simples trajes de operário comum, caminhava pelas ruas da pequenina cidade, indo e voltando em Seu humilde labor. Não empregava o poder divino de que dispunha para aliviar os próprios fardos ou diminuir a própria lida.” Desejado de Todas as Nações, p. 72
Espero por meio deste artigo, esclarecer as dúvidas sinceras de pessoas descentes, que almejam conhecer a verdade, pretendo também proporcionar ao leitor informações fidedignas para respaldar todas divergências existente acerca da Veracidade bíblica e da integridade de Cristo.

sábado, 10 de março de 2012

SOU FORASTEIRO AQUI

“Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.” Hebreus 11:13-16

Uma lembrança que trago da minha infância é que a casa constantemente vivia cheia de parentes vindos de outros Estados e outras Cidades, sem contar dos amigos da igreja que, muitas vezes, se reuniam à volta da mesa para trocarmos ideias e aproveitarmos da calma e hospitalidade de dona Alcicleide (minha mãe).

Você deve estar achando estranho eu falar disso quando o hino que trato hoje fala de ser forasteiro mas, vamos fazer algumas considerações:

1 – “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.” Hebreus 13:2;


2 - Todos os que viajam muito querem ser bem acolhidos, mas o momento do retorno é que é o bom da viajem;

3 - este é o primeiro dos hinos que escrevo a história que não encontrei mais que uma pequena biografia de seus autores.

A diplomacia é a arte de conduzir um negocio ou relação com um determinado Estado estrangeiro ou sujeito ao direito internacional.

Embaixador é o diplomata de mais alto nível aceito por um Estado estrangeiro para chefiar uma Missão diplomática, eles falam e agem em nome de seus países, tem privilégios e imunidades, devendo agir segundo as normas convencionadas internacionalmente.

Este hino foi a inspiração para a criação dos Embaixadores do Rei, grupo de rapazes da Igreja Batista chamados à missão de Evangelização.

Seus autores:

Flora Hamilton Cassel

Nasceu em 21 de agosto de 1852, na cidade de Ottorville no estado de Illinois e faleceu em 17 de novembro de 1911, na cidade de Denver no estado do Colorado em um acidente automobilístico.

A maior parte da sua infância, foi passada na cidade de Whitehall, estado do Illinois, onde seu pai esra pastor da Igreja Batista. Ela era musica desde a infância e cantava e fazia seu próprio acompanhamento.

Aos 16 anos,foi morar no Brooklyn, Nova York com a mãe e a irmã, quando finalmente foi para o Instituto de Maplewood em Pttsfield, Massachusetts, para estudar piano, harmonia e coposição com o Dr. BC Blodgett, e da voz do professor JI Lalor. Ela se formou em 1873. Casou se com E. Taylor Cassel e continuou a docência universitéria por alguns anos até se mudar para Nebraska.

Em Nebraska criou a Mulher Cristã União e Temperança (WCTU). Seu livro de musica White Ribbon Vibrations, foi publicado em 1890. Sua primeira musica, “A Volta ao Mundo!, era uma das favoritas de Emma Willard. Suas canções começaram então, a serem publicadas.

Foi para Denver onde a família comprara uma fazenda e lá viveu até que o Senhor a levasse.


Elijah Taylor Cassel

Nasceu em 27 de novembro de 1849, No estado de Indiana e faleceu a 3 de julho de 1930 em South Gate, na Califórnia.

Foi educado para ser médico e chegou a clinicar em Nebraska, até ser chamado para o Ministério sendo ordenado em 1910 em Denver, Colorado. Pastoreou a Igreja Batista Betal em Denver (1911 à 1917) e da First Baptist Churc, Fort Morgan, Colorado (1919 à 1921).

“Rei meu e Deus meu” é essa parte do versículo 3 do Salmo 84 era a mais amada por ele.


H.E. 427 SOU FORASTEIRO AQUI

Sou forasteiro aqui,
Em terra estranha estou,
O céu já antevi,
Possuí lo enfim eu vou;
Embaixador, por Deus,
Do reino lá dos Céus,
Venho em serviço do meu Rei.

CORO:
Eis a mensagem que nos deu,
Que os anjos cantam lá nos Céus:
Diz o Senhor, Rei meu,
“Reconciliai-vos já, com Deus!”

É ordem do meu Deus,
Por Cristo e seu amor,
Que saiam já os seus
Do laço sedutor;
E quem obedecer,
No Reino vai viver
Venho em serviço do meu Rei.

Mais belo que um rosal,
O lar celeste tem
A bênção imortal,
O gozo eterno, além.
No Céu tem galardão
Quem frui a redenção;
Venho em serviço do meu Rei.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Entrar na paz

“ E ele lhe disse: Vai em paz. E foi-se dele a uma pequena distancia. 2° Reis 5:19.
“ A paz é muito mais que a ausência da guerra, ela define o estado do homem que vive em harmonia com Deus, consigo mesmo e com os outros.”
Anónimo.

A vida traz a cada um de nós tantas feridas, tantos complexos, tantos sofrimentos, que só Jesus pode curar.
A missão do Espirito Santo no processo da santificação é tornar-nos à semelhança de Cristo, formar em nós um caracter digno de herdar a vida eterna. Para que o crente atinja este estado de santificação necessita de um remédio santo. “Santifica-os na Verdade a Tua Palavra é a Verdade.”
A Palavra de Deus lida e meditada em sossego, traz à superfície da nossa consciência feridas, complexos e sofrimentos não só recentes, mas também antigos. Isto não é obra do acaso, mas obra do Espirito Santo. Precisamos nesse instante por um acto da nossa vontade deixar que Jesus Cristo cure, limpe esse sofrimento, da mesma maneira que um cirurgião, limpa o temor que provoca dor e desequilíbrio no nosso organismo. Também o Médico divino, quer retirar esse cancro que muitas vezes provoca desequilíbrios tão desagradáveis na nossa personalize cristã e não nos deixa ter a certeza da salvação pelos méritos de Cristo.
Gosto imenso de ler aqueles capítulos do livro de Josué, que nos falam da conquista da terra prometida. Deus tinha prometido esta terra aos Israelitas a Canaã, era o país que o Senhor lhes tinha concedido. No entanto ao ler Josué, vemos as lutas que o povo de Israel teve que travar para conquistar esta terra; vitorias e fracassos.
O mesmo se passa connosco, não é porque uma pessoa entregou a sua vida a Jesus que se tornou santo. Há ainda um longo caminho a percorrer para alcançar um caracter, bom e uma personalidade santificada.
E nesta luta acontecem igual que ao povo de Israel, vitorias e fracassos, mas “os que perseverarem até ao fim serão são salvos.” Precisamos dia a dia submeter a nossa vida a Jesus, para podermos conquistar vales e montanhas, terras áridas e atravessar lagos existem dentro de nós. Mas com Ele conseguiremos chegar a Jerusalém, a vila da paz. Alcançar a nossa paz. O sentimento de bem estar com os outros e com Deus.
“Quando um homem não encontra paz dentro de si mesmo, é inútil procura-la em qualquer outro lugar.” Henry Beecher.
“Todo acto da vida, por mais insignificante, tem a sua influencia na formação do caracter. Um caracter bem formado é mais preciosos que as possessões mundanas; e moldá-lo é a obra mais nobre em que os homens se possam empenhar.”
Testemunhos Selectos, vol. 1, p. 602.

domingo, 4 de março de 2012

O MÉTODO DO MESTRE

Um renomado cirurgião, chamado Lewis Evans, viajou a Coreia para visitar um colega que estava a trabalhar como missionário ali. Dr. Evans acompanhou o seu amigo a uma vila distante onde uma mulher doente requeria uma cirurgia de emergência. Ele assistia o médico, enquanto este calma e firmemente realizava a operação que durou sete horas num sufocante calor e sob primitivas condições.

Depois, enquanto conversavam, o Dr. Evans brincou: “Ei Doutor, quanto você ganhou por uma operação como esta de hoje? Nos Estados Unidos ganharia no mínimo $ 15.000.”

O outro homem pegou uma moeda de cobre furada da sua gaveta e explicou que aquilo era tudo o que o paciente tinha dado. Então, disse: “Primeiro, eu ganhei esta moeda furada, e depois, tenho a profunda convicção de que Cristo esteve trabalhando por sete horas através destes dedos para tocar e curar um dos seus filhos.” Isto é cristianismo!

É nosso privilégio tocar outras pessoas do mesmo modo que Cristo fez. De fato, este é o nosso modelo de evangelismo. O livro de João deixa-nos alguns exemplos de como Jesus Se propõe a mudar as pessoas.

Como Jesus Se relacionava com as Pessoas

A história começa no primeiro capítulo de S. João, versos 37 e 38. Aqui, nós vemos dois discípulos de João Batista que ouviram Jesus falar e, imediatamente, se afastaram da multidão para segui-lO. Jesus Se volta para eles e pergunta: “Que buscais?” O Mestre não iniciou a partir de sua agenda, mas da deles. Ele não Se aproximou deles com um programa pré-arranjado. Ele começou onde eles estavam e, gradualmente, os conduziu a Si mesmo: “– Rabi, onde moras?” Respondeu-lhes: “Vinde e vede.”

Em S. João 2 está registrada a visita de Cristo à festa de casamento em Caná. Durante a celebração, acabou o vinho. Isto significava um desastre social. Era humilhante aos convidados ficarem sem ser servidos. A mãe de Jesus percebeu a ansiedade dos anfitriões e a comunicou ao Filho. Ele ordenou que se enchessem as 6 talhas de pedra e os transformou em vinho, o melhor da festa. Problema resolvido. O milagre mostra a disposição de Cristo em atender às necessidades das pessoas, mesmo daquelas que não parecem espirituais. Ele atendia às necessidades do momento.

Em S. João 3, nós encontramos Jesus conversando com um fariseu que Lhe pediu uma audiência na calada da noite. Nicodemos se tornou consciente de que necessitava de algo mais do que uma religião formal; algo mais do que a tradição e o ritual. Então, Jesus mostrou-lhe exatamente o que ele estava procurando e como obtê-lo: “Você precisa nascer de novo.” Esse líder estava receptivo, naquela noite, para receber direção espiritual, assim, Jesus o atendeu nesse nível.

Então nós chegamos a S. João 4. Cristo estava passando por Samaria e encontrou-Se com uma mulher perto do poço. Ele atendeu às suas necessidades, com muito tato, ao dar-lhe uma medida de respeito. Ignorando séculos de preconceitos, Ele pediu: “Dá-me de beber.” Essa mulher havia passado por 6 maridos. Os homens da vila a consideravam um mero objeto de prazer. Ela tinha ido sozinha ao poço, já que as demais mulheres da vila a evitavam. Então, Jesus ofereceu a essa rejeitada apoio emocional, tratando-a com respeito e oferecendo-lhe algo maravilhoso: água que saciaria para sempre a sua sede. Ele, cuidadosamente, a conduziu ao ponto onde ela estava, preocupada em tirar água do poço para Ele, o Doador da Vida Eterna.

S. João 5 mostra-nos uma dramática cura junto ao tanque de Betesda. Novamente, Jesus estava encontrando um ser humano precisamente no ponto de sua presente necessidade. Este pobre paralítico, que tinha estado em desespero por 38 anos, queria mover-se, andar! Então, Jesus lhe perguntou: “Queres ficar são?” Despertando, assim, uma fagulha de fé no seu coração. Respondendo à ordem de Jesus, ele se levantou sobre os seus pés. Seu corpo inválido, subitamente, tornou-se perfeito. Jesus atendeu à sua necessidade física.

Era essa a maneira de Jesus trabalhar. Ele não disse aos noivos das bodas de Caná que eles tinham de nascer de novo. Ele atendia às necessidades sentidas no momento. Ele não falou ao paralítico sobre a Água viva, pois isso não o despertaria. Ele o ajudou a andar.

Em S. João 6, nós encontramos Cristo envolvido com milhares de pessoas famintas na encosta de uma colina em frente ao Mar da Galileia. Elas tinham uma necessidade definida, a qual era indicada pelos soluços das crianças. Os discípulos sugeriram que a multidão fosse dispensada para cada um providenciar o seu próprio alimento. Mas, Jesus insistia que eles como evangelistas, precisavam atender às necessidades do povo com suas escassas provisões. Necessidade atendida.

Eis um sumário do que Jesus fez nos seis primeiros capítulos de S. João:

Método De Jesus: Descobrir uma necessidade e atendê-la

João 1

João 2

João 3

João 4

João 5

João 6

Batismo no rio Jordão

Festa de casamento

Nicodemos

Mulher Samaritana

Paralítico

Multidão faminta

Curiosidade

Embaraço social

Espiritualidade genuína

Apoio emocional

Cura física

Alimento físico

O método de evangelismo de Jesus é simples: alcançar as pessoas onde elas estão, tocá-las no ponto de suas necessidades e dar-lhes um lampejo do Seu magnífico amor.

A estratégia do Senhor é, belamente, sintetizada no livro Ciência do Bom Viver, página 143:

“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoas que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava, então: “Segue-Me.”

O método de Cristo no evangelismo vai além de discursos memorizados e apresentações “enlatadas”; Ele é rico e dinâmico.

A – Expressão corporal de Cristo:

1. Olhos – “Amor expresso nos olhos e na voz atraíam…” (Ev,124).

2. Palavras – “Não fora o espírito suave, cheio de simpatia, refletindo-se em cada olhar e palavra, e Ele não teria atraído as grandes multidões que atraiu.” (Idem).

“Aqueles que estudarem os métodos de ensino de Cristo, e se educarem em Lhe seguir o trilho, hão de atrair grande número de pessoas, mantendo sua atenção, como Cristo fazia outrora.” (Idem)

B – Alguns de Seus métodos:

1. Ilustrações: Surpreendia com ilustrações que prendiam a atenção. Ilustrações tiradas das coisas da vida diária.

2. Instrução: Por meio da imaginação, chegava-lhes à alma.

3. Misturava-se:

a) Como alguém que lhes desejava o bem

Contínua preocupação

b) Manifestava simpatia

Compaixão


c) Ministrava-lhes às necessidades

Comprometimento

d) Ganhava sua confiança

Confiança

e) Ordenava então: Segue-Me

Conversão


C – Exercício:

Leia esses textos com um grupo: Mt. 9:11,12; Lc. 7:36-40;

Lc. 19:5-9. Descubra o seguinte:

a) Como Ele misturava-se.

b) As necessidades atendidas.

c) O resultado.

D – Como misturava-se:

1. Ilustração do sal e do fermento: Mt 5:13 e Mt. 13:33.

2. Ordem de Jesus: João 17:15.

3. Através do contato pessoal e associação.

“Jesus entrava em contato pessoal com as pessoas. Não se mostrava arredio e afastado daqueles que necessitavam de Seu auxílio. Ele penetrava nos lares dos homens, confortava os tristes, curava os enfermos, alertava os descuidados, e saía pela vizinhança fazendo o bem.” Beneficência Social, p. 60.

Princípio do Relacionamento Pessoal

Evangelismo é fundamentado em relacionamentos pessoais. Ao desenvolvermos amizade genuína com indivíduos, cria-se laços de confiança.

Ex.: John Wesley pregava a auditórios de 20.000. Interesse era despertado em grandes reuniões públicas. Mas, os homens experimentavam crescimento na graça em grupos. Evangelismo era mais do que descarregar um caminhão de doutrinas. Ele entendeu que é difícil ganhar pessoas que você não conhece. (Padded Pews or Open Doors, M. Finley, pag. 30).

Necessidades Sentidas e Necessidades Últimas

Necessidade sentida é a área da vida onde um indivíduo sente que necessita de ajuda. É a necessidade percebida. Muitos empresários ansiosos, por exemplo, têm necessidade de aliviar o stress. O fumante inveterado tem a necessidade de abandonar o vício.

Uma necessidade última, no entanto, é a que os seres humanos mais necessitam – cada pessoa no planeta precisa de Deus em sua vida. Reconciliação com Deus é a última e principal necessidade.

A revista Psychology Today, na edição de setembro de 1987, trouxe um artigo mostrando quais as maiores preocupações dos americanos, conforme uma pesquisa. Elas são:

NECESSIDADES

PREOCUPAÇÕES

Paz mental

Alívio do senso de culpa e propósito na vida.


Coesão familiar e satisfação

Como preservar a família, educar os filhos.

Bem-estar físico

Reduzir o risco de câncer, envelhecimento saudável, stress.

Segurança económica

Reduzir débitos, administração do orçamento familiar.

Futuro seguro

Crimes nas ruas, estabilidade do mundo, etc.


Hierarquia das Necessidades

Abraão Maslow identificou a hierarquia das necessidades, conforme se vê:

1 – NECESSIDADES FÍSICAS
•fome e sede
•sono
•saúde
•exercício
•sexo

2 – SEGURANÇA
•Proteção
•Conforto e paz
•Nenhuma ameaça ou perigo

3 – AMAR
•Aceitação
•Sentimento de pertencer a alguém
•Participação em grupo

4 – AUTO-ESTIMA
•Reconhecimento e prestígio
•Competência e sucesso
•Força e inteligência

5 – ATUALIZAÇÃO
•Auto realização do potencial
•Fazer coisas pelo desafio de realização
•Curiosidade intelectual
•Criatividade

As mais Altas Necessidades

Motivo: “Consciente ou inconsciente necessidade que impele uma pessoa a certa ação ou comportamento”.

(Fonte: Felt Need Evangelism Syllabus – Andrews University)

Outras Necessidades

Compromisso: Entregar-se a algo que transcende o ordinário, o comum da existência. Pessoas não se satisfazem com tarefas rotineiras. Satisfazem a essa necessidade pertencendo à torcida do Coríntians, a uma causa política, ou na defesa da ecologia.

Filosofia Cósmica: Necessita saber que todas as coisas têm um significado, que pertence a um universo ordenado. Que a vida tem origem e destino eterno.

(Fonte: Present Truth in a Secular World. J. Paulien, p. 127.)

Após uma noite de pregação no auditório Pacheco, no Piauí, uma mulher chamada Deusa veio contar-me a sua história. Era uma fumante inveterada, alcoólatra e prestes a perder o emprego. Tudo aconteceu depois que o seu marido a abandonou, desestruturando a sua vida. Era refractária à mensagem bíblica. Foi atraída pelo curso Como Deixar de Fumar e o seminário sobre o stress.

O momento decisivo em sua vida veio quando ela percebeu que os Adventistas se importavam o suficiente com ela para saciar-lhe às necessidades físicas e ajudá-la a se livrar dos vícios. Após abandonar o cigarro e o álcool, ela percebeu que necessitava de Deus e foi batizada.

Há muitos que não demostram interesse nas coisas do Espírito, mas que se maravilham quando alguém vai até onde ele se encontra e atende às suas necessidades.

Ellen White confirma

“Muitos não têm fé em Deus e perderam a confiança no homem. Mas apreciam ver atos de simpatia e prestabilidade. Ao verem alguém sem qualquer incentivo de louvor terrestre ou compensação, aproximar-se de seus lares, ajudando os enfermos, alimentando os famintos, vestindo os nus, confortando os tristes e ternamente chamando a atenção para Aquele de cujo amor e piedade o obreiro humanos é apenas mensageiro – ao verem isto, seu coração é tocado. Brota a gratidão, e fé é inspirada. Vêem que Deus cuida deles, e ao ser Sal Palavra aberta, estão preparados para ouvi-la.”

(Medicina e Salvação, p. 247).

Cristo estava não apenas interessado em transformar água em vinho, mas em revelar o vinho do Evangelho aos Seus contemporâneos. Não apenas em multiplicar os pães, mas em mostrar ao povo o Pão da Vida. Tudo que fazemos deve ter um propósito último: Conduzir almas ao Senhor Jesus.

O CONCEITO BÍBLICO DE PERFEIÇÃO

É um fato marcante que mesmo cristãos professos têm frequentemente falhado mo entender a Bíblia como ela deve ser entendida. Eles têm lido os termos bíblicos com ideias preconcebidas derivadas da filosofia tradicional. Quando a filosofia humana é misturada com revelação bíblica, o resultado é sempre uma teologia especulativa. Tal filosofia tende a distorcer o carácter de Deus e o caminho da salvação como exposto na Sagrada Escritura.

Especialmente, a ideia bíblica distintiva de “perfeição” tem sofrido muito de várias teologias especulativas. A história do Judaísmo e da igreja Cristã mostra uma variedade de seitas religiosas e movimentos monásticos, cada qual pretendendo ter o monopólio da verdadeira perfeição aos olhos de Deus.

Uma análise crítica de cada forma específica de perfeccionismo revela, contudo, que sem excepção o conceito bíblico de perfeição tem sido distorcido por uma mistura de elementos estranhos.

Esta história de falha deveria prevenir-nos ao máximo de pretender possuir a perfeição ou conhecer exactamente o que é isso aos olhos de Deus. Temos que examinar as nossas pressuposições e dogmatismo em primeiro lugar sobre perfeição, se nós queremos avaliar os nossos conceitos criticamente à luz da revelação escriturística. Como necessitamos compreender a verdade da confissão de David: “Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz”! (Sal. 36:9) A luz divina vem através das Sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamentos, “revivificando a alma”, “fazendo sábio o simples”, “alegrando o coração”, “iluminando os olhos”, “permanecendo para sempre”, “juntamente retos” (Sal. 19:7-9).

No campo da teologia bíblica, muitos vieram a compreender que ideias dos profetas e apóstolos são mais do que conceitos. Elas são ideias nascidas no Céu, “os Oráculos de Deus” (Rom. 3:2), através dos quais Deus comunica a Sua graça, sabedoria e poder. Isto não significa que a Bíblia seja uma colecção de provérbios não relacionados ou oráculos isolados. Pelo contrário, tanto o Antigo como o Novo Testamentos são primariamente registos da incomparável história dos feitos de Deus na História de Israel, todos estruturados por Seus santos concertos com Israel e os Doze apóstolos. Os profetas interpretaram fielmente o significado dos justos actos de Deus até que Jesus Cristo veio com a mais completa revelação do santo carácter e vontade de Deus. “Quem Me vê a Mim vê o Pai. ” (João 14:9), disse Jesus a Filipe.

Ele foi mais do que o Perfeito Intérprete da Torah, dos Profetas e dos Salmos. As Suas próprias palavras continham o poder criativo de graça e cura, que restauraram no crente a imagem moral de Deus em verdadeira perfeição. Em verdade, Jesus podia dizer: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (João 6:63). “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14:6). Estas considerações levam-nos a aceitar o princípio fundamental de interpretação de que Cristo é o verdadeiro Intérprete do Antigo Testamento, ou afirmado diferentemente, a Bíblia é o seu próprio expositor.

A guia do Espírito Santo, que inspirou a todos os escritores da Bíblia, sempre fielmente acompanha as Escrituras Sagradas para iluminar e guiar as nossas mentes e assegurar-nos da verdade divina.

O nosso propósito é aplicar este princípio de interpretação agora ao estudo da ideia bíblica de perfeição. Somente então nós podemos chegar a uma definição ou a uma síntese da perfeição bíblica.